quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Quando o ódio veste jornalismo

Cristina Miranda

Havia tanto para investigar. Desde a escandalosa gestão de uma suposta “pandemia” (que já sabemos, por outros verdadeiros e corajosos jornalistas, que não o foi) à corrupção e fraudes estratosféricas que vão desde o governo às autarquias, em todos os sectores do Estado, um fartote de casos que nunca mais acabam e que deveriam estar expostos. Mas não. Nasceu o jornalismo ideológico do mainstream que não trabalha para informar, mas sim, para a formatação e angariação de militantes. Da esquerda, claro. É o marxismo cultural no seu auge, caso esteja distraído.

Uns artistas, autodenominados de “jornalistas” – mas que na realidade são ativistas de esquerda – resolveram “investigar” as nossas forças de segurança. Como? Infiltrando-se nos grupos PRIVADOS do WhatsApp e Facebook. Isto é o mesmo que eu, para investigar os membros do Governo, infiltrar-me na família dos mesmos e entrar na privacidade das suas casas para ouvir conversas privadas e as denunciar em… PÚBLICO. Isto é jornalismo? Não, não é. Todos nós, em privado, dizemos coisas que nunca na vida intencionamos sequer concretizar. São desabafos, são sentimentos, são conversas que sabemos serem apenas entre amigos logo não nos imiscuímos de as ter por que estamos “entre os nossos”.

É ou não verdade que entre as quatro paredes das nossas casas dizemos muitas coisas porque estamos à vontade para as exprimir? E quantos de nós seriam presos por essas afirmações? Quando eu exponho em público o que ouço em privado, eu não estou a informar. Estou a invadir a privacidade de quem confiou em mim.

Só por aqui – mas há mais – se vê que a reportagem da SIC (mais uma) não é jornalismo, é ativismo.

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