terça-feira, 8 de novembro de 2022

Ana Paula Henkel anuncia saída de Os Pingos nos Is

Comentarista política revelou que a demissão de Augusto Nunes foi fundamental para a sua tomada de decisão

Edilson Salgueiro

A comentarista política Ana Paula Henkel anunciou sua saída do programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 7. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a colunista da Revista Oeste explicou que a demissão do jornalista Augusto Nunes foi fundamental para a sua tomada de decisão, assim como a censura imposta à emissora pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ana explicou que a restrição a seus comentários sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula daSilva (PT) durou até o fim das eleições, em 31 de outubro. “Desde o resultado da última eleição presidencial, nossos microfones foram abertos novamente”, salientou. “Não houve nenhuma restrição para os meus comentários durante a semana que passou.”

A comentarista participa de Os Pingos nos Is desde 2020, quando aceitou o convite de Nunes. “Augusto foi quem me levou à Jovem Pan e quem de fato me manteve na equipe de Os Pingos nos Is quando, por várias vezes, tentei sair do programa”, revelou. “Seguir no programa sem a perspectiva da volta do Augusto é praticamente impossível. Por isso, pedi meu afastamento.”

Onda de demissões

Na segunda-feira 31, a Jovem Pan anunciou as demissões de Nunes e Guilherme Fiuza. Cristina Graeml e Guga Noblat, que também compunham a equipe de comentaristas da emissora, seguiram o mesmo caminho.

Nunes estava afastado da Jovem Pan desde 25 de outubro, por ter usado termos censurados pelo TSE e pela emissora. Durante Os Pingos nos Is exibido um dia antes de seu afastamento, o comentarista disse que o ainda candidato Lula é “ladrão”, “amigo de ditador”, “ex-presidiário” e “descondenado”. Depois da exibição do programa, o vídeo foi retirado do YouTube. O conteúdo voltou ao ar sem o trecho proibido.

“Autorizado pelo vídeo em que o TSE negou a existência de censura da Jovem Pan, resgatei no programa de ontem quatro expressões proibidas”, disse o jornalista. “Hoje, pressionado pelo TSE e por Lula, a direção de jornalismo da Jovem Pan dispensou-me dos Pingos até segunda que vem. Continuarei dizendo o que penso na Revista Oeste.”

Em consequência da forte repercussão das declarações, Nunes foi aconselhado pela editora-chefe da TV Jovem Pan News, Mariana Ferreira, a ficar fora de Os Pingos nos Is até 31 de outubro.

Título e Texto: Edilson Salgueiro, Revista Oeste, 7-11-2022, 20h22

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2 comentários:

  1. O programa perdeu seu espírito, sua alma.

    Pode até continuar e ainda ter audiência, mas agora, depois de todos as perdas, será um outro programa com o mesmo nome.

    O grande problema do jornalismo é esse: é apenas um negócio que, como os outros negócios, quer sobreviver, independente de qual seja a ideologia do governo. Mas creio que foi uma avaliação equivocada de mercado. Metade da população, a mais “animada”, agora está na oposição. É esse o público que vai dar mais audiência. Mas é preciso ter “culhão”, como se diz no popular. Quem não aguenta a pressão, como a Jovem Pan, já está “pedindo penico”.

    Somos nômades.

    Adeus, “Pingo nos Is”.

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  2. Devidamente restabelecido em solo europeu, de onde nunca deveria ter saído, hoje retorno aos comentários desta conceituada revista Oeste, a qual se destaca em meio a dezenas de corrompidos e falsos brasileiros. Refiro-me aos canais de TV (aberta e fechada) e imprensa escrita (jornais e revistas).
    Óbvio que a ressaca pós eleitoral ainda se faz presente. Como óbvio também é, o desmantelamento de grupos pró CONSERVADORISMO. Há que se fazer algumas reflexões sobre este “abandono de trincheiras” efetuado por alguns. Que já era sabido e incansavelmente dito por Olavo de Carvalho, este abandono se dá num exato instante onde não deveria se dar, ou seja, após uma eleição ardilosa e farsante.
    Juntam-se os cacos e seguimos adiante, a guerra não termina numa eleição perdida, dizia o professor. Frisa-se: “Uma eleição transbordada de decisões ilegítimas e anticonstitucionais”. O inimigo jogou sujo! Inimigo sim, pois estamos diante de um cataclisma social, num país que, poderá ser regido por um bandido condenado e toda sua gang morta de fome e sede de vingança.
    Um país que abrirá de vez suas fronteiras ao narconegócio. Quem acompanha os noticiários diários do México, Bolívia, Colômbia, Panamá e Nicaragua, sabem do que estou afirmando, e não é de hoje. A saída dos comentaristas conservadores de uma recente emissora de TV, não pode ser visto como o passo a ser seguido.
    A voz conservadora haverá de sobreviver. E não será apenas numa TV. Ela será falada, escutada, debatida e refletida nos meios sociais, nos bares, nos restaurantes, nos churrascos familiares, na partida de futebol entre amigos, nas escolas, nas faculdades, no trabalho e nos poucos espaços da imprensa “invendível”.
    Quem pinta o horizonte e caminha até ele e é o(a) próprio(a) cidadão(ã). Opinião e razões distintas, todos as tem. Já as atitudes e protagonismos, poucos são premiados.
    Até breve…

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