Nome completo: Marco Antonio Sichi de Mello
Nome de Guerra: Marco Sichi
Onde nasceu? Em Mogi das Cruzes, Estado de São Paulo, em 5 de
agosto de 1962.
Onde estudou? Primário, na Escola Municipal Coronel Almeida; o
ginásio e colégio técnico profissionalizante, na Escola Técnica Estadual Presidente
Vargas, (curso Técnico em Mecânica/Ferramentaria). Paralelamente a este curso
fiz a escola SENAI Nami Jafet, aqui em Mogi (curso de Marcenaria).
Após servir o exército como
voluntário (alistado aos 17 anos e ingressado aos 18) no Grupamento de Blindados
de Caçapava, de onde saí como Cabo, fui fazer faculdade de Turismo, em Santos -
SP, na antiga AELIS, hoje Universidade Santa Cecília. Não concluí o curso,
parei no terceiro ano.
Alguns anos depois, já na
Varig, iniciei o curso de Direito na Universidade Braz Cubas, concluí, mas
nunca exerci.
5 de agosto, leonino (que nem este Editor), hein? Você acredita na Astrologia?
Sim, leonino, não sei qual é o
meu ascendente.
Não acredito na astrologia,
amo o céu, tenho um encanto profundo pelas estrelas e constelações, temos um
bom telescópio em casa e sempre estamos observando os astros e seus fenômenos.
Meus filhos sempre se classificaram de forma muito boa em olimpíadas nacionais
de astronomia.
Explico porque não acredito na
astrologia: a luz do sol, o astro estelar mais próximo, leva cerca de oito
minutos para chegar à terra.
A estrela
Betelgeuse na constelação
de Orion é a
décima segunda mais
brilhante vista da terra e está a seiscentos e quarenta e dois anos luz da
terra, ou seja, o que estamos vendo já ocorreu há muito tempo.
Portanto, não acho que algo que ocorreu há
tanto tempo assim possa ser base para uma especulação de futuro ou definição
de características.
Gostou da sua experiência nas Forças Armadas?
Meu pai sempre nos ensinou os
valores mínimos para ser um Homem, então, sim, gostei.
Fui, na infância, ‘Lobinho’ e
escoteiro; a honra, o caráter, a disciplina, o amor à pátria, a uniformidade, o
trabalho em equipe, os conhecimentos da vida através da natureza sempre me
atraíram. O exército foi um complemento importante para estes valores, e onde
aprendi muito sobre liderança!
Quando começou a trabalhar (em empresa privada)?
Trabalhei desde muito jovem. Aos
treze anos comecei em um armazém ou venda, depois fui office-boy, aprendiz de
lapidador de lentes oftálmicas, militar, mecânico de automóvel, recepcionista em hotéis e finalmente na aviação.
Na sua penúltima resposta, você elenca valores que, no meu julgamento,
são valores conservadores. Você é, se considera, conservador?
Sou sim um conservador, mas,
para que não se faça um mau juízo de mim nestes tempos do "politicamente
correto", é preciso uma explicação. O conservadorismo político é um
conjunto de ideias que prega a estabilidade das instituições sociais
tradicionais, por exemplo: a família, religião, região geográfica, ordenamento
jurídico, etc. Engloba também usos e costumes, tradições e convenções éticas e morais
pertinentes a uma determinada região ou cultura.
Para mim, ter educação, ter
caráter, ser honesto, ter honra e respeito, amar a sua pátria, é uma obrigação
humana para que tenhamos um convívio pacífico e harmonioso, independentemente
de sua localização geográfica, mesmo que tenhamos opções religiosas, políticas,
sociais, raciais, culturais, de gênero, etc... diferentes umas das outras.
O conservador em geral,
aplicado à política e à vida cotidiana, busca a estabilidade dos valores e da
ordem sem se preocupar com grandes mudanças.
Já o conservador mais moderno,
no qual me enquadro, é aquele que prioriza os valores morais e respeita as
mudanças, mesmo que eventualmente não lhe sejam palatáveis, pois entende os
rumos do progresso e da evolução.
Aqui, acho que o
“politicamente correto” está exacerbando suas ideias sem respeitar as dos
divergentes.
Então, sou um conservador, que
jamais aceita a desordem, o errado, o ilícito, o desrespeitoso e o intolerante.
Não sou avesso às mudanças
como trata a letra da palavra conservador, sou avesso à anarquia e bagunça.
E importante entender também
que radicalismo e exageros devem ser tratados com cuidado, e que o grande valor
está na liberdade e na ordem.
Hoje, minha convicção política
é de direita, conservadora, mas aberta. Meu candidato a presidente ainda não
apareceu de forma definida, mas, se nada melhor aparecer, será o Bolsonaro!
Falaremos mais sobre Política, nacional e internacional.
Voltando ao seu trabalho, você foi polivalente, well... 😉
Quando surgiu a vontade ou a oportunidade de ingressar na Varig?
Em 1984 eu trabalhava como
recepcionista em um hotel de luxo na Alameda Campinas, em São Paulo. Meu
trabalho era bem rentável, tinha boa remuneração, pois fazia parte da auditoria
noturna. Nunca pensei na aviação como emprego, era glamoroso demais para mim.
Minha irmã, Mônica Sichi,
trabalhava no Despacho (de Passageiros) de Congonhas. Um dia, ao chegar do trabalho em casa, ela
estava esbaforida e atrasada, e me pediu para levá-la a Congonhas, onde
participaria de um processo seletivo. Ainda de terno, montamos na moto e a
levei. Ao chegar, já havia uma fila
enorme e muita gente bonita e arrumada, achei bacana. As amigas dela haviam
reservado um lugar e ali fiquei com elas batendo papo, até que chegou a vez da
Mônica, e eu entrei junto. E já me deram uma ficha para preencher, eu disse que
estava sem meus documentos e que não estava ali pela vaga, a atendente disse
que não havia problema, preenchi a ficha com o que sabia e entreguei.
“Vá para a entrevista pessoal”,
eu fui.
Ela disse “o psicotécnico tem
vaga agora, quer fazer?”, eu fiz.
Saí dele, ela disse “o inglês
tem avaliação agora, quer fazer?”, eu fiz.
Fui aprovado em tudo no primeiro
dia e ainda teria de voltar no outro para entregar os documentos, o que fiz.
Eu, na primeira manhã fiz o que a Mônica levou três meses para fazer!
Com o andar da coisa e vendo
aquele ambiente, a possibilidade de viajar, a grandeza da Varig, decidi que
iria em frente e, se entrasse, ficaria uns dois anos e voltaria para a minha
área. Depois disso passei em tudo, comecei o curso e me encantei ainda mais. A minha
irmã só ingressou meses depois de mim.
Nunca havia sequer entrado em
uma aeronave comercial, só tinha voado uma vez em teco-teco.
Meu primeiro voo foi no
Electra II, emocionante!
Enfim, acho que eu fui o único
daquela fila de 7.500 candidatos, que nem sabia o que ia fazer, que entrou!
Amei o que fiz até me
aposentar!