sábado, 29 de janeiro de 2022

Santa Teresa e a Ordem

Rodrigo Amorim responde ao artigo de Chico Alencar sobre Santa Teresa e diz que ódio do PSOL à PM tem que acabar

Todos os dias tenho o prazer de acessar o DIÁRIO DO RIO, a meu ver o jornal que cobre a nossa cidade com maior amplitude e, ao mesmo tempo, profundidade, e com o devido pluralismo de pensamentos. No DDR o esquerdista e o conservador têm o mesmo espaço, o mesmo acesso, tornando o jornal uma plataforma singular de discussão da nossa cidade. É com esse espírito de debate que me deparei na quinta-feira (28/01) com um artigo do nobre vereador Chico Alencar, do PSOL, reclamando das condições nas quais se encontra o bairro de Santa Teresa – que há até alguns anos era o bairro onde ele próprio morava. Reclama o sr. Alencar que o bondinho está parado, que as ruas estão com problemas no calçamento, que o estado das praças é ruim e que há veículos abandonados.

Em primeiro lugar, devo anunciar a minha satisfação com o reconhecimento, ainda que sub-reptício, do nosso trabalho em Santa Teresa, pois em quase duas laudas de texto o vereador não mencionou nem uma vez a questão da Segurança Pública. É bem verdade que, ao mesmo tempo, pode não ser uma prioridade pessoal dele – mas é mister esclarecer que no ano passado essas eram as maiores demandas do bairro e, se o vereador não recebeu nenhuma reclamação de morador sobre esse assunto, significa que o Programa Bairro Seguro, da Secretaria de Polícia Militar, já está trazendo bons resultados. O vereador deveria ser um pouco mais gentil e cumprimentar o coronel Henrique, secretário de Polícia Militar, e o governador Cláudio Castro, pela implementação do programa. Não precisa nem chegar ao extremo de me cumprimentar por ter feito a indicação legislativa – sei que para alguém do PSOL não é suportável ter muita cortesia, ainda mais para com aquele que não deixa seus partidários explorarem a morte de mulheres indefesas para ganhos eleitorais.

Eu fico pensando no quanto seria mais fácil para Santa Teresa, no entanto, se a “democracia fortalecida” de que fala o vereador no fim do artigo incluísse também a tolerância e o respeito a quem pensa diferente – nesse caso, quando estive em Santa Teresa para a inauguração do Bairro Seguro, eu não seria recebido com pedras, ataques verbais e xingamentos. Se os correligionários do vereador entendem que é assim que se “fortalece a democracia”, creio que há muito a ser discutido ainda. Mas por sorte, nem mesmo tal recepção hostil me impediu de prosseguir na cerimônia e participar da implantação, ao lado do governador Cláudio Castro. E sim: com mais segurança o trabalhador da Comlurb pode ir a mais lugares, o funcionário da Light pode fazer consertos, o operador da Cedae pode verificar onde precisa de saneamento básico, o gerente da Secretaria de Ordem Pública pode ir verificar onde tem carros abandonados e fazer o recolhimento. Até mesmo a secretaria de Conservação, sabendo que há mais segurança, pode fazer os devidos reparos na via de paralelepípedos que tão bem caracteriza o bairro de Santa Teresa – aliás, é curioso como o vereador admite que esse tipo de rua de paralelepípedo “propicia o surgimento frequente de buracos nas vias do bairro” e um parágrafo depois joga a culpa na “baixa qualidade do serviço feito”. Ora, como ele sabe o motivo correto? Se alguma característica “propicia buracos frequentes”, por que devemos considerar o “serviço feito de baixa qualidade” sem ter uma análise prévia?

Por fim, se tem um partido que não deveria jamais pedir “ordem” nas ruas, este é o PSOL. É o partido da “dose segura de crack”, é o partido que se opõe a toda e qualquer política de segurança que proponha o fim da impunidade de traficantes, é o partido que prefere os ambulantes desordenados, a favela sem controle em nome da “cultura”, o funk proibido, a apologia às drogas.
É esse o partido que pede “ordem”? O mesmo partido que se manifestou contra o Bairro Seguro em Santa Teresa, o mesmo partido que prega o FIM da PM?

Aprendam de uma vez: não acabou, tem que acabar, o ódio do PSOL à Polícia Militar. Aí sim, acredito em paz, ordem e progresso – mas nunca o progresso dos “progressistas”.

Título e Texto: Rodrigo Amorim, Diário do Rio, 28-1-2022
Advogado e deputado estadual pelo PSL
https://rodrigoamorim.com.br/

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