terça-feira, 11 de dezembro de 2018

[Foco no fosso] Terrorismo não tem pátria

Haroldo P. Barboza

Na verdade, nada no mundo tem fim. Nem a paciência. Nem a esperança. Após cada ocorrência de um fato de repercussão desagradável temos a esperança de que vozes de personalidades se insurgirão e montarão uma cruzada no sentido de efetivamente adotar ações positivas que reduzam tais fatos a índices suportáveis à nossa condição de humanos. No entanto, os donos destas vozes, muitas vezes se locupletando destas ações indignas, arrotam, deixam o tempo passar e contam com a paciência de seus seguidores para esquecerem o fato marcante e tocarem a vida no sentido de continuarem a produzir as riquezas que abarrotam os cofres dos ávidos governantes e seguidores próximos através dos impostos que são desviados rotineiramente para atender suas provocantes mordomias.

O terrorismo internacional barulhento atingiu uma escala de elevação compatível com o nível de crescimento da tecnologia bélica, da velocidade de divulgação da informação e do desejo frenético dos dominadores do planeta em conquistar as fontes energéticas da natureza a preço de óvulo de pulga. No entanto, este tipo de ação perde de longe para o silencioso terrorismo "branco" praticado pelos comandantes dos destinos de suas comunidades. Basta contabilizar as pessoas que morrem diariamente de fome, falta de assistência médica, contaminação nos trabalhos poluentes, desabamentos de barracos, balas perdidas, acidentes no trânsito sem condenações exemplares e outras fontes das funerárias.

Para desviar o foco das reais causas que levam os grupos extremistas a causarem tragédias de impacto para sacudir as edificações e as bolsas de valores onde dezenas de bilhões de dólares são movimentadas mensalmente, os governantes dominadores insistem que tais atos decorrem exclusivamente de diferenças seculares de condutas religiosas e disputa de 500 metros de fronteiras. Até cuidam para que tais diferenças se mantenham latentes, evitando que acordos de paz e de demarcações de territórios sejam realizados de forma equilibrada.

Sendo preciso, patrocinam a formação de tiranos do porte de Bin Laden e Saddam Hussein para que sempre exista um perigoso "inimigo da humanidade" a quem se possa atribuir responsabilidades (mesmo sem provas concretas) das barulhentas ações urbanas. Financiam o abastecimento bélico dos mesmos para que se garanta o ruído necessário para sustentar a política de justificar a tomada de terras alheias no sentido de "libertar e democratizar" a região conturbada. Desde que a mesma se submeta a ceder suas riquezas em troca da "ação humanitária" desenvolvida sem interesse por “dedicadas” ONGs.

Dentro do cenário atualmente montado, não existem fórmulas mágicas para se reduzir o clima de violência que envolve a humanidade. Os abutres financeiros precisam que este clima esteja sempre pulsante para que seus escusos objetivos ambiciosos sejam mantidos ativos e suas “armaduras blindadas” (frágeis) sejam vendidas por preços extorsivos. Ainda que com algum risco de sofrerem baixas dentro da própria família. Mas o que significa a vida de um cunhado, por exemplo, se o valor das ações de uma fábrica de munições triplicarem em uma semana?

Afinal de contas, sempre será possível arranjar um novo marido para a irmã chorosa. Como dote pelo novo casamento, talvez um belo iate para agradáveis passeios aos poucos santuários ecológicos ainda existentes no planeta. 

Dentro de uma visão lúcida que a população pacífica possui, a redução deste clima de angústia causado pela dúvida de quem será a próxima vítima no próximo minuto na próxima esquina, pode ser tentada por uma das duas opções abaixo (dentre outras que não percebo no momento):

1ª opção (utópica) – resumida dentro das medidas abaixo.

a) Fechamento da ONU, que não possui a autonomia descrita em seus regimentos internos. Os maiores patrocinadores desta entidade ignoram seus editais no sentido de se evitar destruição da camada de ozônio, de invasão de terras alheias e garantia da liberdade de cada povo. O desrespeito ao direito de vida das nações criminosamente exploradas não entra nem nas pautas das reuniões ordinárias. A não ser que alguma empresa "multi" pretenda implantar a venda de seus artefatos inúteis na região.

b) Transformar o G8 em G220. Não existe lógica moral em que os donos dos cofres decidam sozinhos os rumos das demais nações do mundo, tendo em vista que nas demais estão localizadas as fontes de energia que geram as riquezas naturais, que são extraídas por U$ 0,05 cada unidade e após o processo de transformação (em torno de U$ 0,50) são vendidas por U$ 4,00 gerando um lucro do capital sem pátria acima de 500 por cento!

c) Suspensão das pesquisas espaciais e aplicação dos recursos no fundo do mar. Na escuridão dos oceanos é provável que se encontre elementos de alto teor de utilidade para a vida na terra, enquanto no espaço não há certeza de se encontrar um celeiro de novos elementos para abastecerem as naves com legiões de escravos que venham executar tarefas menos nobres sem solicitar remuneração justa, férias, alimentação adequada, direito de moradia, saúde e lazer.

d) Suspensão da fabricação de armas explosivas e aplicação dos recursos na educação, saúde e alimentação dos seres humanos. Esta é a mais temível arma contra os párias encastelados no poder. É preciso a todo custo (mesmo com sacrifício de vidas nos subterrâneos de qualquer metrô) impedir que as populações adquiram conhecimento suficiente para escolherem elementos adequados para o comando das nações.  

2ª opção (provável) – resta saber em quanto tempo pode ser aplicada.

Redução da população em 88% através de um holocausto sem destruição das construções e sem contaminação da atmosfera com produtos radioativos. Se os atuais 8 bilhões de habitantes caírem para 900 milhões, os sobreviventes poderão ser distribuídos confortavelmente pelas diversas regiões do planeta sem conflitos de disputa de energia nos 50 anos iniciais da era BUSH (Big Universal Satânico Holocausto) ou até que se possa estabelecer um modelo equilibrado de nascimento/falecimento que garanta um crescimento lento da população mundial. Tal holocausto não é difícil de ser executado. Basta que a elite anuncie na tv que os "generosos" empresários mundiais estarão "doando" latas de leite em pó (diversos sabores - uma cota de 4 latas por família) nas portas dos bancos. Este leite estará contaminado com alguma substância química que eliminará o consumidor do produto em 12 dias, sem maiores sofrimentos. Aos que tiverem um organismo mais resistente e precisarem de uma nova cota de leite, explicarão que a culpa é da "vaca louca". Para aqueles que não apreciam leite, oferecerão garrafas de cervejas (não podendo escolher a marca).

Esta opção talvez não tenha sido implantada até agora por não terem ainda conseguido desenvolver um robô capacitado para três funções básicas:
a – recolher e tostar os cadáveres (haja robô) provenientes deste ato "generoso";
b – limpar as os vasos sanitários dos palácios das ratazanas do poder e seus estábulos;
c – curvar os joelhos com um sorriso nos lábios cada vez que o feitor estalar o chicote.

Seria este o terceiro segredo de Fátima que o Vaticano ainda não revelou convincentemente?

Neste ensaio alienado (será?) mundial podemos enxergar em menor escala aqui no Brasil, situações paralelas dentro do mesmo traçado. Você que leu até aqui para ver qual é o meu nível de “insanidade”, está convidado a descobrir quem são os “terroristas”, os fabricantes de soluções inócuas e os esfomeados que correm o risco de serem eliminados pelas “forças ocultas” que pretendem criar muros para impedir que a próxima legião de governantes combatam as práticas perversas que sacrificam nossa dignidade e desenvolvam a potencialidade de nosso povo para obtermos a equilibrada evolução coletiva. 
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, 9-12-2018

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