segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tempo perdido

João Bosco Leal
Normalmente, ao despertar, as pessoas já começam a pensar em tudo o que fazer durante o dia, em seu trabalho, nos pagamentos e encontros agendados. Suas cabeças, que até então descansavam, entram em ebulição imediatamente.
Como o motor de um carro, que após um período de descanso deve ser aquecido antes de ser exigido em sua plenitude, o cérebro precisaria ter o retorno às suas atividades de modo menos agressivo.
Frequentemente algum tipo de publicação fala sobre como elas poderiam ou deveriam se comportar em relação a esse tipo de atitude, mas mesmo passando o tempo e já mais amadurecidas, não conseguem se libertar das preocupações com o que será preciso fazer naquele dia ou futuramente.
O interessante é que a maioria das pessoas nunca acorda pensando nas coisas boas que poderão ocorrer naquele dia, mas sempre nas coisas e situações mais difíceis que se aproximam, apesar de algumas pessoas conseguirem acordar sorrindo, sem nada que as preocupe, esperando os fatos ocorrerem para, aí sim, enfrentá-los como preciso for.
Outras, mesmo não resolvendo seus problemas ou honrando seus compromissos, continuam bastante tranqüilas, mas a maioria acorda pensando como deverá proceder para vencer o desafio adiado outras vezes, mas que hoje precisa ser resolvido e na conta que deve ser paga.
Certamente esse é um caminho mais difícil, de gente pontual, responsável, que não suporta ver nada errado e acreditam que, resolvendo os problemas do dia e quitando suas contas, terão mais tranquilidade, mais tempo para se divertir, passear, enfim, viver.
Os dias passam, mas o trabalho, os problemas e as contas continuam, pois assim que um é resolvido aparecem outros e as contas aumentam em igual proporção ao sucesso profissional de cada um.
Como um novo dia sempre virá com novos problemas e contas, cada um deve organizar sua vida de modo a poder dedicar mais tempo à convivência familiar, sua cultura e lazer, ou passará sua vida resolvendo problemas e pagando contas sem realmente viver.
O tempo da permanência humana na terra é um sopro, se comparado às gerações que por aqui já passaram e as futuras, o que deveria nos conscientizar da nossa incompetência ao perder tempo desnecessário com coisas insolúveis, como as que já passaram.
Principalmente quando mais jovens, estamos sempre em busca de novos trabalhos, profissões, com o único propósito de ganhar cada vez mais, enriquecer, para depois aproveitar a vida, nos esquecendo de que tanto o nosso tempo como o de nossos filhos passa e tanto nossa juventude quanto a infância deles não voltará, o que só acabamos percebendo quando não há mais o que fazer.
Nossas energias devem ser direcionadas para a realização de coisas pelas quais realmente vale a pena viver, como estar sempre o mais próximo possível dos filhos e netos e aproveitar os incontáveis prazeres que a vida oferece.
Cada minuto perdido em nossas vidas jamais será reposto e só depende de nós como utilizá-lo melhor, principalmente ouvindo os mais velhos, que não viveram plenamente e por isso sabem onde erraram.
Título, Imagem e Texto: João Bosco Leal

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