sábado, 13 de março de 2021

[Foco no fosso] Câmera não enxerga covid

Haroldo Barboza

Através do orgão emissor de identidade, é possível saber a quantidade de pessoas em cada faixa etária em cada cidade. Desta forma, há como PLANEJAR aplicação de vacinas diárias de forma que não faltem frascos no intervalo relativo à quantidade de caixas recebidas da ANVISA. Mas a tradição de gestores públicos não serem transparentes, nos permite supor que muitas ampolas foram desviadas para atender os “fura-filas” (por R$ quanto?).

Uma imprensa livre e honesta, tem como divulgar o estoque a partir das 16h, para evitar que um idoso que adormeça às 22h não seja avisado no dia seguinte, já no local da vacinação, que não será vacinado no dia “programado”!

Neste formato de gerenciar o “caos fabricado”, explica-se porque vigas da Perimetral-RJ (pesando toneladas) sumiram em caminhões que ficaram “invisíveis” diante de mais de 500 câmeras situadas nas áreas próximas do canteiro de obras.

Imagine pequenas ampolas acomodadas dentro de marmitas, garrafas térmicas, botas, bonés e similares passando livremente para locais onde os “fura-filas” (amigos da Márcia?) serão atendidos.

Imagine centenas de municípios sendo lesados diariamente sobre a remessa entregue pelo governo federal, que posteriormente será acusado pela “falta" de vacinas.

Título e Texto: Haroldo Barboza, 12-3-2021

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“Economizando” vacinas

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