terça-feira, 10 de novembro de 2020

As eleições americanas. Uma análise parcial

FratresInUnum.com 

Deus quer a salvação das almas. Esta é a moldura através da qual nós lemos todos os acontecimentos humanos, desde os mais corriqueiros até a geopolítica mundial. Sem este pressuposto, nossas análises podem ser politicamente acertadas, mas sempre padecerão a ausência do elemento essencial, que define todos os demais e que não pode ser jamais ignorado pelos cristãos. Dito isso, passemos à observação dos fatos. 

Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Uma visão serena sobre a eleição americana

Apesar de toda a histérica celebração da mídia, da mesma mídia que fez uma acirrada campanha pela vitória de Joe Biden, a disputa eleitoral nos Estados Unidos ainda não foi concluída. Comemorar antes do tempo, mais do que sinal de vitória, pode ser uma mais eloquente manifestação de insegurança e derrota: eles precisam criar uma narrativa antes de serem obrigados a simplesmente reconhecer uma eventual perda. 

Em todo caso, mesmo que o resultado final da eleição seja a vitória de Biden, existem alguns fatos que não podem ser contestados. Em primeiro lugar, a fraude relatada na votação não foi apenas gigante, mas foi amplamente documentada, coisa absolutamente escandalosa em se tratando da eleição de um presidente americano. 

Aliás, é preciso notar que a própria mídia foi obrigada a retroceder em sua euforia: num primeiro momento, davam Biden como elected president, agora o dão como projected winer. Seria uma recordação da eleição entre Bush e o queridinho da mídia, Al Gore, em 2000? Este último foi celebrado amplamente pela grande imprensa para, um mês depois, ser derrotado nos tribunais. 

Em outras palavras, o presidente Trump deixou a mídia internacional comemorar, tranquilamente, judicializou o pleito, dadas as incontestes manipulações dos votos, e, enquanto isso, foi serenamente jogar golf.  

Depois de uma campanha tão desequilibrada, em que toda a elite americana e até global se empenhou em eleger desesperadamente Biden, a única coisa que eles conseguiram obter, recorrendo à fraude, foi a metade do eleitorado. Isso não foi efetivamente uma vitória, mas uma derrota glamourosa.  

É preciso esperar o resultado da eleição após apreciação dos recursos judiciais e da recontagem. A questão eleitoral pode, inclusive, ficar em segundo plano diante da demanda criminal da fraude absurda. Não adianta contar com uma vitória antecipada. Contudo, mesmo que Biden seja o presidente, qual será o impacto real na política americana? 

Quadro político resultante da eleição

Os conservadores não apenas saíram moralmente reforçados do pleito – de fato, as fraudes “milagrosamente” beneficiaram apenas Biden –, mas obtiveram até agora maioria no Senado e, portanto, garantem a presidência da casa. É bastante improvável uma virada dos democratas no placar. Dada a idade de Joe Biden e o seu estado senil, é provável que não suporte a presidência e seja sucedido pela sua vice, a escandalosa Kamala Harris, que terá como “vice-presidente” o presidente do Senado. 

O regime americano é profundamente federalista (isso se observa bem pelas eleições: o candidato ganha todos os votos do colégio eleitoral quando vence no Estado), o que dá ao Senado uma importância muito maior do que a a da Câmara dos Representantes (equivalente à nossa Câmara dos Deputados), aliás, exatamente o oposto do que no Brasil.  

Os senadores realmente conseguem limitar a ação do presidente da República e tornar o seu governo bastante controlado internamente. Porém, até mesmo na Câmara dos Representantes o partido republicano cresceu, embora não tenha obtido maioria. O que mostra não apenas uma incongruência eleitoral – como é que os americanos votaram em legisladores conservadores e num presidente liberal? –, mas sobretudo que o governo de um eventual presidente Biden não será nada fácil.  

Os próprios progressistas já reconheceram que uma eventual derrota de Trump não equivale ao fim do trumpismo

Diferença entre Trump e a onda conservadora

A mídia atual confunde o conservadorismo americano com a pessoa de Donald Trump e, portanto, atribui imediatamente a eventual derrota de Trump a um enfraquecimento da direita americana. Isso não passa de uma completa inversão da realidade. 

Na verdade, o fenômeno Trump é apenas o resultado da reação popular ao progressismo de Obama aglutinado no Tea Party, em que a América profunda, o povo americano, cristão e conservador, cerrou fileiras em torno de seus valores e contra o socialismo que, então, avançava. 

A onda conservadora, como demonstramos acima, não diminuiu nem um pouco. Antes, aumentou. Se a fraude das eleições foi necessária é justamente porque o sucesso de Trump, decorrente da própria natureza conservadora do povo (e não o contrário), é um fato por si mesmo inconteste. 

O vergonhoso mito do “católico” Joe Biden

Mal a imprensa anunciou a projetada vitória de Biden, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos se apressou em manifestar a sua nota de apoio: “Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica”. 

Ora, a agenda política de Biden sustenta a ampliação do direito ao aborto, a redefinição do casamento natural e o favorecimento da homossexualidade. Ele chega ao ponto de defender a descriminalização da transgenerização de crianças e a candidatura de Kamala Harris foi apoiada pela Planned Parenthood

Diante disso tudo, como é que os bispos podem dizer que ele “professa a fé católica”? A resposta é bastante óbvia, nos parece: é que os bispos já não professam mais a fé católica, mas a ideologia bergogliana, reinante no Vaticano desde 2013. 

Os planos triunfalistas da esquerda católica intra muros vaticanos

Vaticanistas há que comemoram antecipadamente a eventual eleição de Biden justamente porque ela liberararia o pontificado de Francisco das movimentações do arcebispo Carlo Maria Viganò e dos conservadores, facilitando a agenda reformista (diga-se, herética) do pontífice argentino. Contudo, uma coisa são os planos da esquerda católica, agora em poder no Vaticano, outra coisa é a sua realização. 

Como foi bem notado, embora Francisco tenha chegado ao ponto de lançar um filme em sua própria auto-glorificação nas vésperas das eleições americanas (aquele documentário em que eles propositalmente lançaram a frase do papa de apoio à união civil dos homossexuais), a única coisa que ele conseguiu com isso foi manter a divisão exata entre os católicos, metade dos quais votou ainda em Donald Trump. 

A Igreja é um Corpo imenso e a cabeça humana não consegue acelerar demasiadamente em sua violência revolucionária, justamente porque precisa sustentar o peso do corpo. E os fieis estão fazendo um heroico e gigantesco corpo mole, por todos os lados. 

O problema de Francisco não é com o presidente da República dos EUA, mas com os seus fiéis, que já não se reconhecem nele. A Igreja está paralisada por todos os lugares e ele simplesmente não consegue atrair a atenção do povo. Aliás, alguém aí notou algum entusiasmo por Fratelli tutti? As próprias Edições CNBB tiveram que colocar os livros do Papa Francisco em promoção – por que será? 

Em todo caso, não deixa de ser impressionante como Francisco tem medo de Viganò, a ponto de não ter sequer respondido às suas denúncias, num silêncio sepulcral que demonstra receio até diante do compartilhamento de Trump da carta que o arcebispo lhe escrevera. Francisco, igualmente, tem medo das acusações de herege que frequentemente se lhe fazem, pois sabe que isso lhe pode custar o pontificado, a tal ponto que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta circular a todas asNunciaturas Apostólicas do mundo, esclarecendo (muito mal, porém) as palavras ambíguas do pontífice.  

O Vaticano está aos pedaços, com uma crise administrativa, moral e doutrinal sem precedentes, a tal ponto que Francisco precisou, em carta, explicar aos cardeais as alterações nas funções financeiras dentro da Cúria Romana, de tal modo que a própria Secretaria de Estado passará a depender financeiramente da APSA, o que decerto lhe trará ainda muita dor de cabeça. 

Se Biden vencer, como fica o Brasil?

A agenda amazônica é certamente o ponto de convergência entre Biden e o globalismo desenfreado do eco-socialismo de Papa Francisco. No início do mês, Biden disse que “o presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”.  

Esta é uma verdadeira ameaça! Aliás, uma ameaça que deve ter causado profunda euforia na esquerda eco-“católica” liderada pelo cardeal Hummes.  

A internacionalização da Amazônia é uma das metas não confessadas do recente Sínodo, que criou uma espécie de Conferência Episcopal – a tal da “Conferência Eclesial Amazônica” (o termo Episcopal foi evitado justamente por incluírem-se aí índios, mulheres, padres etc), – para transformar todo o território pan-amazônico num “novo sujeito eclesial”, em expressão do Papa Francisco reportada por Cardeal Hummes.  

Os militares brasileiros sempre se gabaram de serem os melhores em “guerra na selva”. De fato, eles precisam preparar-se, pois talvez a situação se agrave tremendamente. O pior é os católicos brasileiros terem de passar a vergonha de verem os seus bispos como traidores do país, como lacaios do governo mundial e servos da internacionalização do nosso território amazônico. Decerto, as Igrejas protestantes irão explodir nos próximos anos! 

A salvação das almas, meta única da Providência Divina

O mundo dos sonhos de satanás é formado por baratas e elefantes, é o mundo ecológico em que o ser humano desapareceu, como vive utopizando o ex-frei Leonardo Boff: “nós podemos desaparecer, a Terra vai continuar girando em volta do sol por milênios”. 

Deus, porém, quer a salvação das almas e, por isso, é possível que ele queira justamente que as máscaras de bondade desapareçam e a iniquidade dos homens perversos seja completamente descoberta, dentro e fora da Igreja. Não podemos nos desesperar. 

Aconteça o que acontecer, a graça divina está atuando nas almas. Vejam, como exemplo, que o Lula fez 75 anos há uma semana e, na LIVE comemorativa, assistiram cerca de 400 pessoas ao vivo e o vídeo chegou apenas à marca de 8,2 mil visualizações. Uma vergonha! 

Precisamos permanecer fortes na resistência católica e alentar os fiéis a que não desanimem, apesar de a estrutura eclesial estar quase inteiramente na mão de revolucionários, bem como talvez agora o governo dos EUA. No mais, temos que confiar inteiramente na promessa de Nossa Senhora de Fátima e lutar destemidamente. Nossa vitória virá do céu e nós estamos do lado dos vencedores. 

Título e Texto: FratresInUnum.com, 10-11-2020

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