domingo, 15 de novembro de 2020

[As danações de Carina] O que sabemos sobre o nosso Hino Nacional?! - Parte três - Final

Carina Bratt 

A poesia e a música que se fundiram num só entrelaçamento e viraram o maior Símbolo oficial da República Federativa do Brasil. 

Como prometido, venho, hoje, com a terceira e última parte do nosso Hino Pátrio, nas versões mexicana, italiana, latina e japonesa. Espero com isto, ter enriquecido todas vocês mostrando como a poesia de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927) ficou famosa no mundo inteiro, claro, com a letra musicada pelo compositor, professor e maestro, Francisco Manuel da Silva (1705-1865). 

Percebam, amigas leitoras., se levarmos em conta o ano de falecimento de Joaquim Osório (1927) temos aí 93 anos e Francisco Manuel (1865) exatos 155 anos. Como se pode perceber, nosso Hino Nacional (poesia e música) apesar de velhinhos, continuam firmes e fortes encantando gerações. 

Sem mais delongas, o Hino Nacional em versão Mexicana, veio a público pelo jornalista e professor Erman Berdiales, no jornal El dia de La Plata, em 1927. Vejam como ficou: 

Ipirânga eskuhó em su marjen plasida
de um pueblo eroiko el grito retumbante,
i el sol de Libertad kon rayo fúljido
briyó en siolo patrio em este instante.

Si el fabor de esa igualdad
kenseguimos konkistar kon braso fuerte,
em tu seno, ó libertad!
desafian nuestros pechos a la muerte.

!O Patria amada!
Idolatrada,
Salbe, salbe!

Brasil, um sueño intenso, um rayo bíbido
de amor i de esperansa a tiera yega
kuando em tu ermoso sielo dulsi i límpido
la imajen del krusero se despliega.

Eres jigante em la Naturalesa,
beyo, robusto, impábido, koloso,
I tu futuro kopia esa grandesa.

Tiera adorada
entre otras mil,
eres Brasil
!O Patria amada!

Eres em nuestro ogar madre jentil,
Patria amada,
Brasil!

Em Italiano, pela professora Carmen Barbiere Sala, citado por Valmiro Rodrigues Vidal em seu livro Curiosidades, Volume 1 ano de 1965, pela editora Conquista.

Udiron d’Ipiranga le rive placido,
D’un popol eroico il grido risonante,
E il sol de la Libertà, in raggi fulgidi,
Brillò nel ciel de la Patria in quest’istante.

Si il pegno a tanta egualtà
Conseguimmo conquistar com braccio forte,
In tuo grembo, o Libertà,
Sfida il nostro petto la propria morte!

O Patria amata,
Idolatrata,
Salve! Salve! 

Brasil, um sogno intenso, um raggio vivido
D’amor e di speranza à terra scende,
Se in tuo formoso ciel, ridente e límpido,
La immagin della Croce risplende.

Gigante per tua propria floridezza,
Sei dolce e forte, impavido colosso,
E specchia, in tuo futuro tanta grandezza.

Terra adorata,
Tra le altre mil,
Sei tu, Brasil,
O Patria amata!

De figli di questo suol madre gentil,
Patria amata,
Brasil!

Em língua Latina (Hymnus Brasiliensis), pelo professor Mendes de Aguiar, em Gramática Latina, página 45/46, 3ª Edição, Editora Companhia das Letras, 1946.

Audierunt Ypiranga ripae placidae
Solisque libertatis flamae
Solisque libertis flamae fulgidae
Sparsêre Patriae in coelos tum fulgorem.

Pignus vera aequalitatis
Possidere si potuimos brachio forti,
Almo gremio in liberttis,
Audens sese offert ipsi pectus morti!

O Cara Patria
Amoris atria
Salve! Salve!

Brasilia, somnium tensum, flamma vivida
Amorem ferens spem ad orbis claustrum,
Si pulchri coeli alacritate limpida,
Splendescit almum, fulgens Crucis Plaustrum.

Ex propriâ gigas naturâ,
Impavida, fortisque, ingensque moles,
Te magnan praevidebunt jam futura.

Teillus dilecta,
Inter similia
Arva, Brasilia

Es Patria electa!
Natorum parens alma es inter filia,
Patria Cara,
Brasilia

E agora, na versão Japonesa, Brasil Koka, pelo poeta japonês Kiruo Furuno em seu livro Lendas da Asia Oriental, pela Editora Roswitha Kempf – Sebos Antigos – Ribeirão Preto, São Paulo 1972.

Ipiranga sizukeki kisi wa kikinikeri
Tami ga todoro no otakebi o,
Toki simo sora ni ayakanaru
Ziyû no hi koso kagayakisi.

Takumasiki ude mote etaru byôdô no
Hosyô nisi areba ó ziyû yo
Si mo manikasemu na ga mune ni!

Ó aisi
Agamuru mikuni
Hae are! Hae are!

Ti ni kudaru
Ai to nozomi no hagesi yume
Afururu hikari Brasil yo
Emite kiyokeki na ga sora ni

Zgûisei no kage o saragarani!
Hasikekumo tuyoku ôinaru,
A retarimama no kyozin kana
Naga sue o utusi teraseru kedakasa yo.

Kokoda nagu
Kuni no samaka ni
Itosi kunim na kose Brasil!

Kuni no ko yasasi na haha,
A isuru nikuni
Brasil!

Espero, de coração que as minhas amigas e leitoras e, igualmente a Familia Cão que Fuma, tenham apreciado o meu humilde e despretensioso trabalho.

Título e texto: Carina Bratt, de São Paulo, Capital, 15-11-2020

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