segunda-feira, 3 de outubro de 2022

[Atualidade em xeque] A psicopatia como arma de guerra

José Manuel

Um cálculo recente, baseado em estudos de longa data, refere que de 1 a 3% da população de um país podem ser diagnosticados como psicopatas. 

Isso significa que uma entre trinta pessoas é um potencial psicopata, e estimativas recentes, no Brasil, por exemplo, hoje esse número esteja por volta de seis milhões.

Isso é alarmante, se considerarmos o perigo desconhecido que ronda uma sociedade, em que normalmente pessoas com cargos públicos ou privados de grande importância, não são avaliados corretamente ou sequer o foram, como é o caso dos políticos e presidentes em geral.

Apenas oitenta e um anos separam o início de grandes hostilidades globais, com milhões de vítimas, cidades destruídas, lares desestruturados, provocados por dois psicopatas em que o simples olhar num semblante fotográfico apenas, já se poderia ter a certeza do que se passava no olhar louco do alemão de 1939 ou atualmente no olhar psicoegocentrista russo de 2022.

Mas a humanidade não prestou atenção naquela época, nem tampouco neste momento a esse detalhe, preferindo acreditar numa relação normal, sadia entre dirigentes e humanidade. Não era e não é!

A diplomacia mundial fecha os olhos e interage com esses psicopatas, como se fossem pessoas normais. Nunca foram e nunca serão!

E deu no que deu até 1945 com a Europa destruída, e está dando no momento com um país invadido e destruído exatamente como na primeira metade do século passado.

De lá para cá, oitenta e um anos depois, uma enorme relação de casos semelhantes, porém em menor escala, foram se sucedendo, e a humanidade também continuou não prestando atenção a esses desvios de personalidade, encobrindo-os com rótulos políticos de direita, esquerda ou teocracias boçais.

Não se lê um comentário sequer sobre o assunto, em qualquer área, principalmente a médica, o que seria altamente aconselhável. 

O perfil de um psicopata é muito fácil de verificar.

Vejamos: « Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas. O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições.

Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência.  Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis, para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. » Zenklub

Na semana passada, o psicopata da hora, ameaçou o mundo com artefatos nucleares, se a sua vontade não for cumprida.

E o que vemos, é a humanidade simplesmente paralisada, aterrorizada, de rastros pelo medo da concretização de suas ameaças, sem que se tome uma simples medida sanitária seja ela qual for, dentro ou fora de seu país.  Ao que tudo indica, novamente vão esperar acontecer, para se lamentar após o ocorrido.

A sorte de todos, é que o psicopata age nos estritos limites do seu egocentrismo e sobrevivência, sabendo que se usar a sua bravata poderá ver a praça vermelha desaparecer do mapa, junto com a sua família e o seu ego.

Portanto, se nada lhe acontecer proximamente, o que acho difícil, a probabilidade de isso ocorrer é altamente improvável que se conclua, pelo alto grau do instinto de sobrevivência desse tipo de doente mental.

O da hora, está exatamente dentro destas características. Vejamos:

·   Falta de empatia: é comum acharmos que os psicopatas não possuem qualquer sentimento de empatia por outras pessoas, mas na verdade, eles são capazes de eleger indivíduos e momentos para demonstrar algum tipo de afeto. Essa escolha seletiva os faz ainda mais manipuladores e dissimulados em suas relações;

·       Impulsividade: dificilmente aceitam ser contrariados, rejeitados ou frustrados, por isso reagem impulsivamente de forma mais agressiva e explosiva, sem se importar com o sentimento ou envolvimento de outros ao redor;

·    Egocêntricos e megalomaníacos: possuem orgulho exacerbado e sempre acham que estão certos. Essa certeza de seus atos os faz nunca sentirem medo das suas ações, renegam reconhecer os seus atos e, consequentemente, não são capazes de sentir remorso;

·     Mentirosos: sua mentira é patológica a ponto de nem saberem mais quando estão inventando algo. Não há também uma preocupação em não se aproveitar da boa-fé de outras pessoas a partir da enganação que seu discurso provoca;

·      Busca aventuras: a sua incapacidade de sentir medo ou preocupação em gerar o medo em outras pessoas, faz o psicopata buscar sempre desafios que coloquem à prova a sua capacidade de quebrar regras e de fugir da monotonia atrás de adrenalina;

· Antissociais: regras e parâmetros sociais não entram no mundo dos psicopatas, que constantemente buscam quebrar esses fatores para se sentirem grandiosos e orgulhosos de si;

·  Falta de emoção: psicopatas não costumam se relacionar com outras pessoas por questões emocionais verdadeiras, como amor e afeto, mas sim para se aproveitar do que essas pessoas podem lhe oferecer.

Fonte: Zenklub

Então, basta olhar para os vídeos atuais e perceber todas essas características naquele rosto palaciano.  Vai matar muita gente, claro, enquanto durar sua megalomania, mas ainda não será desta vez que vamos desaparecer. 

Haverá o momento do basta!

Título e Texto: José Manuel - God Save Ukraine, setembro de 2022

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