Hippolyte Léon Denizard Rivail: (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec notabilizou-se como o codificador do espiritismo (neologismo por ele criado).
Foi discípulo do reformador
educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa
científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade),
assuntos cuja investigação costumava ser considerada inadequada.
(…)
Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção dos supostos espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem.
Como meio de elaboração, o
Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas,
aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser
explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando
dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as
consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria
preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção
dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos
princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa
existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual
maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a
posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subsequentemente explicar e
resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma
ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram
progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método
experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à
matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas
— Allan Kardec
Tendo iniciado a publicação
das obras de Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o
marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista
Espírita (1 de janeiro de 1858), Kardec fundou, nesse mesmo ano, a
primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade
Parisiense de Estudos Espíritas.
(…) o Espiritismo, restituindo
ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da
inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções
estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre
as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O
Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências,
estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não
tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são
perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem
compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e
mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do
amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essas anomalias que chocam os
homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…
— Allan Kardec
Últimos anos
Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores através da Revista Espírita ou Jornal de Estudos Psicológicos. Já com cerca de oito milhões de seguidores, faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa.
Junto ao túmulo, erguido como
os dólmens druídicos. Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer,
renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês.
(…)
Fonte: Wikipédia
[Viagens & Destinos] Cemitério do Père-Lachaise
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