terça-feira, 31 de julho de 2012

A feroz ditadura portuguesa


M.P.L.P.D.
Vou limitar-me aos factos, pois nenhum objetivo político me move. Sou um português atemorizado. E baseio-me num facto: pessoas que desaparecem. O Governo – pois outro responsável não pode haver – segue as pisadas de Videla ou Pinochet.
Eu próprio receio tal destino. Por tal, todas as manhãs me ponho defronte do espelho e, por enquanto, posso respirar de alívio: ainda cá estou.
Mas passo aos factos: durante meses, pessoas, agora desparecidas, declaravam por tudo o que é sítio – de preferência onde houvesse meios de captação de imagem e som – sobre a necessidade de “crescer”. Em falências de empresas, desastres de viação, despedimentos, casamentos e batizados, essas pessoas que, não estando “feitas” com a ditadura, quando perguntadas qual a opinião, expressavam-na indiferentes ao perigo: “a solução está no crescimento”… nunca conseguindo explicar como, talvez devido à ação das forças repressivas do regime. Desconhecendo-se o paradeiro da “agenda” – o Santo Graal do crescimento – tantas vezes citada: “conforme a agenda do crescimento” – foram as últimas palavras de muitos desaparecidos.
Receia-se a existência dos tentáculos repressivos a nível internacional, pois um senhor francês de nome Hollande, não desapareceu… mas calou-se.
E, agora, nova onda repressiva está em ação: muitos que falavam contra a falsa ajuda financeira, pelos juros cobrados; apontavam os Judas europeus pela ausência de solidariedade e de viverem à custa do povo português e grego. Pessoas que olhavam com indiferença para os empréstimos de 100 ou 200 mil milhões destinados aos gregos, vítimas do capitalismo em excesso, conforme sábias palavras de Chávez.
Mas, quando se soube que Portugal também tem que começar a contribuir, e se falou num valor da ordem dos 10 mil milhões (5 anos dos 13º e 14º meses do funcionalismo público), essas pessoas desapareceram. Na hora em que a Espanha precisava dessas vozes amigas, favoráveis a empréstimos com juro zero… o silêncio foi a resposta.
Tal como as Damas de Branco, todo o povo se deve revoltar, levantando bem alto cartazes provocatórios ao regime:
Onde estão os gajos que estavam sempre a chatear com o crescimento”;
Onde para a agenda do crescimento?”
Juros zero nos empréstimos aos povos amigos
Título e Texto: MPLPDMovimento Pela Libertação dos Patriotas Delirantes
PS. Consta que muitos se escondem à hora das refeições no Gambrinus, Bico do Sapato, Casa da Comida e outras tascas esconsas de Lisboa

Edição: JP

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