segunda-feira, 30 de julho de 2012

Afirma Seguro


Alberto de Freitas
A comunicação social doméstica atravessa uma fase, não de censura prévia, mas de liberdade condicionada ao que diz Seguro. O enfoque não é o facto, mas a opinião de Seguro – e na falta deste, qualquer elemento do PS serve – sobre o facto.
Entrando num momento “historiador-do-passado-recente”, é de recordar as queixas de Sócrates que, estando em minoria, reclamava o direito de governar sem condicionamentos por parte da oposição. A mesma comunicação social dava eco às preocupações do governo, pondo até em causa a legitimidade patriótica de colocar entraves ao governo. Era a ditadura da oposição, apelidada de “coligação negativa”.
E eis que passados uns tempitos, a grande preocupação, é: o que pensa Seguro?
Arrogância da maioria é como a informação define o Governo, pela despreocupação relativa às preocupações do dito. Demonstração de coerência no critério, demonstrando que a ordem dos fatores é arbitrária, só que o árbitro não é de confiança.
Mesmo a vacuidade na opinião não é posta em causa, pois, tal como os devotos da IURD não contestam as palavras de um qualquer bispo, a palavra de Seguro é sacrossanta.
E além de opiniões Seguro bota perguntas. Não há pingo de chuva, padaria que abra depois da hora, incêndio, adultério em casal desavindo, ou, mesmo terramoto, que um, dois, três, mil microfones e câmaras de todos os canais possíveis e imaginários, não se deparem perante o homem, para a esperada palavra: “… e o que vai fazer o governo?”
A pergunta do momento é sobre o prometido défice de 4 e picos, como se tratasse de uma birra de Passos, e não um compromisso para com os credores, por parte do PS. Herança do garantido défice inferior a 6, para 2011 e que afinal foi superou os 8%.
A promessa de Passos de não ir “buscar” o passado, talvez seja a razão de Seguro se ter esquecido dele. Ele e os escribas de serviço que culpam o fisioterapeuta pela continuada paralisia do convalescente, omitindo o “atropelamento” responsável pelo sinistro.
E o tabu de Seguro, sobre o sentido de voto na votação do orçamento, é o grande dilema que angustia o povo português, preocupa o BCE, assusta a Europa, estremece o FMI e se discute no Mundo… não é? Ah não? Oh, diabo, pelo que leio pensava que sim…
Título e Texto: Alberto de Freitas
Edição: JP

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