quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Me distanciando de inimigos

Roberto Nunes de Menezes

No passado eu acreditava que brigar com alguém ou desfazer uma amizade por política era bobagem. Mas os anos foram passando e vi que não se tratava exclusivamente de política, mas sim de valores morais e éticos que estavam sendo substituídos por ideologias macabras, tais como criminalidade, recebimento sem mérito, aborto, uso de drogas ilícitas, promiscuidade sexual e, principalmente, comportamento anti Cristo.

A partir de então passei a entender que bobagem mesmo era brigar por causa de futebol, frio ou calor, preto, branco ou colorido, dia ou noite, inveja ou ciúmes. Motivos estes que em nada se confundem com o que é a organização criminosa chamada de políticos corruptos que nos rouba há décadas, desviando dinheiro de impostos os quais deveriam no mínimo ser investidos na educação, saúde e segurança.

E nem me falem que pobre não paga imposto, pois a cada R$ 1.000,00 em supermercado, R$ 300,00 é imposto. A cada R$ 100,00 de combustível R$ 50,00 é imposto. A cada R$ 100,00 em cachaça, R$ 50,00 é imposto, lembrando que a maior parte é de ICMS cobrado pelo seu governador.

Torna-se óbvio até mesmo para as pessoas de inteligência mediana, que ideologia é uma coisa, brigar por criminosos é outra, o que automaticamente coloca dezenas de artistas, intelectuais e partidos em situação constrangedora.

Que tipo de ser humano eu seria ao ter que me relacionar ou "respeitar" a opinião de quem faz campanha pela maioria corrupta dos 5.570 prefeitos, 57.000 vereadores e seus 27 governadores atualmente eleitos?

Eu não quero ser amigo de quem está do lado do Lula, Ciro Gomes, Rodrigo Maia, Renan Calheiros, Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e todo o restante dos integrantes da quadrilha que, literalmente, estuprou o Brasil, pois não se diferem em nada do maníaco do parque.

Meu amigo, ex-amigo ou futuro ex-amigo, não me importo se você é rico ou pobre, de esquerda ou de direta, gay ou hetero, preto ou branco, flamenguista ou corinthiano, mas se você aplaude quem tirou da cadeia o líder da quadrilha do maior assalto da história desse país, e ainda comemora a derrota do voto impresso auditável, o que pode trazê-lo de volta, lamento, mas eu não posso ser seu amigo.

Não se trata de ideologia, estar do lado dos bandidos, brigando por eles e relativizando crimes para somente ter razão sem argumentos, não estou perdendo um amigo, eu estou me distanciando de um inimigo.

Texto: Roberto Nunes de Menezes, janeiro de 2022

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