quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Lojas Americanas apresenta dívida de R$ 41 bi à justiça

Documento, com todos os credores da empresa, é parte do processo de recuperação judicial

Estéfane de Magalhães

O rombo bilionário de R$20 bilhões nas Lojas Americanas, anunciado nos primeiros dias do ano, acendeu o alerta por todo o país sobre a crise da empresa. E nesta quarta-feira, (25), a Americanas entregou a relação de débitos e credores à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que aceitou o pedido de recuperação judicial da empresa na última quinta-feira, (19).

A recuperação judicial é um instrumento jurídico que tem como objetivo dar fôlego para uma empresa se recuperar de uma situação financeira difícil e evitar a falência.

No documento, a Americanas declara uma dívida total de R$ 41,2 bilhões a 7.967 nomes. Deste total, R$ 64.842.121,99 se referem à classe trabalhista; R$ 41.056.749.122,82, à classe quirografários; e R$ 109.484.866,54 à classe de microempresas e empresas de pequeno porte. Na petição, o Grupo Americanas também apresentou a relação nominal de todos os seus credores.

Por conta desse processo, os bancos credores tiveram que devolver os valores retidos à Americanas. Na última terça-feira, (24), a Justiça do Rio suspendeu o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em recursos do grupo que estavam sob custódia do BTG Pactual.

A lista dos credores é variada, com bancos, fabricantes de eletros e até chocolates. 

Confira os credores:

Bancos

Deustche Bank: R$ 5,2 bilhões

Bradesco: R$ 4,5 bilhões

BTG Pactual: R$ 3,5 bilhões

Itaú Unibanco: R$ 2,7 bilhões

Banco do Brasil: R$ 1,3 bilhão

Safra: R$ 2,5 bilhões

Santander (Brasil): R$ 3,6 bilhões

Votorantim: R$ 3,2 bilhões

Caixa Econômica Federal: R$ 501 milhões

Fabricantes de chocolates

Nestlé: R$ 259 milhões

Mondelez: R$ 97 milhões

Neugebauer: R$ 15 milhões

Hershey: R$ 16,7 milhões

Fabricantes de eletros

Samsung: R$ 1,2 bilhão

Semp: R$ 70 milhões

LG: R$ 52,8 milhões

Lenovo: R$ 31 milhões

Dell: R$ 36,8 milhões

Empresas de tecnologia

Google: R$ 94 milhões

Apple: R$ 98 milhões

Facebook: R$ 11 milhões

Título e Texto: Estéfane de Magalhães, Diário do Rio, 25-1-2023

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