quinta-feira, 30 de julho de 2015

Taxa de desemprego nos 12,4% em junho, depois de grande revisão em baixa em maio


Nuno Aguiar
A taxa de desemprego é a mesma em maio e em junho: 12,4%. No entanto, isso esconde uma melhoria clara dos números, uma vez que Maio trouxe uma forte revisão em baixa dos valores do desemprego.

A taxa de desemprego portuguesa fixou-se nos 12,4% em junho. O mesmo valor de maio. No entanto, o valor do quinto mês do ano, agora definitivo, representa uma substancial revisão em baixa face ao número provisório disponibilizado pelo INE.

É uma altura especialmente sensível para discutir números do desemprego, depois de os partidos da maioria terem reclamado mérito pela redução do desemprego nos últimos dois anos, tendo depois sido muito criticados pela oposição. Agora, o debate promete aumentar ainda mais de complexidade, com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) a revelarem uma estagnação da taxa de desemprego nos 12,4% em Junho, mas apenas porque o valor provisório de maio foi revisto de 13,2% para 12,4%. Uma diferença de 0,8 pontos.

Ou seja, embora junho registe a mesma taxa que maio, isso só acontece porque o desemprego foi afinal muito mais baixo em Maio do que o inicialmente reportado. "Em junho de 2015, a estimativa provisória da população desempregada foi de 636,4 mil pessoas, mantendo-se praticamente inalterada face ao mês anterior. Neste mês, assistiu-se a um aumento na população desempregada de mulheres (5,0%; 15,8 mil) e a uma diminuição da população desempregada de homens (4,5%; 14,5 mil). Tanto a população desempregada jovem, como a de adultos, se mantiveram praticamente inalteradas", pode ler-se na publicação do INE. "Este decréscimo, tal como o da população desempregada, tem vindo a ser observado desde Fevereiro de 2015. Em junho de 2015, a estimativa provisória da taxa de desemprego foi de 12,4%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior."

No que diz respeito ao emprego, em junho havia 4.492,7 mil pessoas a trabalhar, sensivelmente o mesmo valor de maio. Porém, também aqui, é importante referir que os dados de maio foram afinal melhores do que se antecipava anteriormente (mais 51 mil pessoas do que era referido na estimativa provisória)
Título, Imagem e Texto: Nuno Aguiar, Jornal de Negócios, 30-7-2015

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