sexta-feira, 3 de julho de 2015

SCR - Sterile Cockpit Rule

Alberto José

O plano de voo está sendo estudado e os pilotos se preparam para uma importante decolagem até atingir o nível de cruzeiro.

É necessário adotar a regra SCR (Sterile Cockpit Rule) para não comprometer os procedimentos para uma decolagem sem incidentes.

A porta do cockpit tem que ser fechada para evitar a entrada de dúvidas infundadas, questionamentos intempestivos, críticas pessoais e outras mazelas que interferem na pilotagem e dificultam alcançar o objetivo pretendido.

Essa operação será muito importante e não poderá estar sujeita ao clima desestruturador que tem ocorrido durante as nossas campanhas pelo Aerus!  
Título e Texto: Alberto José, 3-7-2015 

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MAIORIDADE PENAL- Presidente da OAB e parlamentares de esquerda se unem contra a esmagadora maioria da população, contra a Constituição, contra o Regimento da Câmara e contra a jurisprudência do Supremo. Dizer o quê? Vão estudar!

Reinaldo Azevedo
Vamos lá. Vamos botar alguns pingos nos is. O governo, as esquerdas e a Ordem dos Advogados do Brasil resolveram se unir contra a esmagadora maioria da sociedade brasileira na presunção de que esta não sabe nada, é estúpida e precisa ser tutelada. E também se juntaram contra a Constituição, o Regimento Interno da Câmara e a jurisprudência do STF. Marcus Vinicius Furtado Coelho, presidente da OAB, afirmou que a entidade vai recorrer ao Supremo com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade caso a proposta de redução da maioridade penal para alguns crimes seja realmente rebaixada de 18 para 16 anos. Endossando argumento exótico de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, afirma que a maioridade aos 18 é uma cláusula pétrea.

É uma afirmação realmente impressionante. O leitor tem de saber que uma “cláusula pétrea” — dispositivo constitucional  que não será objeto de deliberação nem por emenda — não é uma questão subjetiva, de opinião. Não se trata de mera impressão. Fosse assim, cada nova composição do Supremo diria o que pode e o que não pode ser alterado. A própria Carta diz o que é intocável no país. Está no Parágrafo 4º do Artigo 60. Reproduzo para vocês.

§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais.

Muito bem! Como a maioridade penal não atenta contra a federação, não muda a natureza do voto, não ameaça a separação entre os Poderes, só poderia ser cláusula pétrea se estivesse no Artigo 5º da Constituição, justamente o dos direitos e garantias individuais. E não está. A maioridade está no Artigo 228. E, por óbvio, não é cláusula pétrea.

É um acinte à inteligência a argumentação do presidente da OAB. Eu realmente espero que a proposta seja aprovada só para que o Supremo tenha a chance de se pronunciar a respeito.

Suposta manobra de Cunha

O mesmo Artigo 60 tem um Parágrafo 5º que estabelece o seguinte:
“§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.”

O que é “sessão legislativa”? É o período de funcionamento do Congresso no ano. Logo, segundo o que vai acima, aquele texto da maioridade rejeitado na terça só pode ser apresentado a partir de novo no ano que vem. OCORRE QUE O TEXTO APROVADO NA QUINTA NÃO É O DE TERÇA, PARA COMEÇO DE CONVERSA. MAS ESSE NÃO É O ARGUMENTO PRINCIPAL.

Os IncisoS II e V do Artigo 191 do Regimento Interno da Câmara são arreganhados na sua clareza. Diz o II: “O substitutivo de Comissão tem preferência na votação sobre o projeto”. Estabelece o V: “Na hipótese de rejeição do substitutivo, ou na votação de projeto sem substitutivo, a proposição inicial será votada por último, depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas”.

A culpa não é dos líderes europeus

João Marques de Almeida

A Europa está a pagar um preço elevado por erros cometidos nos anos 1990. Mas ninguém gosta de falar disso: a narrativa politicamente correta elogia o suposto “europeísmo” de Kohl, Mitterrand e Delors

Não há artigo sobre a Grécia, ou a crise dos imigrantes em Itália que não acabe com críticas e ataques aos líderes europeus. Invariavelmente, são “egoístas”, “fracos”, “populistas”, e “não entendem a ideia de solidariedade europeia”. Há várias razões para explicar o tom crítico. Desde logo, em Portugal, a maioria dos cronistas acredita que o seu papel é atacar o poder e os governos. Se não o fizerem sentem-se como aqueles avançados que chegam ao fim do jogo e não marcaram um golo. Escrever em público exige atacar os líderes políticos, e quem não o faz ou, pior, comete o pecado de defender o governo “está ao serviço do poder” ou “quer um tacho” (normalmente, as críticas dizem muito sobre quem as faz). Em Portugal, quase toda a gente que escreve em público tem o pavor de ser acusado de estar aliado ao poder.

Em segundo lugar, a “Europa” deixou de enviar “envelopes de dinheiro” e agora exige que se respeitem as regras que todos assinaram. A “solidariedade” significa apenas dar dinheiro. Mas nunca o respeito pelas regras que acordamos com os nossos parceiros. Curiosamente, a maioria dos que atacam agora a Europa, defendeu o Tratado de Maastricht e a entrada de Portugal no Euro. Será que leram os Tratados com atenção? Será que refletiram devidamente nas consequências do que defenderam? Será que consideraram a importância de se respeitar as regras acordadas e assinadas? Alguém obrigou Portugal a aderir ao Euro? Ou achavam que as regras eram irrelevantes? Sei muito bem que a Alemanha e a França foram dos primeiros a violar as regras do Euro. Na altura, critiquei os governos de Schroeder e de Chirac (mais do que uma vez e por várias razões). Mas outros, que passam agora a vida a criticar Merkel, mantiveram-se calados perante os abusos franco-alemães.

A Europa está a pagar um preço muito elevado por erros cometidos durante a década de 1990. Mas quase ninguém gosta de falar disso. Pelo contrário, a narrativa politicamente correta elogia o suposto “europeísmo” de Kohl, Mitterrand e Delors. Esse “europeísmo” não foi mais do que defender os interesses nacionais da Alemanha e da França, no caso dos dois primeiros, e dos dois países, no caso do último. Num momento de enorme franqueza, um dia um velho funcionário da Comissão Europeia (daqueles que nunca perdeu a lucidez apesar de décadas em Bruxelas) disse-me: “O sucesso e a popularidade de Delors resultou de três princípios: no essencial, fazer sempre o que Paris e Bona (depois Berlim) queriam: atacar o Reino Unido e enviar dinheiro para os países do sul da Europa.”

Vitória do McDonald’s contra o paternalismo estatal

Rodrigo Constantino

Por acaso almocei hoje no McDonald’s. Tinha que ir no “summer camp” da minha filha ver uma apresentação e não tinha tempo para cozinhar. Foi o jeito: encarar aquelas deliciosas calorias e depois tentar compensar na academia. Fiquei um tanto espantado, porém, com a lanchonete vazia em pleno horário de pico do almoço. Pensei: “Pode ser um caso isolado, mas também pode ser o efeito de tanta propaganda contra o junk food num país com muitos obesos”.

Como muitos sabem, a campanha por uma alimentação mais saudável é liderada aqui por ninguém menos que a primeira-dama, não exatamente um ícone da elegância slim. Não fui checar, por um misto de preguiça e desinteresse, se as vendas gerais do McDonald’s estão subindo ou caindo.

Mas fiquei feliz ao ler na coluna Radar, de Lauro Jardim, sobre a decisão da Justiça brasileira envolvendo o McDonald’s e o instituto Alana, aquele dos herdeiros do Banco Itaú que quer controlar cada vez mais o que os nossos filhos podem ou não ver na televisão. Eis a notícia:

O desembargador Fermino Magnani Filho, do TJ-SP, deu fim anteontem a uma sucessão de recursos e tentativas do Procon e do Instituto Alana de multar o McDonald’s em 3,3 milhões de reais por acreditar – veja só – que a rede não deveria fazer propaganda de  seus produtos.

A saga judicial, que começou em 2010, por causa de uma das campanhas do McLanche Feliz, foi anulada pelo TJ por três votos a zero.

O molho da decisão veio do texto do relator, que se baseou em quatro premissas: a sociedade brasileira é capitalista; cabe à família dar a boa educação aos filhos; crianças bem educadas saberão, certamente, resistir aos apelos consumistas. E, finalmente, o Estado não pode sobrepor-se às obrigações familiares de forma paternalista.

Segundo ainda o desembargador, “ao defender o fim de toda e qualquer comunicação mercadológica que seja dirigida a crianças”, o próximo passo do Alana será a “reivindicação de censura publicitária a outros grupos tido como vulneráveis como idosos, gestantes, vestibulandos, etc”.

Católicos da Síria: heroísmo até o martírio – o testemunho de uma moça católica

Luis Dufaur
Mireille Al Farah, jovem síria que vive na Espanha e que não pode voltar a seu país desde que começou a enganosa Primavera árabe, contou seu drama no I Congreso Internacional sobre Libertad Religiosa realizado em Madri. Ela chora durante a comunhão, rezando pelos católicos perseguidos em seu país.

Mireille no I Congresso Internacional sobre Liberdade Religiosa, Madri

“Os pais de família nunca saem juntos à rua, para que os filhos não fiquem inteiramente órfãos” em caso de atentado mortal, relatou.

Ela contou que antes da investida islâmica, os católicos sírios “manifestávamos publicamente nossa fé, vivíamos sem medo, até que de um dia para o outro nos deparamos com a atual situação: atentados, sequestros, violações, você está em sua casa e te cai um obus de morteiro...

“Os bombardeios são diários. Com as tecnologias GPS eles sabem localizar os bairros cristãos e selecionar as vítimas. Eu perdi treze parentes, um deles foi meu primo Shami, que morreu quando tiro de morteiro caiu sobre ele um”.

Sobre a situação em Damasco, a capital síria, ela narrou: ”Nas horas que temos exames, aumentam os ataques, porque não querem que a gente vá às faculdades ou às escolas. Passamos muitas horas sem água, sem força… a gente tem de fazer o que pode para sobreviver, e isso é em Damasco, que é a capital síria”.

O país que precisa de ser salvo de si próprio

Paulo Ferreira
O que o Syriza conseguiu com a sua cegueira ideológica foi, tão só, matar qualquer hipótese de se chegar rapidamente a uma alternativa decente, equilibrada e exigente para o problema grego

Foto: Sakis Mitrolodis/AFP/Getty Images

Pobre Grécia. Décadas consecutivas de governos que permitiram a corrupção, alimentaram clientelas variadas e se tornaram representantes de interesses ilegítimos que capturaram o Estado, levando o país à bancarrota. Um resgate financeiro mal desenhado e pior executado, que não resolveu a emergência financeira, apesar de 240 mil milhões de empréstimos e de um perdão de metade da dívida. E agora um grupo de lunáticos legitimamente eleito, que coloca a ideologia extrema à frente dos mais básicos interesses do povo, que em apenas cinco meses voltou a fazer cair uma economia que começava, lenta e dolorosamente, a crescer, que já provocou o encerramento dos bancos e o racionamento de dinheiro, que está a pagar as pensões a conta-gotas, falhou o pagamento ao FMI e lançou o caos num país massacrado.

Já vimos este filme várias vezes, em vários cantos do mundo, em vários tempos. Há radicalismos ideológicos que, de tão iluminados que são, cegam quem tente olhar para eles para lhes ver a virtude.

O Syriza chegou ao governo com a promessa, por muitos apadrinhada, de ter a alternativa à austeridade. Esqueceu-se de acrescentar que dispensa as medidas duras mas nunca os financiamentos dos outros países.

Morra Sansão e todos os que aqui estão

Manuel Villaverde Cabral
Escolhi um título bíblico que ilustra o que o Syriza já fez na Grécia e quer continuar a fazer: «Morra Sansão e todos os que aqui estão», pois o matador não sobreviverá por muito tempo às suas vítimas

Foto: Sakis Mitrolodis/AFP/Getty Images

Estou há dias à espera dos últimos volte-faces das negociações entre o Syriza e a Zona Euro (ZE) a fim de escrever o que penso a este respeito. Vários outros títulos me ocorreram: «A atracção pelo abismo», «A vertigem do caos» ou simplesmente «Quanto pior, melhor!», que é a maneira de pensar típica assumida por todas as formas de oposição às medidas de austeridade fiscal e de ajustamento das políticas públicas perante a deriva despesista de vários governos da UE, entre as quais as do governo Sócrates (2005-2011), perante a grande recessão desencadeada nos USA em 2007.

Subitamente sou surpreendido, como toda a gente, pelo anúncio inopinado de um referendo ad-hoc destinado, basicamente, a tentar ilibar o Syriza do ónus daquilo que tem estado a suceder na Grécia desde o dia em que aquele partido de origem estalinista (o PC grego dito do «interior») chegou ao poder. E só lá chegou graças à adesão de grande parte do eleitorado do PS local por causa das medidas da troika impostas ao duo oligárquico que alternava no governo desde o fim da ditadura militar… Seja qual for o desenlace deste referendo manipulado desde o início, quem perderá de certeza será a esmagadora maioria da população grega, pois mesmo no caso de a maioria votar SIM, o desfecho final da crise política provocada pelo Syriza estará longe e a Grécia terá de pagar um preço muito alto.

Perante mais este truque de prestidigitação que a dupla Tsipras-Varoufakis tem vindo a produzir como pseudo-negociação, ficou claro para todas as pessoas minimamente atentas, lá como cá, que o actual governo grego não só não pretende chegar a qualquer acordo, como terá decidido, desde sempre, sair do euro, isolar a Grécia ainda mais do que já estava, se possível rebentar com a moeda única, pelo menos com Portugal e eventualmente outros países do ajustamento, assestando desse modo um golpe de proporções inéditas na UE, até pelas suas manifestas dimensões geopolíticas.

Um peso, duas medidas...

Valdemar Habitzreuter
Lamentável! Aliás, o que não é lamentável neste nosso Brasil? Tudo parece transcorrer às avessas nesta nossa re(s)pública. Aqui, quem mais pode em esperteza e subterfúgios se garante uma vida esplêndida, mesmo que isso fere os princípios da ética e jogue à margem muitos que se esforçam e labutam honesta e dignamente para ter um lugar ao sol.

O reajuste salarial para o judiciário é um acinte de desrespeito para com todos os trabalhadores deste país, achacados com pesados impostos, contribuindo para que uma minoria esperta possa usufruir de estratosféricos salários.

Os conceitos de dignidade e pessoa perderam seu sentido próprio para o judiciário, daí um peso e duas medidas! Segundo o conceito de pessoa, todos temos o mesmo peso em dignidade. Essa dignidade faz com que o ser humano seja considerado como pertencente a um reino dos fins, como nos adverte o filósofo Kant. O termo reino, para ele, significa a ligação que os homens estabelecem entre si por meio de leis comuns. Isto quer dizer que ninguém pode ser considerado como mero joguete nas mãos de outro ser humano servindo de meio para alcançar seus interesses egoístas. No entanto, não é assim que pensam os eminentes magistrados. Aplicam medidas diferentes para que a balança penda para o seu lado. Deveriam aprofundar-se na filosofia kantiana...

A lei moral, que palpita conscientemente em todos nós, é categórica: todo ser humano deve ser tratado dignamente como fim e nunca como meio. As ações humanas devem, assim, convergir para que se promova a que todos estejam inseridos numa sociedade justa e não que uns tenham mais privilégios que outros em se tratando do direito de levar uma vida digna. A dignidade humana é sagrada e é elevada à categoria do reino dos fins que pressupõe a ética e a moralidade em seu mais alto grau.

O cruzamento de malandro com esperto dá em um país de otários

Rodrigo Constantino

Escrevi um texto há alguns anos que fez muito sucesso, sobre o acostamento em nossas estradas brasileiras, sempre repleto de “malandros” tentando furar a fila dos “otários”. Pela quantidade de curtidas, toquei numa ferida, sem dúvida. Muitos brasileiros estão cansados desse excesso de malandragem em nosso país, que resulta apenas numa nação de otários, em que nada funciona direito.

Lembrei disso ao estudar para minha carteira de habilitação aqui na Flórida. Uma das coisas que notei, assim que cheguei em Weston, foi a grande quantidade de cruzamentos, daqueles com carros em todas as direções. Você pode seguir reto, virar à esquerda, à direita, e o mesmo vale para quem está vindo na outra direção. Parece um tanto caótico e perigoso. De fato, é considerado o momento de maior risco no trânsito local.

Ainda assim, tudo parece funcionar muito bem. Para começo de conversa, há uma placa STOP que é totalmente respeitada. Reparem na coisa: todo motorista para completamente o carro diante dessa placa, mesmo quando não vem nenhum carro nas demais direções. É a força do hábito, que faz a virtude, assim como o receio da punição, que reduz a quantidade de transgressão. Começamos bem, portanto: carros parados no cruzamento representam menos perigo.

Mas isso não é tudo: mesmo carros que respeitam a placa e param na faixa, algo que já seria um espanto em nosso querido Brasil, precisam depois seguir adiante. E eis onde mora o perigo: quem vai? Tem carro apontado para todo o lado. Uns querem cruzar na sua frente para virar do outro lado, enquanto outros querem seguir em seus caminhos. Como saber de quem é a prioridade? Aqui está o mais interessante: é por ordem de chegada!

Tá com medo, Dirceu?

José Manuel



Nada como um ano após o outro, e foram muitos, mais precisamente NOVE, para que chegássemos aqui, mais precisamente a este ponto onde você está.

Você conseguiu se livrar do primeiro, o mensalão, conseguiu passar uma estopa suja sobre a VARIG, que você destruiu a seu bel-prazer e para rechear os seus bolsos, mas não vai conseguir se livrar deste.

Sabe por quê? Não? É a justiça divina se manifestando, são aqueles mil e tantos do AERUS, que morreram por tua causa, e que agora estão com a chave da cadeia nas mãos e vão te assombrar mais ainda.

Tá com medo? Nós também.
Foram NOVE anos de medo, não, de pavor, não, de terror, pelo que nos fizeste.
Perdemos tudo, a nossa saúde, os nossos bens, a nossa dignidade, mas vamos te assombrar pelo que resta da tua vida. Nós nunca usaremos uma tornozeleira, que é a mais execrável das situações onde um ser humano pode chegar.

Vais eternamente ouvir os nossos gritos e os motores dos aviões que calaste para sempre, pois são a consciência do mal que fizeste. O azul vai te assombrar e não adianta mais te esconderes atrás do vermelho, porque o céu que vais ver através de um quadrado, é azul e branco como a pintura daquela empresa que arruinaste.

Tá com medo, Dirceu? 
Título e Texto: José Manuel, um dos que você arruinou, 2-7-2015

Desespero

Un homme pleure devant une agence de la banque nationale grecque à Thessalonique 

Hoje é o dia mais importante da tua vida

Nelson Teixeira
Não o sobrecarregues com lembranças dolorosas do ontem, nem com temores covardes do amanhã.
Vive-o com entusiasmo e intensidade.
Não permitas que opiniões e erros alheios te conduzam ao fracasso.

Nada esperes receber dos outros.
Tem paciência.
Jamais duvides que a vitória pertence aos que sabem esperar o momento certo de agir.

Foge da extravagância e do desperdício.
Faz diariamente uma avaliação de tua vida.

Tomada uma decisão consciente e livre, jamais te afastes dela.
Saber querer é a base para vencer. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 3-7-2015

Charada (63)


Quatro homens (chame-os de 1, 2, 3 e 4) estão em fila na frente de um grupamento dos bombeiros. Eles estão todos olhando para a mesma direção, de maneira que '1' está no fim da fila e '4' está na frente da mesma.

 '1' e '3' estão usando chapéus pretos, e '2' e '4' estão usando chapéus brancos. Entre '3' e '4' há uma parede de concreto.

Portanto, '1', no fim da fila, pode ver '2' e '3'. '2' pode ver '3'. Nem '3' nem '4' podem ver ninguém. Os homens sabem que dois deles estão usando chapéus pretos e dois deles estão usando chapéus brancos, mas não sabem qual chapéu está em sua própria cabeça.

O comandante do grupamento lança um desafio: ele deixará todos irem embora se APENAS um falar corretamente a cor do próprio chapéu. Os homens não podem falar entre si.

Qual dos homens sabe com certeza a cor de seu chapéu?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Corte Interamericana e a peregrinação

José Manuel

Existem dezenas de caminhos de peregrinação ao redor do planeta, porém, sem dúvida, um dos mais famosos é o caminho de Santiago de Compostela, na Galícia. Este caminho de peregrinação pode variar desde onde se queira iniciar, de apenas poucos dias, a semanas, meses e a sua distância, de meros cem quilômetros, podendo chegar a quatro mil quilômetros. Cada peregrino faz a sua escolha e os caminhos estão todos demarcados, desde o sul da Inglaterra, vários de Portugal, da Alemanha, França e até da cidade de Roma.

Eu, por exemplo, iria fazer o meu, partindo de Saint Jean Pied Port, na França, com uma distância de oitocentos quilômetros, em 2006, quando uma avalanche de pedras chamada Aerus, interrompeu abruptamente o meu destino.

Tive que reprogramar um novo caminho, que trilhei árdua e sofridamente até maio de 2015. A vida é assim, mas os ideais jamais devem ser abandonados e já estou me preparando para setembro, quando as pedras da avalanche forem removidas e eu possa trilhar de novo essa ideia interrompida.

As peregrinações se fazem, por um agradecimento e com um objetivo. A minha começou quando uma colega de voo, me deu uma imagem do Santo Tiago, ainda na década de 70, selando aí o meu destino. Iria a Santiago de Compostela agradecer pelos trinta e dois anos voados sem problemas e pela família querida que formei ao longo desses anos.

O objetivo é chegar à praça do Obradoiro, entrar na catedral e abraçar o santo Tiago pelas graças recebidas, assistindo a uma missa com o botafumeiro despejando sobre a nossa cabeça o fumo do incenso purificador espiritual.

Os oitocentos quilômetros que eu teria e que vou caminhar, são passos importantes de uma vida, pois são aqueles em que você está sozinho por dias, semanas ou meses a fio, conversa com Deus o tempo todo e faz a avaliação de toda uma vida. Os percalços do caminho são muitos, as pedras sem fim, as dores incomensuráveis mas a firmeza de propósito em alcançar o objetivo a que você se propôs, supera qualquer adversidade.

País rico – Aposentado pobre

José Carlos Bolognese
O grande paradoxo tupiniquim é que, quanto mais se descobrem escândalos de corrupção no país, mais se percebe que o dinheiro não é uma espécie em extinção. Em “espécie”, cartões corporativos, cuecas, malas, mochilas (um desses safados com mochila, do Lava Jato, era até chamado de Moch – pesquisem), financiamentos de “mãeZona para filhos” pobres empreiteiros campeões nacionais, o dinheiro de quem trabalha flui – da pior administração de toda a história do país – por exclusivos canais privilegiados, muito distantes dos cidadãos que encontram enormes dificuldades para atender apenas as suas necessidades mais elementares.

Evidentemente, essa montanha de recursos não é produzida pelos que dela se fartam. Quem faz fica com muito pouco e ainda assim é severamente punido pela bem azeitada máquina de arrecadação, a única instituição que funciona 100% dentro de sua finalidade no país. De maneira oposta, os recursos previdenciários – poupança dos trabalhadores – são controlados pela pior das instituições existentes, nunca imitando a aritmética da (super) receita, que faz das suas cobranças infinitesimais uma questão de honra operacional.

"A César o que é de César, desde que não queira o de César e o do povo ao mesmo tempo".

Se devemos pagar impostos, merecemos ser tratados com respeito pelo estado arrecadador. Se podemos ser punidos por divergências fiscais com o Estado, temos o direito de puni-lo na forma da lei e dele cobrar as compensações quando erra e pelos danos que (nos) causa.

Todavia, quando o Estado é irresponsável com a poupança de aposentados, aí está indo longe demais. O Estado (não gosto desse conceito – prefiro pensar que são pessoas insensíveis no poder) não tem o direito de manipular o dinheiro de aposentados sem a noção de que esses recursos são a última base de sustento de gerações envelhecidas, como se não houvesse amanhã. E já não há mesmo amanhã ou depois de amanhã ou depois e depois, visto que tem cada vez menos trabalhador aposentado vivo para poder cobrar.

Grécia: Jogo de sombras

Maria Teixeira Alves

Tudo o que se tem passado na Grécia tem qualquer coisa de teatral. Há um jogo de sombras.Terão as negociações entre os representantes do Governo Grego e os representantes dos credores, Comissão Europeia, BCE e FMI sido verdadeiras negociações? Não me parece. Houve troca do que cada lado pensa e as exigências dos credores para darem mais dinheiro à Grécia, com os gregos a tourear os credores, porque estão protegidos pela certeza que na Europa ninguém quer expulsar os gregos e aliás não há na legislação forma de o fazer contra a vontade do Governo grego. A saída da Grécia do euro teria de ser feita por iniciativa desta, passando a emitir dracmas e a transaccionar nesta moeda.

Para os líderes gregos, uns rapazes que estão inebriados com os holofotes do mundo, esta situação dá-lhes a força negocial que o dinheiro, que não têm, não lhes dá. Por isso desafiam permanentemente os líderes do Eurogrupo. Quando tudo está à beira do colapso, Tsipras ainda atiça mais os gregos contra as medidas de austeridade e apela ao voto do Não no referendo de domingo. Para mostrar quem manda ali. Os gregos querem ficar no euro, mas se não lhes fazem a vontade votam em referendo contra a Europa.

Pedro Passos Coelho confidenciou um dia que se fosse Alexis Tsipras estaria preocupadíssimo, porque não há dinheiro nos bancos, nem nos cofres do Estado grego para pagar salários da função pública, para pagar pensões, para já não falar em pagar aos credores. O problema é que com quase 200% da dívida pública sobre o PIB, a Grécia não consegue pagar, não consegue produzir (não exporta quase nada) e precisa de dinheiro. Portanto o que a Grécia quer é ser subsidiada pelos credores europeus, mas continuar com a sua irreverência, para não perder o charme.

O pânico das delações premiadas

José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Quem acompanha regularmente o noticiário percebe que, à medida que avança a Operação Lava Jato, o desconcerto e o desespero tomam conta das hostes petistas, governamentais e adjuntas.


Os protestos contras as alegadas “arbitrariedades” de Sérgio Moro se avolumam e chegam ao patético, ao atribuírem ao Juiz a violação dos “direitos humanos” e de fazer o País viver um regime fascista e ditatorial!

Delação de Ricardo Pessoa
A delação de Ricardo Pessoa, com suas revelações de dinheiro sujo na campanha da Presidente, na campanha de Lula, no caixa do PT e de importantes Ministros (para ficar só nisso), acendeu muitos sinais de alarme.

Sob o comando de Lula (sempre ele, o homem que manda em tudo e nunca sabe de nada) começou a campanha organizada do PT e de aliados contra as “arbitrariedades” na Lava Jato. Ainda segundo a imprensa, Dilma Rousseff “declarou guerra” ao empreiteiro Ricardo Pessoa; com uma frase, típica de organizações mafiosas, a Presidente disse não respeitar “delatores”. E o PT cobra o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo “descontrole” da PF.

Fermando Pimentel, o petista Governador de Minas, também enroscado em graves denúncias, cujas capilaridades tocam o imenso esquema corrupto montado pelos governos petistas nas instituições do Estado, reclama do “uso abusivo de instrumentos de investigação”.

Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, preso em Curitiba, desabafa que o País vive um “regime de exceção”. E o jurista Celso Bandeira de Mello, amigo de Lula, próximo ao PT – e que considera José Dirceu o maior homem público do Brasil - investe contra o Juiz Moro, acusando-o de sujeitar os presos a tortura psicológica e de usar a delação de “forma equívoca”.

Razões escusas
Afinal, qual o motivo de tanto horror e tanta fúria com a Operação Lava Jato e, sobretudo, com as delações premiadas? Estarão estes defensores da “legalidade” realmente preocupados com os detidos? Não se entende porque investem contra as delações premiadas, que só beneficiam, em termos penais, quem as faz. O que parece motivar esta orquestração?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Helicópteros russos caem em Portugal e a culpa é dos portugueses


Foi isso que acabo de assistir na RTP 1: uma longa reportagem com os representantes russos da empresa Kamov e pilotos ucranianos…

A matéria na televisão pública portuguesa, assinada por Evgueni Mouravitch e Evgueni Kourbatov pode (deve) ser vista aqui.

Entendeu, generoso leitor? Uma matéria na televisão pública – paga por todos os pagantes de impostos – com uma claríssima mensagem subliminar: os incompetentes são os funcionários públicos portugueses por culpa do atual governo de Pedro Passos Coelho!

Como eu escrevi anteontem, a esquerdalha, embora arrote “governo patriótico e de esquerda” (como é o caso do jurássico Partido Comunista Português – sempre foi assim: aquando da INVASÃO da Tchecoslováquia, em agosto de 1968, Enrico Berlinger, do Partido Comunista Italiano, foi frontalmente contra; Georges Marchais, foi mais tímido, ficou-se pelo eleitorado interno; “Álvaro Cunhal presidiu a Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. Neste encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano.) guia-se pelo ideário marxista-leninista, cujos valores nada têm de nacional. Até porque para essa gente valor nacional é paroquial.

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Corte Interamericana News – Lista parcial

E a lista continua crescendo. Eis as recentíssimas adesões:

Ademir Gonçalves de Vargas
Almir Jara
Ana Maria Três Cox
Antonio Carlos Bertolaccini

Candido José de Goes Rodrigues
Carlos Américo
Cezar Prates
Cleia Carvalho

Dejair Pereira
Denise Diedrich
Etiene Oliveira Andrade
Fernando Barbosa

Gelson Jung
Hélio Pereira
Iara Pio
Izabel Régis

Jane Garrido
Jane Saunders
Jorge Assunção Millbourn
Jorge Machado Curvello

José Bazéggio
José Ribeiro Rocha
Luiz Antonio Fontanive Linck
Luiz Fernando Taiani

Marçal Junior
Márcio Valério Oliveira
Margit Didjurgeit
Maria Helena Esteves Silva

Mário Provedel
Mario Sergio Cordeiro
Milton Fattibene
Nilton Dias

Orlando da Gama
Paulo Jaciuk
Paulo Maurício
Ricardo Cortes Carrera

Roberto Pinto
Roberto Sacom
Rodolfo Waltemath
Sabrina Petrillo

Sergio Antonio Sorrentino
Sergio Gomes
Tany Claire Baron
Teresa Cristina Pimentel Do Carmo

Valdir Casagrande
Valter Cardoso Dos Santos
Villarreal
Virginia Maria Bartoly

Waldo Deveza
Walter William Cox Junior
Werner Spenner

Total: 133 adesões

José Manuel, 1-7-2015

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Google apresentou as ‘Maravilhas de Portugal’

Óscar Rocha
A Torre de Belém foi o palco escolhido pela Google e pela Direcção-Geral do Património Cultural para a apresentação do projecto Maravilhas de Portugal.

A iniciativa visa democratizar o conhecimento através da partilha gratuita para todos

Mas apesar de ser apresentado neste nobre monumento, este não é um projecto de Lisboa. É um projecto que acarreta a responsabilidade de mostrar a história, os monumentos, as regiões ou as localidades cá dentro... e lá fora.

Uma iniciativa que visa democratizar o conhecimento através da partilha gratuita para todos. A Google oferece a tecnologia, Portugal mostra a sua 'alma', numa oportunidade de mostrar o país como destino turístico, cultural e ligado às artes.
 
Mosteiro da Batalha, foto: Google
Francisco Ruiz Antón, director de Políticas Públicas e representante da Google em Portugal e Espanha, frisa que este é mais um passo no objectivo de divulgar dentro e fora de portas a riqueza cultural de Portugal, atraindo mais turistas e o consequente aumento na economia nacional. Já o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, enalteceu a aposta e esforço em levar o país 'ao mundo'.

Há um vasto leque de 57 locais - como edifícios, mosteiros, palácios, vilas, castelos, jardins, monumentos ou ruínas - que podem ser vistos e explorados virtualmente a 360 graus. O projecto vale-se da tecnologia Street View para dar a conhecer a riqueza de cada um. As possibilidades são imensas e, seja no smartphone, tablet ou PC, podem descobrir-se detalhes e esplendores.

Sondagens

José António Saraiva

António Costa revelou uma insegurança que os portugueses desconheciam

Como os meus leitores sabem, não tenho o hábito de comentar sondagens.
Primeiro, porque nem todas merecem crédito.
Segundo, porque não faz qualquer sentido comentar uma sondagem a dois anos das eleições.
Ou mesmo a um ano.
Ou mesmo a seis meses.

Recordo que, nas últimas legislativas, o PS ia bem colocado nas sondagens – e o vento só virou depois do debate televisivo entre Sócrates e Passos Coelho, que este venceu com clareza.
Portanto, comentar sondagens individualmente é uma inutilidade.
Uma perda de tempo.

Os comentários sobre sondagens só terão algum interesse se se debruçarem sobre tendências e tiverem em conta períodos alargados.
E é exactamente neste sentido que venho falar hoje do assunto.

Quando António Costa tomou conta do PS, há nove meses, os valores deste partido dispararam.
O líder socialista foi acolhido com grande expectativa - e as sondagens reflectiram esse sentimento.
Mas cedo começaram a cair.
Porque António Costa começou logo a desiludir.

A ideia que tínhamos dele era a de um político sólido, seguro, capaz de definir um rumo e segui-lo de forma consistente.
Ora, quando António Costa começou a aparecer mais, revelou inesperadas fragilidades.
Um dia mostrou que tinha um discurso para os portugueses e outro para os chineses.

Recepção num avião da GOL ao ministro Miguel Rossetto

Blogueiro governista confessa que verba publicitária estatal é “dinheiro do PT”

Luciano Henrique


Olavo de Carvalho sempre nos deu a ótima dica de mapear o comportamento esquerdista basicamente pelo que eles próprios dizem. É simples assim. Quase tudo que os petistas estão fazendo hoje já foi anunciando por eles próprios tempos atrás. Da mesma forma, quase todas as intenções de censurar a mídia estão sendo anunciadas explicitamente por membros da blogosfera estatal a todo momento.
Um exemplo é a imagem acima, do blog Cafezinho, de Miguel do Rosário. A imagem é um printscreen do meme de ilustração e do título do post “Cria Cuervos: PT deu quase R$ bilhões para Globo”. Leia as partes mais reveladoras.

Esse post é para sentarmos à margem do rio Tietê e chorarmos copiosamente. Só a TV Globo recebeu mais de R$ 6 bilhões de publicidade federal durante a era PT. Se contássemos as afiliadas da Globo em outros estados, essa conta subiria quase 2 bilhões. Se acrescentarmos rádios, jornais, portais pertencentes à Globo, mais uns 2 bilhões. No total, veremos que o governo federal petista deu quase R$ 10 bilhões para a família Marinho.

A confissão é clara.

Miguel do Rosário está revoltado porque a mídia de larga escala está recebendo verbas estatais, que deveria ser direcionada em maior quantidade aos órgãos de propaganda do partido. Isso que a Globo puxa o saco do PT, mas não o suficiente, na visão deles. Haja vista o partido ter ganho 70 minutos de propaganda na entrevista jogo-de-comadres de Dilma a Jô Soares.  Para os petistas, deveriam ser 300 minutos. Ou mais.