quarta-feira, 11 de novembro de 2020

[Foco no fosso] Escolhendo o odor

Haroldo Barboza 

Quando pensamos que chegar ao “fundo do poço” significa que abaixo deste ponto não se pode passar, eis que a exploração do pré-sal nos desmente sem cerimônias. 

Assim sendo, no que se refere à qualidade de vida, uma pessoa que esteja desempregada, facilmente imagina ter chegado ao ponto zero na escala social. 

Mas, ainda tendo onde comer, beber e dormir, pode momentaneamente esquecer que as ruas estão lotadas de pedintes que disputam alguns alimentos até com seus cães de estimação. 

E entre estes, alguns se sentem em condições de “luxo” por terem os pedaços de papelões e trapos rasgados para dormirem sob viadutos. 

E agora? Ainda é possível descer mais? 

Para quem não tem um viaduto ou marquise como teto, parece que não. Realmente precisam de ajuda de uma sociedade que possa cuidar destas exceções (elevadas entre nós) que deveriam nos servir de farol. 

Mas os que ainda nutrem esperanças de voltarem a patamares bem melhores, o risco de queda permanece latente. E piora cada vez que VOTAM nos mesmos, que apesar de já terem se apropriado de verbas anteriores, ainda desejam acumular mais divisas, talvez pensando na estabilidade de seus trinetos (que devem nascer dentro de 30 anos). 

Quem no momento se considera a salvo do horror que se anuncia para os próximos 15 ou 20 anos (pobres netos nossos), acomodado por ainda poder usar canais fechados de tv, mostre que continua bem anestesiado e contribua para que os alicerces da miséria fortaleçam. 

Ou, não tendo a oportunidade de criar uma ação cívica capaz de agitar nossas almas de”penadas”, que pelo menos demonstre seu nojo por este sistema podre através do VOTO NULO. 

Esta oportunidade só aparece a cada 2 anos. 

Título e Texto: Haroldo Barboza, novembro de 2020 

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