domingo, 8 de novembro de 2020

[As danações de Carina] O que sabemos sobre o nosso Hino Nacional?! – Parte dois

A diversificação da poesia de Joaquim Osório Duque Estrada em outros idiomas

Carina Bratt 

Dando continuidade ao tema ‘O que sabemos sobre o nosso Hino Nacional?!’ trazido à baila nas minhas ‘Danações’ de domingo passado, vamos ver como ficou a poesia de Joaquim Osório Duque Estrada, na versão francesa.  Ela pode ser encontrada na íntegra, no livro ‘PAGES BRÉSILIENNES’ do professor de francês do Colégio Pedro II, Henri de Lanteuil, editado pela Companhia Editora Nacional, sendo da primeira até a quinta edição datada dos anos de 1941 a 1946.




Les rives calmes de l’Ypiranga entendient
l’appel retentissant d’un peuple héroique,
et, dans un éblouissant rayonnement,
le soleil de la Liberté brilla alors
au ciel de la Patrie.

Si le gage de cette égallité
Nous l’avons conquis par la force de nos bras,
En ton sein, o Liberté,
Notre courage saura braver mort elle-même.

O Patrie bien-aimée
et idolatrée,
Salut! Salut!

Brésil! Um songe intense, un rayon vivificant d’amour et
d’espérance descend sur terre, car au fond de ton ciel splendide,
souriant et limpide la Croix du sud resplendit.
Géant de nature! Tu es beau, tu es fort, intrépide colosse
et ton avenir sera le reflet de la grandeur...

Tu es, Brésil,
Terre adorée entre mille autres,
O Patrie bien-aimée,
Des enfants de ce sol tu es la mère aimable,
Patrie bien-aimée,
Brésil!

Na sequência, a versão inglesa pelo professor Carlos César de Aquino, das Faculdades Multivix de Vitória, no Espírito Santo.

The placid shores of the Ypiranga heard
The resounding ery of a heroic people
And the sun of liberty, in fulgent rays,
Now shined the heavens of our country.

If the pledge of this equality
We succeded to conquer with a strong arm,
In your bosom, of liberty,
Our courage defies death itself!

Oh! Loved country,
Idolatrized,
Hail! Hail!

Brazil, an ardent dream, a ray so vivid
Of love and hope to earth now descends,
If in your beautiful sky, pleasant and limpid,
The southern cross image is resplendent.

A giant by your own nature,
You’re beautiful, strong, intrepid colossus
And your future thus reflects this greatness,

Adored country,
A mong thousands,
You are Brazil,
Oh, loved country!
A genteel mother of this land’s children
Loved country,
Brazil!

Vamos agora, caríssimas amigas e leitoras, tomar conhecimento do nosso Hino Nacional Brasileiro, na versão Esperanto. O Esperanto, como é do saber geral, se trata de uma língua internacional planejada e colocada em evidência pelo médico polonês Lázaro Luiz Zamenhof (1859-1917). Até agora é a lingua mais falada no mundo. Vamos dar um exemplo rápido e simples: se as minhas leitoras não sabem falar nada em inglês, tampouco em italiano, ou japonês, o Esperanto, como modalidade de contato auxiliar, facilitará a comunicação e o compartilhamento de conhecimentos entre todos os povos e as mais diversas culturas existentes na face da terra. A tradução para o Esperanto aqui apresentada, foi pinçada do livro ‘Esperanto sem mestre’ de Francisco Valdomiro Lorenz, editado pela Federação Espírita Brasileira, em sua 9ª edição no ano de 1996. Vejam como ficou: 

De Ipirang’ la mildaj bordoj audis, jen,
chantan krion de heroa gento,
kaj de l’ liber’ la sunradioj brillis tuj
de la Patrujo sur la firmamento

Do se ni de l’ egaleco
garantion konkeris per brako forta,
em la sin’ de l’ libereco
nia brust defias ech je frapo morta.

Patruj’ amata
Adorata,
vivu! vivu!

Brazil’, intensa songho kaj radi’ de am’
Kaj de esper’ descendas al la tero,
se brilas de la Suda kruc’ la bela bild’
em via milda purchiel-etero.

Giganta per la propa naturfontc,
keloso forta estas vi, sentima,
grandecon vian montras já l’ estonto.

Land’ adorata
che l’ landoj mil,
estas Brazil’
Patruj’ amata!
Vin servi volas chiu via fil’,
Land’ amata,
Brazil’.

Por derradeiro, em Guarani. A poesia de Joaquim Osório Duque Estrada ficou bela e formosa. A tradução é de Ulysses Medeiros no jornal ‘Coisas de Nossa Terra’ edição 1920 Sorocaba, São Paulo SP: 

Jendú Ipiranga jecê quiririm
Caraí cuêra catupyru sapucay sunum
Já quaray o poy chuguy, tupã verá
Overa ivagape co retam co agna ité
Já jopyty pyjy ajubá atam,
Nde rendape oicôma,
Nhanderecá nhande pyá a manó voy!

Nde chê retam rayjú
Manguêcoí
Momaiteí! Momaiteí”

Brasil peteim kera pucú, peteim tupã oicovera
O jayjú já o jaárova ivy oguêjí,
Já nde porrava ivogape pucá potyva,
Já jaánga curuzú jacy-tata jeçapeva
Tuichava jahé jaejaicha,
Nde porã, nde mbaretê pyaguasspu jetá,
J’ nde riré quarã e jechucá co tuichava,

Ivy ro jaijúeteva
Ijapytepe jetavera
Ndente-co Brasil
Nde Retam raijú!
Taíra co ivyjui jaé cy jory
Retam raijú
Brasil!

Espero, sinceramente, que as minhas amigas leitoras tenham apreciado um pouco do contexto trazido em minha colaboração de hoje. Domingo que vem, encerramos com chave de ouro. Traremos ao conhecimento de todas vocês as versões do nosso Hino Nacional em tradução mexicana, italiana, latina e japonesa. Imaginem que loucura! Nosso hino do coração em japonês. Fiquem na paz e até o nosso próximo encontro. 

Título e Texto: Carina Bratt, de Florianópolis Santa Catarina, 8-11-2020

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