terça-feira, 9 de março de 2021

[Foco no fosso] A quarta onda está chegando

Haroldo Barboza


Arqueólogos e Geólogos usam datação de carbono para definir “épocas” de múmias e terrenos. Historiadores usam antigos escritos para definir épocas políticas e sociais. Nós, elementos do povo, usamos relatos de familiares e sentimentos das pessoas sofridas para definirmos separações (imprecisas) de épocas que moldaram o perfil de nossa população que busca liberdade para capinar um melhor futuro para nossos herdeiros. Mas a tal liberdade sempre é mascarada por gestores cuja conduta comum é manter o cenário em caos constante para que possam “reinar” cercados de mordomias às custas do trabalho mal remunerado de seus “súditos”, que por falta de orientação educacional adequada, não percebem que toda sua árvore genealógica viveu (e vive) sob o signo da escravidão.

Para uma ilustração simples (não científica), vamos efetuar comparações resumidas entre três “épocas” nacionais. A partir daqui quem possuir meios de esmiuçar mais, poderá compor matéria inclusive digna de figurar numa tese de doutorado.

Escravidão do chicote
Realçada pelo acúmulo de sequestrados (negros e índios) acumulados em plantações e currais durante doze a catorze horas por dia, sob calor infernal ou chuva lamacenta. Soldo: poder dormir sobre ripas de madeira, tomar banho aos domingos e “saborear” ossos de galinhas coletados nas lixeiras. Os mais sortudos, que cuidavam das pétalas das banheiras das esposas dos fazendeiros, só levavam metade das chicotadas em caso de “transgressões” das normas vigentes.

Escravidão dos níqueis
Quando no final do século XIX os custos de manutenção das glebas tornaram-se mais caras, “libertaram” os flagelados, oferecendo-lhes salários mensais de NCRR$ (moeda do Bresser da época) 500,00. Após os “descontos” (pousada no estábulo, resto de comida e fatias de rapadura), os “assalariados” ficavam “devendo” e quitavam seus débitos com mais umas dez horas de trabalho por mês. Raramente eram chicoteados. Isto exigia um “posto médico” (tipo SUS atual) para recompor o sofredor.

Escravidão das redes
A partir da popularização dos celulares, os esfolados encontraram a “liberdade” total. Manejando as teclas com destreza, trocam mensagens fúteis ao longo do dia e não percebem que o salário é bitributado e o montante (gerenciado por políticos “ernestos”) navega por labirintos fiscais que NUNCA possuem saída em áreas sociais degradadas.

A partir desta estrutura exibida, fica fácil perceber que em breve a 4ª etapa de “convencimento” da população (sem poder de contestar) será implantada nas células-tronco, já nas maternidades. Podemos chamá-la de “escravidão dos chips”. As drogas poderão ser liberadas para alimentar os “zumbis” dependentes que atenderão ao feitor com alegria, em troca de algumas gramas de baseados.

Título e Texto: Haroldo Barboza, 9-3-2021

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