terça-feira, 27 de abril de 2021

FC Porto mais longe do primeiro lugar

Moreirense 1 X FC Porto 1

De que adianta ter 70% de posse de bola se não faz gol – que me parece ser o objetivo ordinário e precípuo de um time de futebol?

É o que acontece com o Futebol Clube do Porto. Ele até chuta, muito, mas acerta, pouco. Cara, vai ser ineficaz assim lá na casa do capeta!


4 comentários:

  1. Um excelente exemplo ilustrador da diferença entre Eficiência e Eficácia.

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  2. Bom dia,

    O Moreirense-FC Porto de ontem pode muito bem ser explicado através de um único lance: ao minuto 81, Francisco Conceição foi atropelado na área do Moreirense. O árbitro Hugo Miguel nada assinalou. O videoárbitro António Nobre, confortavelmente instalado, com acesso a imagens que não deixam margem para qualquer dúvida, não interveio. Um penálti indiscutível ficou por marcar – em linha com o que já se tinha passado antes e com o que ainda viria a acontecer depois.

    O que torna este lance ilustrativo do que foi a globalidade do jogo que terminou empatado a uma bola é, por isso, o facto de não ter sido caso único. A última jogada do encontro, uma falta sobre Luis Díaz cometida já dentro da área, resultou apenas em livre direto. E muito mais haveria a discutir, desde um toque de Abdoulaye na perna de Pepe, também dentro da área, num lance em que o central do Moreirense não jogou a bola, até à fiabilidade da colocação de linhas para descortinar um alegado fora de jogo de dez centímetros - que invalidou o 1-2 marcado por Toni Martínez já depois dos 90 - num estádio com as características do de Moreira de Cónegos.

    O que se passou ontem, por azar ou incompetência do árbitro e, especialmente, do videoárbitro, foi um grave atentado à verdade desportiva, que teve como consequências diretas a perda de dois pontos pelo FC Porto e o alargamento para seis da distância para o primeiro classificado. Não há cortina de fumo que o possa mascarar: a atual classificação da Liga é uma mentira.


    Até amanhã,

    Diogo Faria

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  3. FC Porto saiu do reduto do Moreirense com um ponto e com queixas da arbitragem
    Dez centímetros e várias grandes penalidades por assinalar impediram o FC Porto de somar a oitava vitória consecutiva na Liga NOS. Na noite desta segunda-feira, em Moreira de Cónegos, os campeões nacionais começaram a perder e foram para o descanso em desvantagem. Na segunda parte apresentaram-se decididos a dar a volta ao figurino, porém todas as iniciativas que Mateus Pasinato não impediu viriam a ser negadas por decisões da terceira equipa. Mehdi Taremi ainda empatou da marca dos onze metros e Toni Martínez até deu a volta ao marcador, contudo o golo da vitória azul e branca viria a ser invalidado e o encontro acabou mesmo igualado a um.

    Com o mesmo onze que havia vencido o Vitória de Guimarães no Estádio do Dragão, na passada quinta-feira, os Dragões entraram em campo no Comendador Joaquim de Almeida Freitas preparados para enfrentar uma linha de cinco montada por Vasco Seabra e desde cedo a defensiva portista se instalou no terreno contrário. Ainda assim, à meia hora de jogo, só um remate desviado para fora de Otávio - e outro de Taremi sem perigo - figuravam no registo estatístico. 71% da bola pertencia ao FC Porto mas o Moreirense não se sentia incomodado, tal como demonstrou a combinação no ataque salva por Mbemba. Pouco depois, após canto sobre a esquerda, Ferraresi apareceu solto em zona proibida para inaugurar o marcador a favor dos da casa. Já dentro do período de compensação, Abdoulaye pontapeou a perna de Pepe dentro da própria área e o capitão portista acabou avisado por “tentar enganar” Hugo Miguel, conforme descrito pelo repórter de pista na transmissão televisiva da Sport TV.

    Assim que a contenda reatou, Mbemba isolou Mehdi Taremi e o iraniano desperdiçou uma oportunidade de ouro para empatar, ao finalizar à figura do guarda-redes do Moreirense. Depois dos avisos dados por Otávio e Sérgio Oliveira, uma dupla tentativa de Marega obrigou Pasinato a boa defesa e só o poste negou o golo ao 11 portista. O internacional português e o maliano deram a vaga a Luis Díaz e Toni Martínez - depois Tecatito Corona e Mbemba foram rendidos por Francisco Conceição e Fábio Vieira - e um mau atraso de Pepe obrigou Matheus Uribe ao corte da noite: André Luís contornou Marchesín e só uma enorme intervenção do colombiano impediu o 2-0. À entrada para os derradeiros dez minutos, Marko Grujic rendeu Nanu e Abdul Conte derrubou Francisco Conceição dentro da sua área perante a vista grossa de Hugo Miguel e António Nobre. De seguida, um remate de Fábio Vieira saiu a rasar o poste direito e Rosic cometeu falta para penálti sobre Toni Martínez. Taremi não perdoou da marca dos onze metros e restabeleceu a igualdade no marcador. Até ao final – com o FC Porto em larga vantagem nas iniciativas atacantes (35-12) – Toni Martínez até consumou a reviravolta, contudo o VAR viria a anular o golo da vitória portista por suposta posição irregular do murciano (10 cm). Na sequência de novo cruzamento de Otávio, desta feita do lado oposto, Toni tornou a dizer que sim à bola, só que Pasinato encaixou o cabeceamento do espanhol. Antes do apito final do grande protagonista da noite - que deslocou uma falta para grande penalidade sobre Luis Díaz até fora da área - um livre de Fábio Vieira forçou o guardião brasileiro a boa intervenção e, na recarga, Matheus Uribe esteve a centímetros do 1-2.
    FC Porto

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  4. Por mais que a tentem abafar, a arbitragem da dupla Hugo Miguel/António Nobre na vila dos Cónegos fica para a história. Em mais uma noite negra para o que resta da credibilidade do futebol português, o FC Porto foi gravemente prejudicado e viu três grandes penalidades serem-lhe sonegadas: uma sobre Pepe ainda na primeira parte, outra – de bradar aos céus – sobre Francisco Conceição já na segunda e, por fim, uma sobre Luis Díaz, imediatamente arrastada para fora da área e transformada em pontapé de livre.

    Além disso, aquele que seria o golo da vitória dos Dragões foi invalidado por suposta posição irregular de Toni Martínez. O adiantamento de 10 centímetros do espanhol foi calculado com base em imagens impercetíveis, captadas por câmaras posicionadas em ângulos que não permitem esclarecer coisa nenhuma num estádio onde não estão reunidas as condições mínimas para tomar decisões tão rigorosas e cruciais no desfecho de um campeonato.

    Horas depois do revoltante empate no Minho, o coletivo portista voltou ao Olival para dar início à preparação para a ronda 30 da Liga (sexta-feira, 21h15). Alvo de um quinto amarelo muito questionável diante do Moreirense, Pepe é baixa confirmada na receção ao Famalicão. Já os nomes de Mbemba e de Corona passaram a figurar no boletim clínico. O congolês e o mexicano sofrem de fadiga muscular, enquanto que Zaidu e Mbaye permanecem em regime de treino integrado condicionado.

    Até amanhã,

    Manuel T. Pérez

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