terça-feira, 8 de dezembro de 2020

[Diário de uma caminhada] O Leal Conselheiro de André Ventura (1)

«A constituição no seu escopro atual e com tímidas e negociadas alterações que lhe serão introduzidas, não serve, de modo algum, nem a pátria nem o povo. Falta-lhe, à cabeça, um princípio inspirador de carácter ético-político, a própria ideia de que o texto fundamental deve exprimir e estar subordinado ao bem comum e ao interesse coletivo e não acautelar as feudalidades partidárias ou particulares tecidas no seio da classe política.

Uma alternativa constituinte nacional deve passar, pois, por uma proposta ousada que restabeleça o primado orgânico do todo sobre as partes e que, sem abstrair de formas de controlo coletivas nem deixar de acautelar o princípio das garantias das pessoas face à Administração Pública, não instaure um sistema em que tudo, desde a liberdade das minorias à segurança do Estado, esteja, a cada instante, à mercê das flutuações de opinião e das vagas eleitoralistas que, por sua vez, só são respeitáveis e respeitadas quando coincidem com os princípios canônicos do regime. 

As Forças Armadas (…) [n]ão devem ser cães de guarda do regime, mas defensores de Portugal, o que não é a mesma coisa e é muito mais importante. 

Económica e financeiramente, (…) [o]s detentores do poder delapidaram o património e os recursos capitalizados pelos sacrifícios das gerações anteriores e, na mesma lógica de irresponsabilidade – «depois de nós o dilúvio» – estão a hipotecar as gerações futuras. Sem coragem nem visão para romper com os grandes tabus, optaram por administrar o socialismo, prosseguindo as linhas anteriores de uma política económica demagógica, ruinosa e cujo preço será, cada vez mais, o empobrecimento da colectividade e dos cidadãos. 

Em matéria de política exterior, à paranoia terceiro-mundista e radicalizante de 1974-1975, em que o governo português foi, essencialmente, um instrumento dos interesses soviéticos em África, sucedeu o provincianismo e o conformismo das administrações socialistas; e, agora, a febre europeísta, que oscila, entretanto, com um certo atlantismo e um acordar tardio e titubeante para um regresso às linhas tradicionais da política africana que, sem a realidade dos «tambores e das bandeiras», poderá, enquanto não se derem transformações decisivas nos poderes saídos de 1974-1975, não passar de um wishful thinking.» 

Jaime Nogueira Pinto, A direita e as direitas, Lisboa, Bertrand Editora, 1995/2018, pp.230-231. 

Título: Gabriel Mithá Ribeiro, Vice-Presidente do CHEGA!, 8-12-2020

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