quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A prioridade ao trabalho


Períodos de crise requerem decisões ousadas. A estagnação do mercado de emprego, por míngua da procura de trabalho (dos empregadores) e por inércia da oferta de trabalho (dos trabalhadores) precisa de ser resolvida. Os empregadores estão atolados na depressão económica e na carga fiscal, que lhes tolhe as contratações; e a força de trabalho amoleceu nas prestações sociais do rendimento social de (des)inserção e de esquemas paralelos, que, no seu conjunto, excedem frequentemente o salário mínimo, e lhe retiram a vontade de trabalhar, tal como um subsídio de desemprego demasiado longo (deveria ser reduzido a seis meses).
Portanto, parece-me bem a decisão do ministro Álvaro Santos Pereira, anunciada na RTP-1 em 26-9-2011, de colocar desempregados a receber formação, e a trabalhar, nas empresas, mediante subvenção do Estado - em vez da ociosidade e cursos ocasionais de formação one-fits... none dos centros de emprego. Falta conhecer os detalhes deste programa -  nomeadamente se é facultativo ou se a recusa do trabalhador implica cessação de subsídio -, mas à partida parece interessante.
António Balbino Caldeira, no blogue “Do Portugal Profundo


Enviado por Ari
Edição: JP

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