quinta-feira, 31 de março de 2022

[Aparecido rasga o verbo – Extra] Se correr o bicho pega... se ficar...

Aparecido Raimundo de Souza

EM VISTA DO VÍDEO [abaixo] que me enviaram, não poderia ficar calado. Serei curto e grosso. “Se fugir, o bicho pega, se ficar, o bicho, come”. Todavia, de excelente tom acrescentar: “SE UNIR, o BICHO SOME”. Se escafede, vai para os quintos do inferno.

Existem certas desgraças que se acham Deus. Agem como Ele. Falam como se fossem donos da Lei. Na verdade, esses ratos de esgoto são como doenças incuráveis que entram em nossas vidas e nos levam para o abismo.

Alexandre de Morais, é deus. O céu dele é o mais esquisito possível. O cara é o todo poderoso. Tão drástico, quanto fraco, tão altivo, quanto débil, tão senhor de si, quanto anêmico e depauperado.

Dificilmente essa criatura será vista como um normal, andando sozinho pelas ruas, seja pelas avenidas de Brasilia, seja chafurdando nos “bueiros” de São Paulo, ou qualquer outra viela ou algum desvão da puta que pariu.

Eu, por exemplo, sou um cara livre. Não sou ministro, não sou Deus. ando de cabeça erguida. Não preciso de um bando de seguranças em meus calcanhares. Ser ministro para viver preso em meu próprio martírio, vexado em um tormento particular, usque prisioneiro da minha própria imbecilidade galopante... melhor ser um sujeito do povo, um Mané podendo ir e vir, vir e ir sem ter medo ou receio de qualquer porra maluca que acaso pintar pela frente.

Resumindo: mais propício e menos trabalhoso, mais tranquilo e confortável ser um ilustre desconhecido -, ou dito de forma bem simples, humilde e abrangente: melhor ser um jornalista zero à esquerda... ou um deputado “amalucado” que mostre a fuça e diga a que veio, que viver às escondidas.

Viver como certas criaturas vivem, à margem do medo, ou apoiadas em seguranças vinte e quatro horas, se borrando todo, como de temessem o próximo puteiro, não é viver, é VEGETAR. Entre viver e VEGETAR, prefiro mil vezes a minha vidinha pacata de escrevinhador.

A minha caneta pode não ter a força mágica de um inoxidável ministro da corte, contudo, a minha “bailarina” (o mesmo que caneta), essa sim é a minha Eterna e sofisticada Corte Suprema).

O resto, Senhoras e Senhores, o resto são figuras decorativas e supérfluas. Pinturas cujas tintas sumirão com o tempo. Eu, na minha vidinha serena e quieta, desconhecida de todos, não necessito me impor em nome de uma Constituição borrada e respingada de merdas.

Tampouco seguir atarracado em Leis vazias e ocas, em artigos frívolos e levianos, incoerentes, é, pior, regidos por senhores forbilóticos e bárbaros, deuses falsos, entidades carnavalescas e “girafaleanas” que tentando a todo custo, serem semelhados ou semelhantes à Deus, D’Ele fogem como o tinhoso e seus apaniguados diante da Cruz Gloriosa.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Interlagos, São Paulo Capital. 31-3-2022 

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Além de beldroega com as mãos cheirando a estrume da morte

2 comentários:

  1. Concordo com vc Aparecido em genero, número e grau

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  2. Mas ao que tudo indica, quando o 'Xerife' prometeu mexer no bolso do 'deuputado' e abocanhar ou bloquear os seus tostões e as merrecas de suas continhas... o macho A M A R E L O U.
    Latir e depois 'deslatir', é a mesma coisa que cagar evacuando um monte de merdinhas e cocos e depois sair pela 'tengente'limpando a bundinha... Entendo que se falou, tá falado. Assume. Para trás, nem para pegar impulso.
    Carina Bratt
    Ca
    de Campinas, São Paulo.

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