quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

[A coluna do Almir] Amarga a colheita do trabalhador no fim da jornada


Almir Papalardo

O trabalhador brasileiro ao término da sua adolescência, a maioria já tendo definido a sua formação escolar, ingressa no mercado de trabalho com mil sonhos na cabeça, almejando garantir o seu futuro.

Fica feliz e realizado por já estar empregado, sempre em busca do seu sucesso profissional que lhe garantirá uma excelente e prazerosa qualidade de vida.

Então, já estabilizado economicamente, escolhe uma companheira para juntos constituírem uma família. É um período maravilhoso da vida, casal e filhos gozando saúde e tranquilos quanto à segurança e ao bem-estar familiar.

Nem desconfia o iludido trabalhador que essa fase prodigiosa da vida que o Pai Supremo nos permite, será corrompido por débeis governantes acomodados, que equivocadamente direcionam os rumos do trabalho no Brasil.

Fica então reservado para este cidadão, outrora feliz, um final de vida desastroso porque não é mais protegido e, somente, visto como um trabalhador que não dá mais lucro ao governo, obrigado a sustentá-lo sem nada receber em troca.

Começa aí o perverso preconceito e injuriosa discriminação contra os velhos de cabelos brancos. Tudo o que ele construiu na vida laboriosa será desmantelado. Afinal, não mais contribui, um peso morto mesmo, merecendo ser descartado em detrimento dos outros trabalhadores em plena atividade (?).

E porque também não dão mais esse problema de fazer greves como os ativos e, por não serem para os governos uma ameaça no resultado das eleições, já que a grande maioria dos aposentados, devido ao avanço da idade, não mais exercem seu direito de votar.

Nesta colheita do aposentado brasileiro, quanto outrora só plantava sementes viçosas, recebe agora como trabalhador inativo, frutos murchos e degradados, não condizendo com o seu esplêndido plantio no passado.

A semeadura foi boa, a colheita, entretanto, lhe será nefasta. A atividade lhe foi favorável, a inatividade ao contrário, só lhe traz prejuízos, insegurança e tortura mental.

Assim, ao contrário do que deveríamos esperar, os últimos quatro governos federais, tornaram-se carrascos dos aposentados, cuja sórdida intenção era nivelar no futuro todas as aposentadorias do RGPS, em apenas um salário mínimo.

E, se hoje já não estamos recebendo apenas o piso pago pela Previdência, invencionice matreira que passou despercebida, devemos agradecer unicamente à intervenção da nossa fada madrinha, a Juíza Salete Maccaloz, que peitando o governo federal nos concedeu também o mesmo aumento dado ao salário mínimo, ou seja 147%. O governo teimava em nos dar apenas 54% (?!?)!

Fica assim fácil constatar que a má vontade política contra aposentados, pensionistas e aposentáveis já vem de longa data. Acertadamente, podemos acusar os quatro últimos presidentes da república, como os maiores algozes e principais destruidores dos indefesos segurados:

Fernando Henrique Cardoso: Foi o presidente que implantou medidas lesivas contra os aposentados, através de projetos de emenda à constituição, deturpando e invertendo artigos da Carta Magna que proibia defasagens nos benefícios previdenciários. Cortou-nos 22,39% da nossa aposentadoria, iniciando o estrupo, ou seja, o Aposentadocídio!

Luiz Inácio Lula da Silva: Este presidente foi o mais desleal e o mais guloso também, cortando dos nossos proventos 42,75%, dizendo que não tirava um centavo dos aposentados, lavando as mãos por não ter sido o autor das medidas contrárias aos aposentados. "Só cumpro as leis", dizia ele cheio de si!

Teve ainda a insensatez e covardia de vetar duas medidas que nos favoreceriam, um reajuste de 16,67% que nos foi dado pelo Congresso e o fim do Fator Previdenciário. Naturalmente, deve até hoje, se vangloriar de ter astutamente enganado os aposentados, naquela mais pérfida e diabólica entrevista dado ao apresentador Sílvio Santos, quando, prometeu-lhes, uma aposentadoria igual ao do aposentado europeu...

Dilma Rousseff: A sucessora de Lula, já no primeiro mandato, cortou dos proventos dos aposentados um percentual de 8,44%! Impediu todos os aumentos reais acima da inflação, mostrando uma habilidade incomum na arte de escapar sorrateiramente de entendimentos diretos com as centrais de aposentados.

Vetou também o projeto 01/2008, aprovado pelos congressistas e que acabaria com este estapafúrdio, satânico e sórdido critério de atualizar as aposentadorias dos segurados do INSS com dois percentuais diferentes(?!)...

Michel Temer: Este presidente provisório, com apenas dois anos de mandato, poderia ter feito o seu nome na história, aprovando a Reforma da Previdência se tivesse tido a astúcia de corrigir automaticamente essa rasteira dado ao aposentado, que por força das suas maiores contribuições ao INSS, recebia um benefício acima do salário mínimo.

Não teve a visão de um verdadeiro líder, que seria justamente restituir a degradação sofrida por estes segurados, que já ultrapassou um inacreditável percentual de 80%! A virtude chamada “justiça”, se encarregou de colocá-lo no seu devido lugar: o ostracismo...

Resta-nos agora torcer para que o novo presidente eleito, Jair Bolsonaro, iniciando um novo e mais justo porvir para o Brasil, e conforme sua promessa à população de governar para todos os brasileiros, ressuscite o agonizante aposentado, acabando com esta perversa perseguição, que já perdura por duas décadas, superando o holocausto que matou seis milhões de judeus.

Milhões e muitos outros milhões de aposentados atingidos, entre os que ainda vivem e outros que já partiram, com a angústia, frustração, opressão e mágoa empurradas goela abaixo!

Deus, perdoai-lhes! Eles não sabem o que fizeram...
Título e Texto: Almir Papalardo, 11-12-2018

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