sexta-feira, 26 de junho de 2015

“Esquerda caviar” em Portugal: entrevista para o Grande Jornal

É o cenário das grandes notícias do dia, dos principais debates, das entrevistas que marcam e do comentário especializado. Porque tudo está a mudar à nossa volta!
Veja aqui

Pensões e Segurança Social, avaliações actuariais, debates e reformas...

Margarida Corrêa de Aguiar
O Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social publicou esta semana uma Avaliação Actuarial do Sistema Previdêncial da Segurança Social. Este Estudo efectua uma análise à sustentabilidade financeira de longo prazo, apresenta estimativas da dívida implícita do sistema e quantifica as taxas contributivas de equilíbrio geral do sistema.

Há muitos anos que não era divulgado publicamente um estudo com estes objectivos. Em meu entender este Estudo é fundamental, não apenas pela sua oportunidade, mas porque é necessário dispormos de um diagnóstico oficial actualizado e rigoroso. Por outro lado, num momento em que está na agenda do País a discussão do tema das pensões, este diagnóstico deve constituir um ponto de partida para um debate sério sobre o futuro do sistema e, em particular, das pensões.

Qualquer reforma a fazer ao sistema de pensões implica necessariamente que se conheça o montante das responsabilidades com pensões que não tem cobertura financeira através de contribuições e quotizações e das reservas financeiras do sistema, neste caso o Fundo de Estabilização da Segurança Social. 

Não surpreendem os resultados. Este Estudo confirma com mais detalhe e explicação os resultados constantes dos últimos relatórios de sustentatibilidade financeira da segurança social publicados com as propostas do orçamento do estado e as projecções de relatórios europeus que têm sido elaborados sobre variáveis que influenciam os sistemas de pensões. 

O Estudo mostra que o sistema previdêncial de segurança social não é financeiramente sustentável no longo prazo. A dívida implícita calculada avalia a dimensão da ruptura do sistema, evidencia que as receitas projectadas não são suficientes para financiar as despesas com as prestações sociais projectadas, incluindo as pensões, tendo em conta as condições de atribuição e as regras de cálculo em vigor. 

A existência de défices ao longo do período do Estudo - 2013 a 2060 – corresponde a dívida explícita futura, cuja resolução passará sempre pelos rendimentos das gerações futuras, seja pelo aumento de contribuições e impostos e/ou redução de benefícios, seja pelo aumento de dívida pública para financiar aqueles défices. Este desequilíbrio financeiro coloca obviamente problemas de equidade intergeracional, porque serão, justamente, as gerações futuras que pagarão a factura. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Corte Interamericana News – Oito dias


José Manuel
A partir deste momento, todos os nossos e-mails sobre a Corte Interamericana,serão precedidos da tarja “CORTE INTERAMERICANA- NEWS”, em destinatários. O título irá variar conforme o texto.
Isso se faz necessário no sentido de que a todos seja chamada a atenção para a comunicação sobre o assunto, quando do recebimento em suas caixas postais.

Oito dias foi o tempo necessário, desde o primeiro texto  "Procuram-se Atitudes", basicamente uma chamada a todos, para que virássemos o jogo em relação ao ostracismo, marasmo e desagregação reinante em nosso grupo de participantes do Aerus. Hoje, apenas oito dias passados é público e notório o interesse despertado para uma nova realidade a ser percorrida na busca dos nossos sonhos.

E os nossos sonhos não são nada mais de que o alcançar de uma realidade roubada, uma tragédia orquestrada que, a cada dia fica mais evidente nas manchetes diárias. O Estado terá que nos devolver tudo o que nos tiraram e, se possível, os responsáveis por tal ignomínia, nada mais do que meros funcionários públicos, pagos pelo nosso dinheiro, que de uma forma prepotente se acham donos dos cargos e utilizam as mais ignóbeis prerrogativas para tal, sejam punidos na forma da lei.

Oito dias apenas e hoje unidos finalmente em torno de um ideal comum, já nos podemos considerar com um status de organização, tal é a forma com que estamos desenvolvendo todo este processo, em que todos querem cooperar.

Para se ter uma ideia de como está esta organização, nós temos no Rio Grande Sul a Sra. Vera De Marchi; em Santa Catarina o Sr. Nelson Ribeiro; no Rio de Janeiro a Sra. Angela Arend; no norte nordeste, no Ceará o Sr. Luiz Schommer, nos Estados Unidos a Sra. Ilca Nordin e na Europa o Sr. Jim Pereira com o seu blog O cão que fuma, se responsabilizando cada qual em sua área pela cooptação de pessoas à causa e divulgação de matérias concernentes ao nosso momento.

Inversão de valores

As Notícias que interessam à mídia! A realidade está longe da TV mas tão perto de se ver! #PenseNisso



Via Leo Fonseca, 17-6-205

A namorada exigiu que ele se livrasse de sua cadela, então ele postou este anúncio nos classificados

Metamorfose Digital

Uma das piores coisas possíveis em um relacionamento é quando seu parceiro(a) não goste de seu bichinho de estimação. E quando se chega ao ponto de que ele(ela) exija que você se livre do animal, a pessoa pode encontrar-se em um dilema real.

Foi o caso desse cara que deu o grande passo ao pedir que sua namorada fosse morar com ele. Infelizmente, ela não gostava de sua cadela, Molly, e exigiu que ele encontrasse um novo lar para a beagle.

Por mais difícil que lhe fosse, ele foi em frente e postou o seguinte anúncio no Craigslist, um famoso site de classificados:



"Minha namorada não gosta da minha beagle Molly. Então eu tenho que realojá-la.

E pronto, a TAP ficou mesmo Azul


Luís Rocha
O futuro o confirmará, mas estou convicto que a venda ao Grupo Gateway, de Pedrosa e Neeleman, foi a melhor decisão. Iria até mais longe, acredito que, a confirmar-se a operação (falta ainda o acordo dos “eurocratas”), ela pode representar uma autêntica “taluda” para a TAP e assegurar-lhe um crescimento da actividade que poucos antecipariam. Acredito ainda que tiradas aparentemente imbecis como esta, não constituem restrições de maior, pois resultam da preocupação permanente de todos os líderes do PS em terem a sua “ala Syrizica” apaziguada e mobilizada.

A minha tese é que a entrada de Neeleman na TAP pode ser a primeira pedra na construção de um interessante grupo transnacional. Consolidará a posição da TAP como uma companhia de referência nas rotas do Atlântico Sul e potenciará a internacionalização da Azul e da JetBlue, duas agressivas low-cost nos respectivos mercados domésticos e que poderão ser as primeiras a competirem com as legacy carriers nos voos intercontinentais.

De acordo com declarações do próprio, Neeleman pretenderá aumentar as rotas da TAP para os Estados Unidos (confirmando o que eu já aqui ventilara), o que indicia que procurará replicar as parcerias que estabeleceu no Brasil entre a Azul e a JetBlue e a United. A sua estratégia passará por criar um “triângulo intercontinental” no Atlântico, com a Azul no vértice sul-americano, a JetBlue e a United no norte-americano e a TAP no europeu. Tentará beneficiar do facto de a TAP e a United integrarem a Star Alliance (na qual pretende também integrar a Azul)  para criar acordos conjuntos de code sharing nos mercados norte-americano e europeu.

Idênticos acordos tentará estabelecer com a JetBlue. Desde logo, isto permitirá à TAP acesso a aeroportos americanos, bases ou hubs daquelas empresas: Boston, New York/JFK, Orlando e Fort Lauderdale da JetBlue, Chicago, Washington/Dulles e Houston da United. Numa segunda fase, assim consiga ampliar a frota de longo curso, pode ainda almejar Los Angeles, San Francisco e Denver. 

Neeleman já confirmou que tem para já em vista abrir rotas para Boston, Chicago e Washington, o que pode significar existirem já acordos com os seus parceiros americanos. Quase todos aqueles aeroportos movimentam anualmente mais de quarenta milhões de passageiros e qualquer pequenofeeding por parte das companhias incumbentes terá um enorme efeito multiplicador na actividade da TAP. Chicago, o segundo maior aeroporto do mundo, é de resto o principal hub da United e quiçá o ponto de maior confluência entre rotas do Atlântico e do Pacífico. Junte-se todo este potencial tráfego ao que já provém hoje do Brasil e que também pode ser catapultado com os Clientes da Azul e estarão criadas as condições para a TAP triplicar a sua actividade em menos de uma década.

Pode porém questionar-se o racional desta estratégia. O Brasil oferecerá menos dúvidas, uma vez que a TAP já tem uma posição consolidada, tendo o exclusivo de algumas rotas a partir da Europa. Neeleman pretende abrir mais algumas, visando obviamente a cobertura integral das bases da Azul. Mas qual o valor acrescentado da TAP na distribuição do tráfego Europa/América do Norte? Que oferta adicional pode fazer que não esteja já contemplada pelas grandes transportadoras de ambos os lados?

Fernando Henrique Cardoso: Desafios atuais do Brasil



Conferência: Desafios atuais do Brasil

Quinta, 9 de julho de 2015, 18h30
Auditório 2

Sociólogo, pensador, e um dos nomes de referência da política brasileira das últimas décadas, FHC (como é conhecido no seu país) falará sobre os desafios do Brasil no contexto da América Latina e do mundo. Fernando Henrique foi presidente entre 1995 e 2003 e, nos últimos tempos, tem criticado as presidências de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Convicto de que Lula ainda voltará a ser candidato pelo PT, tal como afirmou numa entrevista recente ao Financial Times, o antigo presidente não poupa os mandatos do seu sucessor no cargo e relembra que foi durante o governo Lula que começaram os casos de corrupção nas grandes empresas brasileiras. Recentemente, FHC mostrou-se favorável a uma reforma do sistema político no Brasil.

Fundacão Calouste Gulbenkian
Entrada livre
Informações e Contactos
Av. de Berna, 45A
GPS: 38.738286,-9.154821
Telf. +351 217 823 000 
gabpres@gulbenkian.pt

A ilusão dos apoiadores famosos nas campanhas eleitorais

Cesar Maia            
1. O ciclo dos marqueteiros, a partir do processo de democratização, trouxe para o centro do palco testemunhais de dois tipos. De um lado, a impessoalidade dos que seriam beneficiários potenciais com as medidas a serem adotadas no caso de vitória. De outro os famosos, apoiadores (artistas, esportistas, intelectuais...) que além de legitimar a candidatura, ainda atrairiam votos. Será?
           
2. Certas campanhas eram quase que uma disputa entre times de apoiadores. O recorde foi conseguido por Lula no segundo turno da eleição presidencial de 1989. Um enorme coro de famosos cantando o seu jingle. Progressivamente os apoiadores famosos passaram a dar depoimentos contundentes. O contraponto FHC x Lula – mãe e filha atrizes, em 1998, em torno dos riscos de uma eleição de Lula ganhou destaque.
           
3. O tempo foi mostrando que a importância dos apoiadores famosos para atrair novos votos, novos eleitores, era mínima ou nula. Como elemento de legitimação para os próprios eleitores do candidato funcionava, não aumentando o número de eleitores, mas dando entusiasmo e justificativa aos que já eram eleitores do candidato.
           
4. Os exemplos são múltiplos. Como dizia um marqueteiro anos atrás: “Se fosse por apoiadores famosos, Maluf não ganharia uma eleição”. Um exagero, mas com um fundo de verdade. E criou-se um mercado de apoiadores famosos que cobram um forte cachê para aparecer nos programas eleitorais. Apoio comercial, se poderia dizer, como qualquer desodorante.

Câmara aprova estender regra de reajuste do mínimo a aposentados

Ranier Bragon e Gabriela Guerreiro

Em um momento em que tenta emplacar um pacote de ajuste fiscal no Congresso Nacional, o governo sofreu uma nova derrota no plenário da Câmara nesta quarta-feira (24).

Apesar de apelos do Palácio do Planalto, que enviou ministros ao Congresso, os deputados aprovaram por 206 votos contra 179 a extensão a todos os aposentados da política de valorização do salário mínimo.

Segundo o governo, a aplicação da regra, que ainda tem que ser aprovada pelo Senado, tem um impacto de R$ 9,2 bilhões anuais aos cofres públicos.

Em conversa nesta quarta com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) disse que a orientação do Palácio do Planalto é impedir a aprovação da alteração.

A medida foi incluída como emenda à medida provisória que prorroga até 2019 a política de valorização do mínimo. O texto principal desta MP havia sido aprovado mais cedo por 287 votos a 12.

Por essas regras, que também precisam ser aprovado pelo Senado, o mínimo será reajustado com base na inflação acumulada nos doze meses anteriores (INPC), mais o índice de crescimento da economia de dois anos antes.

Em 2016 o salário mínimo (que hoje é de R$ 788) terá um ganho real ínfimo devido à estagnação da economia. Isso porque será reajustado pelo INPC apurado em 2015, mais o resultado do PIB de 2014, que ficou em apenas 0,1%.

A emenda aprovada pela Câmara estende essa regra a todos os aposentados, inclusive os que ganham mais de um salário mínimo.

DERROTA

Nos bastidores, governistas atribuíram a derrota ao temor de parlamentares de se indispor com os aposentados e à insatisfação dos deputados novatos com a demora do governo em cumprir a promessa de que eles terão direito a apresentar emendas ao Orçamento deste ano.

Marido traído cola mulher e amante com Super Bonder…


... e faz os dois correrem pelados pelas ruas de São Cristóvão, Rio de Janeiro...

TAP: A dinâmica dos novos donos da companhia

Hermínia Saraiva

Humberto Pedrosa e David Neeleman, foto: José Sena Goulão/Lusa

A liderança é de Humberto Pedrosa, mas o palco pertenceu ontem [quase] integralmente a David Neeleman. O empresário, dono da brasileira Azul, está no negócio da aviação desde 1995, um currículo que serve de argumento para que tenha tomado a dianteira na explicação da estratégia do Atlantic Gateway, o consórcio que ontem assinou com o Governo português a compra de 61% do capital da TAP. E até nas questões dirigidas directamente a Humberto Pedrosa, David Neeleman fazia questão de acrescentar um aparte, uma conclusão. A última palavra foi ontem sempre dele.

Apesar da dinâmica da conferência de imprensa que se seguiu à assinatura do contrato de compra e venda, David Neeleman voltou a sublinhar que quem controla a TAP é Humberto Pedrosa, o português dono da Barraqueiro e que, como o Económico avançou, controla 50,1% do consórcio, um número mágico na hora de Bruxelas decidir se a privatização cumpre todas as exigências de Bruxelas. "Eu estou falando mais porque tenho mais conhecimento da aviação", garantia ontem de manhã David Neeleman, sublinhando que "o Humberto é controlador, tem mais de 50% da empresa". E o norte-americano garante que vão "cumprir todas as regras" e que não vão pedir "para a Comissão Europeia dar um jeitinho".

A apresentação repetir-se-ia algumas horas mais tarde, numa reunião que juntou perto de 250 quadros da companhia aérea na sede da empresa. A diferença, diz fonte presente no encontro, foi a postura de Humberto Pedrosa, que terá mesmo chegado a emocionar-se enquanto falava do seu compromisso para com a companhia aérea. "Foi emotivo", conta a mesma fonte, e já a terminar terá dito que só lamenta não ter já 40 anos "para poder ter mais tempo para ver o resultado desta aposta". 
Título e Texto: Hermínia Silva, Diário Económico, 25-6-2015

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A marcha da loucura

Paulo Tunhas
Confesso que quando leio ou ouço propósitos sobre a necessidade do “aprofundamento” (horrível expressão) da construção europeia, o que sinto é medo, medo das consequências péssimas que daí podem advir

Não sou historiador, nem economista, nem nunca tirei curso algum sobre a chamada “construção europeia”. O que, em princípio, me aconselha alguma prudência em matéria de opiniões próprias sobre a evolução da União Europeia. E tento ter a tal prudência. Para mais, embirro com argumentos dialécticos, no sentido particular de argumentos suportando visões muito gerais (“fim da história”, etc.) que não são verdadeiramente susceptíveis de análise. Mas confesso que, quando leio ou ouço propósitos sobre a necessidade do “aprofundamento” (horrível expressão) da construção europeia, o que sinto é medo, medo das consequências péssimas que daí podem advir. Porque me parece que esses propósitos, belos e puros que sejam, ignoram o grosso dos ensinamentos empíricos dos últimos anos.

Tome-se, por exemplo, a carta aberta aos presidentes da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu, do Conselho Europeu, do Banco Central Europeu e do Eurogrupo, subscrita por Vítor Bento e vária outra gente. Nela se defende, entre outras coisas, “a criação de uniões bancária, orçamental, económica e política”, e se pede “uma visão clara e ambiciosa para o futuro da Europa”. Não se seguir esse caminho conduziria, quase fatalmente, ao declínio europeu e ao aumento do populismo, do nacionalismo e da xenofobia. Estes propósitos, é claro, são tudo menos originais. De facto, são mesmo uma espécie de ortodoxia no contexto das discussões sobre a União Europeia. Para utilizar a metáfora de Delors, a bicicleta deve andar cada vez mais depressa.

Porque é que isto me parece arriscadíssimo e contrário à boa política? Porque a ideia de uma cada vez maior unidade e de uma quase fusão dos povos europeus por ela implicada é algo ao qual a realidade resiste com todas as suas forças. E, entre vários outros pontos que conviria desenvolver, o populismo, o nacionalismo e a xenofobia são em grande medida, no presente contexto, o resultado de uma já excessiva unidade e não o produto de um seu insuficiente “aprofundamento”. Mais “aprofundamento” traria consigo, quase de certeza, mais nacionalismo, populismo, etc. Alguém ouviu falar do Podemos e do Syriza? Uma grande fuga para a frente faria com que o Podemos e o Syriza parecessem brincadeiras de meninos de coro.

Sobre a declaração do Papa e a crítica aos “cristãos que produzem armas”

Luciano Henrique

Acabei deixando passar batido esse comentário, que deveria ter sido feito há uns 2 ou 3 dias.

O caso é que no último domingo, o Papa Francisco disse que pessoas que fabricam armas ou investem na indústria de armamentos estão sendo hipócritas se chamarem a si próprias de cristãs. A princípio pode parecer que um ateu não deveria se incomodar com isso, mas o problema é que o Ocidente é majoritariamente cristão. E seria um problema se começassem a dar atenção a esse discurso.

Como ele não pode falar de outras religiões que não a dele, e nem de seculares, temos que entender que as orientações do Papa valem para… os cristãos. Bem, melhor seria se ele se dirigisse aos católicos, que não representam todos os cristãos, pois há uma grande proporção de evangélicos e outras denominações.
Seja como for, a título de argumento, aceitemos que o Papa falou “dos cristãos”.

Disse ele: “Se confiarem apenas nos homens, terão perdido”. A consultoria papal sobre segurança nacional teve mais esta pérola: “Isso me faz pensar em… pessoas, gestores e empresários que se dizem cristãos e fabricam armas. Isso leva a um tanto de desconfiança, não é?”.

Em seguida, ele lembrou a tragédia do Holocausto. Porém, se os cristãos tivessem seguido as ordens do Papa, não teriam armas para tirar Hitler do poder. Lembre-se que, para o Para produzir armas é coisa de quem “não pode ser cristão”.

A doença genética

Alberto José

Há cinquenta anos, para afastar os comunistas, os militares colocaram um preposto como interventor no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

Essa entidade arrecada cerca de R$ 300 milhões dos parcos salários de todos os trabalhadores que são obrigados a esse desconto mensal. Agora, depois de muitas denúncias o Ministério Público descobriu um roubo de R$ 300 milhões no sindicato. E descobriu que toda a família está "trabalhando" para o sindicato auferindo salários entre R$ 10 e 25 mil!

Na casa do atual interventor, filho da primeira titular, foram encontrados e confiscados carros de luxo, lancha, jet sky, etc. Ele tem ainda dois aviões, um helicóptero e uma empresa de táxi-aéreo!

No Sindicato dos Porteiros e Empregados de Edifícios os diretores, suas mulheres e filhos, fizeram viagens à Europa "em Primeira Classe e Executiva"!

Enquanto isso o associado trabalha duro para contribuir para essa roubalheira! Não é só na Petrobras que tem ladrão; sindicatos e fundos de pensão estão cheios dessa espécie! 
Título, Imagem e Texto: Alberto José, 24-6-2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Projetos de lei...

Valdemar Habitzreuter

Projetar, lançar raízes seguras.
Assim, se vão as tristes agruras.
Sim, garantir um porto seguro.
É isso, vislumbrar um belo futuro.

É isso tudo mesmo o projetar?
Há certeza, tudo isso possa se dar?
Ou melhor seria PL (31/2014) recordar?
Virou lei, mas sem futuro a nos desejar!

Mas então, o que fazer?... Projetar.
De projeto em projeto 'si va lontano' devagar.
Eis, pois, outro projeto: PL (02/15) a nos aguardar.
Será lei? Ou não dará mais direito a projetar?

Junho, dia 30, o possível dia D com d de dar:
Esperança? Alegria? A vida com sorriso a nos acompanhar?
Mais um projeto com raízes podres a sustentar O sonho de vida de velhinhos que têm muito ainda a sonhar? 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 24-6-2015

Fomos descobertos!

Rodrigo Constantino
Está circulando um texto pelas redes sociais (não vou colocar o link para não dar ibope de graça) apontando toda a origem do financiamento dos diferentes movimentos liberais brasileiros: grupos americanos que querem desestabilizar governos sociais como o da Venezuela e o do Brasil. A eles se juntam a Opus Dei e a CIA (mas essa ainda não foi descoberta, pois tudo que faz é ultra-secreto, como sabem).

Como prova desses poderosos tentáculos internacionais, que deixam no chinelo a Fundação Ford ou George Soros, tradicionais financiadores da esquerda tupiniquim, divulgo uma foto de um desses nossos encontros secretos, com o colunista português João Pereira Coutinho. Como sabem, Coutinho controla uma vasta rede de financiadores lusitanos, e eu e Bruno Garschagen tentamos arrancar dele alguns milhões para os projetos golpistas no Brasil. Nosso querido patrício ficou de pensar com carinho. Enquanto isso, ofereceu um bom café após o almoço. Já é um começo... 


Título, Imagem e Texto: Rodrigo Constantino, 24-6-2015

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Afinal, onde está o João Santana?

Cesar Maia
           
1. Nos últimos anos, espalhou-se o mito que a publicidade é o mais importante ministério dos governos. A curva de gasto dos governos com propaganda – incluindo publicidade, patrocínios, promoções esportivas e culturais, incentivos fiscais com seus logotipos, marcas em eventos, testemunhais de comunicadores, etc. – é exponencial. Difícil calcular, pois aparece distribuída e não concentrada na rubrica publicidade.
           
2. Aliás, seria uma boa medida os tribunais de contas, ou mesmo uma resolução do senado, determinar que todo esse gasto fique alocado em uma só rubrica. Somando tudo o que se gasta em um ano em propaganda do governo federal, estados, municípios e empresas dos governos, se iria a mais de R$ 10 bilhões por ano, talvez mais próximo de R$ 15 bilhões.
           
3. Uma máxima de propagandistas de governos, de uns 80 anos atrás, já lembrava que “não há um bom governo sem uma boa publicidade, mas também não há uma boa publicidade sem um bom governo”. Outra máxima centenária ensina que “... não se engana todo mundo o tempo todo”.
           
4. A nossa Constituição – até ingenuamente – proibiu publicidade dos governos com o nome dos governantes. Mas se esqueceu de que a vinculação não precisa de nomes, mas de marcas. E mais grave, distorceu o processo democrático na medida em que os governos têm direito a fazer qualquer propaganda e a oposição não. E com o dinheiro dos impostos. Nos Estados Unidos e na Europa governos são proibidos de gastar dinheiro com publicidade.
           
5. “Quero morar na propaganda do governo da Bahia”. Quero Morar na Propaganda do Governo da Bahia fez sucesso no YouTube ironizando com um ‘contra-jingle’ a propaganda do governo. O uso e abuso da TV nas campanhas eleitorais brasileiras tem se aproveitado de um certo alheamento do eleitor com a política e durante os 45 dias de campanha na TV recriam os governos mostrando fatos e feito virtuais, pagando jingles e depoimentos... E elevam a aprovação aos governos que disputam a reeleição.

Atividades de Aposentados


Um estudo recente da Universidade de Harvard sobre o que fazem os aposentados chegou às seguintes conclusões.
Dedicam-se basicamente a 3 coisas: BANCO, BOLSA E INVESTIGAÇÃO.

O BANCO em centros comerciais, parques e jardins, onde passam sentados parte do dia.

A BOLSA das compras no supermercado que têm que carregar, e a BOLSA do lixo para jogar fora.

A INVESTIGAÇÃO DIÁRIA: Onde raio deixei as chaves? Onde pus a carteira? Onde larguei os óculos? Como se chama o cara mesmo? Qual era mesmo o assunto ?!... 
Via Alberto José, 24-6-2015

As duas mais recentes demandas a um tribunal internacional

José Manuel
Vamos tentar levar ao conhecimento de uma forma simples mas didática a todo grupo de participantes do Aerus, em especial aos que já estão se disponibilizando a fazer parte em um grande esforço para levar o nosso caso a um tribunal internacional de direitos humanos, e o que isto tem a ver com este grupo de milhares de pessoas do Aerus, cada vez mais perseguido por órgãos públicos, que teriam, em princípio, que dar o exemplo em cumprir leis e sentenças que emanam dos próprios poderes executivo e judiciário, em salvaguarda a seus cidadãos. 

Lei  nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, ou como queiram  chamar, " Estatuto do Idoso "

AS DUAS FACES DE UMA  MOEDA

A notícia a seguir é de 10-06-2015 e a fonte jornalística é o G1

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (Tedh) começou a examinar nesta quarta-feira (10) o caso da morte em Londres do brasileiro Jean Charles de Menezes, que a polícia britânica matou por engano em 2005 ao confundi-lo com um terrorista.

Quase 10 anos depois da morte de Jean Charles, os advogados da família questionam ante os juízes europeus o tratamento judicial dado ao caso no Reino Unido, onde nenhum policial foi processado individualmente porque a promotoria considerou que não existiam provas suficientes.

A Grande Câmara, principal instância do Tedh, formada por 17 juízes, anunciará o veredicto dentro de vários meses e sua decisão será definitiva.

A demanda, apresentada no tribunal de Estrasburgo por uma prima da vítima, tem por objetivo obter uma condenação das autoridades britânicas por atentar contra o direito à vida, com a alegação de uma ausência de investigação efetiva sobre os fatos.

"A opinião pública deve ter confiança no fato de que os funcionários que abusam do direito de matar serão obrigados a prestar contas", afirmou durante a audiência Hugh Southey, advogado da demandante.

Como se pode perceber nesta notícia, a Inglaterra não tomou as necessárias providências à elucidação do caso em questão, preferindo esquivar-se do caso, e oferecendo uma ridícula indenização de cem mil libras, após a reação internacional, desconsiderando o fato de que existe uma instância jurídica internacional, da qual é um país signatário e talvez por ter sido apenas um sul-americano, sem maiores admoestações futuras ao Reino. Erro de julgamento grave e que a qualquer momento pode colocar a Inglaterra no banco dos réus novamente em um tribunal internacional.

Imagens do Rio Negro

As fotos e legendas são de Alberto José, junho de 2015

Manaus

Dança dos Tukanos

Dança dos Tukanos

Crianças da tribo

Neeleman: “Podem confiar na gente”

David Neeleman e Humberto Pedrosa, os compradores da TAP, prometem novas rotas para a transportadora. "Puxa vida, sinto-me muito grato por esta responsabilidade", diz o empresário


Liliana Valente
Ainda não mandam na TAP, mas já têm planos para médio prazo. David Neeleman e Humberto Pedrosa prometem novas rotas para os Estados Unidos e para o Brasil. No dia da assinatura do contrato, os dois empresários dizem que tudo vão fazer para ganhar a confiança dos clientes, trabalhadores e fornecedores. “Podem confiar na gente”, disse David Neeleman.

Os dois empresários assinaram esta manhã o contrato – que ainda vai ter de ser sujeito à aprovação do regulador português e de Bruxelas – e prometem um “compromisso de crescimento” da empresa. No discurso de assinatura do contrato, o empresário português, Humberto Pedrosa, garantiu que “a TAP continuará a ser uma empresa portuguesa” e que o objetivo é “fazer crescer sustentadamente, num projeto de longo prazo, ambicioso mas sólido e realista”. A TAP, garantiu, “vai continua a ser a nossa empresa bandeira, um motor de crescimento do país e uma referência a nível internacional”, finalizou o empresário.

David Neeleman, o sócio brasileiro-americano do consórcio, fez um discurso mais emocional querendo passar a ideia que está “orgulhoso” e “feliz” pela compra da empresa. “Puxa vida, – é brasileiro – eu sinto-me muito grato por esta responsabilidade”. “Pode confiar na gente. Vamos fazer todo o esforço para criar uma grande empresa”, disse.

Trotskistas-marxistas-maoístas Unidos

Maria João Marques
Talvez tenham falhado umas aulas de História e outras de Economia e não tenham reparado que os programas económicos dos extremos da esquerda e da direita tendem a ser parecidos. E não só na Grécia.

Em 2009, antes das eleições europeias desse ano, fui numa viagem de bloggers a Bruxelas a convite do eurodeputado Carlos Coelho. A minha principal ocupação na viagem foi atormentar Duarte Marques, que estava então em Bruxelas e foi organizador e anfitrião da viagem, com as minhas restrições alimentares (estava grávida e provavelmente originei temores noturnos com a ideia de uma grávida morena a perguntar se determinado prato é cozinhado com queijo pasteurizado). Mas nos intervalos das minhas malfeitorias consegui apreender coisas interessantes.

A primeira – muito chocante para as minhas suscetibilidades liberais, sobretudo quando num estado hormonalmente peculiar – foram as proclamações orgulhosamente socialistas dos membros do PPE, que (dizem) agrupa os partidos de centro-direita europeus. Desde Carlos Coelho afirmando com brio que o PSD estava na esquerda do PPE, até o secretário-geral do grupo parlamentar do dito partido proferir as mesmas arengas anticapitalistas com que o candidato do PS às eleições europeias por cá nos fustigava (e Martin Kamp fala português, pelo que nem houve desvios com a tradução), tudo foi feito para que eu concluísse que a existência de direita no parlamento europeu é a mãe de todos os mitos urbanos.

O ‘haraquiri’ de Alex Tsipras

Renato Santos
Eleito pelo povo grego para travar a austeridade que varre o país, pelo menos, há cinco anos, Alexis Tsipras acaba de rasgar a confiança que lhe foi dada.

Quase todas as promessas caíram por terra. Os gregos terão de suportar mais oito mil milhões de austeridade para receberem já 7,2 mil milhões de euros, mais 10,9 mil milhões destinados à recapitalização da banca e ainda 35 mil milhões de fundos do plano Juncker.

Este é o valor do sabre japonês oferecido pelos credores para que Tsipras convença o seu governo de que mais austeridade até é bom. Uma lição para a oposição em Portugal, em particular para o PS, que vende a ideia de que a austeridade vai terminar com a mudança de Governo. Já Passos Coelho nunca se deve esquecer que a Grécia faz parte do maravilhoso mundo do euro.

Bruxelas apoia acordo com a Grécia - até circula no corredores uma reestruturação de dívida no futuro -, mas o sonho do Syriza pára ao fim de cinco meses e o ‘haraquiri' (suicídio de honra) de Tsipras coloca-o como líder do governo a prazo. A confiança ficou na lâmina do sabre. 
Título e Texto: Renato Santos, Diário Económico, 24-6-2015