segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Emprego na construção teve o melhor dezembro desde 2010, diz CNI

Utilização da Capacidade Operacional (UCO) se manteve em 66% pelo terceiro mês consecutivo

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), os níveis de atividade e emprego da indústria de construção, apesar de terem recuado em dezembro, tiveram o melhor desempenho para o mês desde 2010.

De acordo com os números da Sondagem da Indústria da Construção, o índice ficou em 48,2 pontos no último mês do ano passado — abaixo da linha dos 50 pontos, que separa aumento e queda. Ainda assim, foi o melhor resultado para o mês em 11 anos (em 2010, havia ficado em 50,5 pontos).

Na passagem de novembro para dezembro de 2021, o emprego alcançou a marca de 48,6 pontos. Também se trata do melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica do levantamento, em 2011.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO), por sua vez, se manteve em 66% pelo terceiro mês consecutivo. “Trata-se de um patamar elevado, superior ao observado nos últimos sete anos e equivalente ao nível de utilização da capacidade observado em novembro de 2014, quando a indústria da construção se encontrava no fim de um ciclo de forte crescimento”, analisou a CNI em nota.

Para a confederação, os indicadores “reforçam o bom momento do setor”.

Reportagem publicada no fim de semana por Oeste mostrou que, com a participação determinante do mercado imobiliário, o crescimento da construção civil superou o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em todas as bases de comparação em 2021.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor cresceu cerca de 4% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior, enquanto a economia brasileira sofreu uma retração de 0,1% no período. A diferença é ainda maior quando a comparação é com o mesmo período de 2020 (10,9%, contra 4% do PIB nacional). A projeção para a construção civil em 2021 — os números oficiais ainda não foram divulgados — é um avanço de 7,6%. Será o melhor resultado em uma década, desde 2011.

Título e Texto: Redação, revista Oeste, 24-1-2022, 16h09 

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