sábado, 14 de novembro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Somos todos uns mumbicas? Somos, sim senhor!

Aparecido Raimundo de Souza 

AMANHÃ O BRAZZZIl irá às ur’I’nas. O povo brazzzileiro se fará presente, em grande massa, como bois encarcerados no matadouro, indo direto para a morte anunciada. Cada um procurará a sua zona de meretrício, ou prostíbulo, para escolher os próximos ladrões e vigaristas, as novas safadas que, em suas campanhas prometeram coisas que até o diabo, apesar de toda a sua esperteza, não conseguiu digerir muito bem. 

Hoje, portanto, termina a bagunça acirrada, a balbúrdia descomedida dos candidatos à carguinhos que lhes renderá uma boa grana (a nossa grana) em seus bolsos. Hoje acabam as ‘punhetações’ desses filhos da puta nos enviando, de hora em hora, mensagens via Facebook, e-mail, Instagram, WhatsApp pedindo votos e chances. 

Todos, a bem da verdade, implorando, pelo amor de Deus, que nos lembremos dos seus números, na hora de depositarmos os malditos sufrágios antes de ouvirmos aquela musiquinha que fez a Dilma Roubarssette e virar os olhinhos gozando, com um cabo de vassoura, nas gengivas, ao sentar a bunda suja na cadeira da presidência do país. 

Hoje os limpos de espírito (os limpos de espíritos são os antigos, as senhoras e os senhores que não votam mais), se livrarão das fotos macabras destes picaretas, destes desordeiros da boa ordem, que não respeitam ninguém e disparam mensagens à torto e à direito, implorando que, na hora ‘agá’, não nos esqueçamos de dar a eles, a nossa contribuição, ou a nossa manifestação assentida para que se firmem no Poder. 

Ou, lado igual, para que entrem. O Poder, caríssimos, é o deus desses canalhas e salafrários, é a oração destes biltres e patifes. Não há Cristo que os faça seguir em frente, deixando de lado as mordomias e as benesses, as remunerações polpudas, os desvios de verbas públicas, as mumunhas, os conchavos, as sacanagens mil realizadas por debaixo dos tapetes. 

Enfim, grosso modo, todas as demais regalias e prerrogativas que as Autoridades de Comandos, através dos cargos pleiteados, lhes colocarão ao alcance das mãos. Hoje, graças ao Pai Eterno, nossos ouvidos pararão de ouvir aqueles carros de som estrondosos, vindos dos quintos, com um punhado de locutores com caras de veados mandando abraços para os transeuntes, beijinhos para as mocinhas e prometendo aos velhinhos, melhorias no INSS e acabar de uma vez para sempre, com as filas quilométricas do SUS.  

O INSS, sigla de (Infelizmente Não Socorreremos a Saúde) continuará sendo um cagalhão bem fedorento. O SUS (Sistema Único de Salafrários) também seguirá no mesmo ritmo. A passos de tartaruga menstruada. As estradas esburacadas que o INSS e o SUS pegaram, para saírem do atoleiro, não têm retorno. Não há volta. 

Tampouco as rodovias por onde correm a Segurança Pública, a Educação, a Pobreza, e outros assuntos que estão em pauta eterna, mas na hora da discussão, do vamos ver, nossos representantes tiram os seus cuzinhos da reta, para não serem pegos pelas agulhas nas pontas das seringas. Somos, em resumo, uma multidão infindável de vítimas. Nunca deixaremos de ser o retrato em preto e branco de um país falido, de uma nação às moscas, de uma federação sem rosto. 

Centenas de vezes, em nossos artigos, falamos que o povinho brazzzileiro não tem vergonha na cara. Não tem brio, pudor, coragem. Se o povo tivesse moral forte perante o perigo, brabeza, intrepidez, denodo, peito e coragem, coragem e peito, certamente estas carreatas com o som acima do limite do ponderável, e microfones a todo vapor e estardalhaço, não se criariam. 

Se o povo fosse ordeiro, disciplinado, cuidadoso e leal, sobretudo franco e sincero, fiel às regras que norteiam a honra e a probidade, denotasse responsabilidade a si mesmo e a seus conterrâneos, buzinaços, panelaços, apitaços, e outros ‘aços’, bem ainda apagões de luzes e outros ‘ões’ idiotizados, não iriam além de onde se formaram. 

Entretanto, o brazzzil não tem saída, não tem escapatória, não tem como entender aquela porra de frase que está no artigo 1º parágrafo único da ‘Constituifurnicação Fedemal’ (e talvez, por isto, cheire a carniça) ‘Todo poder emana no povo e em seu nome é exercido’. Deveriam mudar para ‘Todo poder emana dos Poderosos e em seu nome será exercido’. Ficaria muito mais bonito e elegante. 

Calma, senhoras e senhores. Estamos no Primeiro Turno. O furdunço não acabou. Logo teremos o Segundo Turno e, como paus mandados, vaquinhas de presépios, cachorrinhos na coleira repetiremos à volta triunfal às ur’I’nas. De novo, meu povo cada um na sua zona de meretrício. Lembrem: se os senhores não votarem, deixarão de existir... Final das contas, estamos ou não num PAÍS LIVRE??!! 

Título, Imagens e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital, 14-11-2020 

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3 comentários:

  1. Incrivelmente todas as carreatas que vi este ano, nenhuma delas obedeceu ao tal do distanciamento entre as pessoas, sem falar que, a começar pelas figuras dos 'cãodidatos'(os cães que me desculpem pela comparação), ninguém usava máscaras. Tudo me leva a crer que a pandemia da Covid 19, deve ter dado uma trégua a estas gentalhas para que pudessem melhor mostrar as suas fuças carnavalescas.
    Que Brasil pobre, que gente sem juízo. Depois das eleições, o povinho sem eira, nem juízo, será obrigado a usar as máscaras.
    Carina Bratt
    Ca
    da Freguesia do Ó, São Paulo, Capital.

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  2. Bom dia Aparecido. Concordo com tudo que vc falou. Somos marionetes neste PAÌS LIVRE....kkkkkkkkkk

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  3. DISCORDO SERMOS MARIONETES.
    As marionetes estão na justiça, no executivo e no congresso.
    Nós votamos nas marionetes, cujos titereiros somos nós.
    Prefiro o que diz no hino riograndense:

    Mas não basta, para ser livre

    Ser forte, aguerrido e bravo

    Povo que não tem virtude

    Acaba por ser escravo

    Infelizmente nos FALTA VIRTUDE....

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