quinta-feira, 30 de julho de 2015

Confiança dos consumidores em máximos desde 2002

Paula Cravina de Sousa

Perspectivas da evolução do desemprego, situação financeira familiar e económica do país justificam subida do indicador.



A confiança dos consumidores aumentou em Julho atingindo o máximo desde Abril de 2002. Por sua vez, o indicador de clima económico voltou a recuperar, registando o valor mais elevado desde Maio de 2008.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores voltou a subir em Julho depois de ter diminuído nos três meses anteriores e retomou o perfil ascendente registado desde o início de 2013. Em Julho atingiu os 19 pontos negativos, valor que compara com o máximo registado em Novembro de 1997, de -5,5 pontos (o indicador tem sido sempre negativo).

O bom comportamento do indicador ficou a dever-se sobretudo ao contributo positivo das expectativas relativas à evolução do desemprego, da situação financeira da família e também da situação económica do país.

Quanto ao desemprego as perspectivas relativas à sua evolução diminuíram entre Maio e Julho, atingindo o mínimo desde Agosto de 2000 e retomando a trajectória descendente iniciada em Janeiro de 2003.

A opinião sobre a compra de bens duradouros bem como de compra e construção de habitação aumentaram.

O indicador de clima económico melhorou ligeiramente para 1,4 pontos, mas está longe ainda dos máximos de 5,3 pontos registados em Abril de 1989. A confiança no comércio recuperou e atingiu o valor mais elevado desde Julho de 2001, e a construção e as obras públicas registou uma melhoria. Pelo contrário, o indicador da indústria transformadora e dos serviços diminuíram.

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