sexta-feira, 15 de julho de 2022

[Aparecido rasga o verbo] Pra tudo há solução

Aparecido Raimundo de Souza

OS DOIS HOMENS
, o senhor Alceu e o senhor Moacir, conversam na porta do galpão. O galpão é de propriedade do senhor Alceu, que aparentemente parece furioso.
Senhor Alceu:
— Só me responda uma pergunta, senhor Moacir
Senhor Moacir:
— Se estiver ao meu alcance...

Senhor Alceu:
— Estará, com certeza. O velho Euclides, me deu a cunha. Seu Assis passou nos cobres o machado, seu Jânio, foi na feira de domingo e trocou os quadros por batatas, cenouras, melancias e bananas.. Aquele outro, um "baixotinho"... diabos, como era mesmo o nome dele?
Senhor Moacir:
— O Pero Vaz?
Senhor Alceu:
— Esse mesmo. Nome mais desgraçado!

Senhor Moacir:
— O que tem o senhor Pero Vaz?
Senhor Alceu:
— Vendeu a caminha onde dormia para meu filho Bisoião
Senhor Moacir:
— E lhe deu o dinheiro, certamente?

Senhor Alceu:
— Não. Botou no bolso e deu linha à pipa. O Silvio, que parecia ser o mais responsável, fugiu para Santos. O Fernando, “sabino” que só ele, anoiteceu e não amanheceu. O Paulo, outro sem vergonha, me deixou um coelho. Nem sei o que vou fazer com o pobre bichinho. E o Guimarães, quase bati nele. Deu uma rosa para minha esposa. Carinha safada, esse um... afinal, nessa confusão toda, seu Moacir, quem me pagará o aluguel aqui do galpão que eu aluguei para vocês?

Senhor Moacir:
— Seu Cristóvão...
Senhor Alceu:
— E posso saber com quê?
Senhor Moacir:
— Claro
Senhor Alceu:
— Então diga ai...
Senhor Moacir:
— Co lombo.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, 15-7-2022

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