quarta-feira, 10 de março de 2021

[O cão tabagista conversou com…] Doutor Vitor Raposo: “De todo o modo, dou uma nota muito positiva para o governo dele.”

Nome completo: Vitor Hugo Trilho Raposo

Nome de Guerra: Doutor

Onde e quando nasceu?
Lisboa, 19 de março de 1983.

Onde estudou?
São João da Talha até ao secundário, e depois em Lisboa na etic.


O que estudou na etic?
Estudei Design de Comunicação e Multimídia.

Onde passou a infância e juventude?
Vivi a minha infância numa zona suburbana de Lisboa, no concelho de Loures.

Qual (ou quais) acontecimento marcou a sua infância e juventude?
Tive uma infância muito feliz.

Houve um acontecimento na minha adolescência, quando tinha 15 anos, que marcou claramente o resto da minha vida: tive a infelicidade de perder o meu pai e uma irmã um ano mais nova (do que eu), num acidente de trânsito.

Quando começou a trabalhar?
Comecei com 16 anos. Tive de largar a escola após o infortúnio que tive para ajudar a minha família (mãe e outra irmã bem mais nova) e fui trabalhar para o McDonald’s. Daí para ajudante de motorista a distribuir gelados, daí para uma loja de fotografia, daí para os correios, e depois uns quantos anos em call centers e lojas várias. Enquanto isso fui estudando e completei o ensino secundário e tirei o curso de Design de Comunicação e Multimídia.

Após isso, fiz toda uma carreira em agências de publicidade. Como tinha e tenho muito interesse por política, acabei por me especializar em marketing político e fiz várias campanhas políticas.

Hoje sou consultor na área do Marketing e Publicidade. Ou seja, um publicitário não praticante 😅

Bela vida de trabalho e esforço, hein? Nunca trabalhou no setor público?
Sim, tem sido uma vida de desafios que tenho gostado de ultrapassar.

Já trabalhei para o setor público, mas nunca como funcionário público. Não tenho perfil para trabalhar para o Estado. Demora muito tempo a decidir, muitas pessoas que não contam para a decisão, mas que têm de dar a sua opinião, é algo que me afasta desse tipo de projeto.
Pode citar algumas campanhas políticas que trabalhou?

A primeira que fiz foi para a presidência da Câmara de Cascais, em 2009, para o António d'Orey Capucho.

Participei com estudos para a campanha do Passos Coelho em 2011.

E trabalhei também em várias campanhas autárquicas em 2013, como Sintra, Cascais, Mafra, Santarém etc.

É filiado (ou militante) de algum partido?
Não, nunca fui nem pretendo.

Por que não? Você disse ter ‘muito interesse pela política’…
Porque perderia a imparcialidade com que gosto de a analisar e posteriormente comentar.

Qual a sua avaliação do governo de Pedro Passos Coelho?
Foi um governo que trabalhou com um memorando e que realizou a difícil tarefa de tomar medidas estruturais num país em que ninguém quer mudar nada. Penso que conseguiu ir além e mostrar parte da sua agenda mais liberal, mas gostava de ter visto um segundo mandato, o tal que foi usurpado pelo Costa e companhia e que nos lançou no caminho da miséria desfazendo o trabalho feito anteriormente.

Dos defeitos que também tem, destaco a falta de um discurso de esperança. Essa foi a grande falha do Pedro Passos Coelho. De todo o modo, dou uma nota muito positiva ao governo dele.

A que se deveu esse memorando?
O memorando da Troika, como qualquer bancarrota desde que há "democracia" em Portugal tem sempre um conjunto de cozinheiros responsáveis. O partido socialista guiou sempre este país à bancarrota. Todas as bancarrotas foram cozinhadas por estes.

Pois é, Passos Coelho, além da oposição (e ódio) da esquerda e extrema-esquerda encastrada na imprensa, academia, “cultura”… também foi alvo da oposição (e inveja) de correligionários, como, por exemplo, esse senhor Capucho…

Como você narraria ao público brasileiro a usurpação do governo pelo senhor Costa?
É inenarrável. Foi contra tudo o que era a tradição democrática. Onde é que já se viu alguém perder as eleições e fazer governo?

Vindo de um velhaco como o Dr. Costa, tudo é possível. Só a forma trapaceira como tramou o António José Seguro, AJS, um político socialista pelo qual tenho um grande respeito.

A sede de poder era tanta... Mas já foi.

Pode ser que a Direita se arregimente nas próximas eleições e o PS prove do seu veneno.

O que entende por arregimentação da Direita?
Um entendimento sobre a necessidade de tirar a esquerda do poder. Ou seja, o PSD, CDS e Chega têm de se unir num projeto comum. Após as autárquicas em setembro ou outubro, o Rui Rio vai ter de sair do PSD pois os resultados serão catastróficos, segundo auguro.

E daí poderá nascer um verdadeiro projeto unificador das direitas de forma a derrotar este socialismo que se apoderou do estado e do país.

Deixo a IL de fora pois esta tem uma agenda progressista nos costumes e é um partido de centro, que terá o seu papel, mas não gostaria de a ver num acordo.

Certo, comungo a sua opinião no tocante à IL (Iniciativa Liberal) e ao futuro do PSD sob a chefia de Rui Rio… mas tenho lido e ouvido por aí dirigentes (e candidatos a) desses dois partidos se referirem ao Chega de maneira soberba e arrogante…
Por grande coincidência, hoje rascunhei: “Não creio que o PSD, em que pese a sua história, agora dirigido pelo senhor Rui Rio, mantenha por muito tempo a imagem de um partido de direita… aliás, pelo que pude observar até então, concluo que esses dois partidos são de direita… consentida. A que a esquerda consente e emite o necessário ‘alvará”…


Não consigo discordar da frase que rascunhastes. Espero que me desculpes.

É que é muito isso. De todo o modo, o CDS está a caminho da inexistência. O eleitorado moderado e liberal foi muito para a IL e o mais conservador para o Chega. Ficaram lá os barões e os seus empregados.

O PSD é um partido que com o Rui Rio e a sua luta por uma pureza ideológica afastou liberais, conservadores e toda uma direita moderada tornando-se num PS2. Mas já se sabe, entre a cópia e o original, as pessoas preferem sempre o original. E é a contar com essa derrota que espero que o Rui Rio saia e dê lugar a outro que consiga agregar em vez de dividir.

Prometo rascunhar uma frase que, aposto, você discordará.
Entretanto, uma pausa na política nacional, indo para o estrangeiro…
Qual a sua avaliação da presidência de Donald Trump?
A mesma que faço de Bolsonaro: se muitos me odeiam por apoiar as políticas deles, quer dizer que estou a apoiar os certos.

Felizmente ele perdeu as eleições, e assim acabou a terceira guerra mundial que nunca chegou a começar.

As eleições lá nos EUA foram fraudadas?
Não sou especialista em estatística, nem em contagem de votos, nem nenhum tribunal, mas tenho a ideia de que pode ter havido fraude. Se foi suficiente para eleger o Biden? Muito provavelmente, mas quem votou nele não se pode arrepender, pois já faleceu. Aliás, há muito desse tipo de gente que votou nele, os mortos e assim.

Conhece o Brasil?
Sim, já estive em Florianópolis em 2014 e adorei. Já conhecer o Brasil... é como dizer que conheço toda a Europa, mas só estive em alguns países. O Brasil é um “continente” só por si. Gostava de conhecer ainda mais e melhor.

Por que Florianópolis?
Porque tinha amigos na cidade.

Acompanha a governação de Jair Bolsonaro? Se afirmativo, qual (ou quais) a fonte (de informação) que utiliza?
Vou acompanhando pela imprensa local, que tem sempre um viés, e depois recorro às redes sociais de amigos brasileiros. Sendo eu tendencialmente conservador e tendencialmente libertário, não consigo discordar de muitas das suas políticas.

Outro rascunho: “A imprensa portuguesa, capitaneada pela Agência Lusa (a do Nicolau), é a casa-grande de militantes de esquerda e extrema-esquerda.”
É um facto. A Lusa é um antro de facciosos da esquerda. Mas seria ótimo que fosse só na Lusa.

Conhecia o “Cão”?
Não, mas gostei muito de conhecer.

E sobre o vírus chinês, você já foi vacinado?
Não nego que exista o vírus chinês, mas serviu muito mais propósitos de uma agenda autoritária e globalista do que propriamente matou pessoas.

Sabem aquela máxima de que uma pessoa é tão ruim que a ruindade conserva e que nem a morte quer nada com ela?

Ora pois bem, dito isto, vou acreditar na perigosidade extrema da pandemia e aceitar as medidas patéticas para a combater quando vir alguns dos decisores políticos a falecer do tal do vírus.

Pois, conhecem algum que tenha vergado?

Eu não. E isso devia ser o suficiente para não acreditar em metade do que nos querem impor.

Faleçam primeiro, criem medidas depois. É o que sugiro.

Não fui vacinado nem pretendo vir a ser.


Uma pergunta que não foi feita?
Não me ocorre nada.

A derradeira mensagem:
A todos, no espaço não socialista, gostaria de dizer que estejam tranquilos e tenho esperança num futuro melhor. Até porque os socialistas e a sua esquerda acaba sempre a celebrar o facto de mais uma vez cumprir o seu desígnio: existir uma parede chamada realidade onde eles vão sempre bater com a cara.

Obrigado, Vitor! 😉

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10 comentários:

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