sexta-feira, 10 de agosto de 2018

[Aparecido rasga o verbo] A bússola que norteia o rumo da queda é tão selvagem como um onagro cego

Aparecido Raimundo de Souza

O BRASIL (perdão, senhoras e senhores) o BRAZZIL é o único país do mundo (país?!) que tem um candidato a presidente preso por mais de dez crimes de corrupção passiva e quarenta e quatro por lavagem de dinheiro. Além de salafrário, esse vigarista de mão cheia gosta de promover badernas, dar tiros a torto e a direito em sua própria caravana de companheiros e companheiras, unicamente para posar de vítima e, coitadinho, numa tentativa vã e frustrada de mostrar à corriola que o venera, ser um perseguido e martirizado por correntes contrárias às suas sandices e boçalidades. 

Na mesma mordida da fruta estragada, é o único país (seria melhor chamarmos de estrebaria) é a única estrebaria (ou cocheira) que teve um ex-chefe de estado condenado à bagatela de doze anos e um mês de cadeia e, como se não fosse pouco, fez o juiz que o condenou a ver o sol nascer quadrado, de palhaço. Sergio Moro virou, de repente, um Patati dentro de um Patatá que até hoje não ficou claramente comprovado como manda o figurino. Recordam do dia da prisão cinematográfica do marido da dona Marisa Letícia falecida em 3 de fevereiro de 2017? Ele mesmo. Apesar dessas proibiçõezinhas e achincalhices, esse cancro petista persiste indefectível.


Por conseguinte, insiste, teima, persevera e opressa. Quer concorrer à presidência de república. Como a nossa justiça é cega e, além de obnubilada, tem a garganta larga e a bunda arrombada, adora dinheiro (e muito), aceita tudo numa boa. Se vende, se curva, se dobra, se entrega, se aliena. O país que se abdica de seus princípios morais, não é um país, é um moquifeiro disfarçado de puteiro da pior espécie.

Voltando ao foco, a desgraça a qual fazemos referência, não é outra senão o funbático (e por que não fanático, lunático, desmiolado e atoleimado?) senhor Luiz Inácio Lula da Silva. Essa maldição dos infernos quer voltar, por tudo quanto é sagrado, a sentar o fedegoso sujo nas cadeiras dos palácios da Alvorada e do Planalto, além de emporcalhar mais do que estamos cansados de ver borrado, o Palácio do Janucu. Sempre que mencionamos esse cortelho alertamos às pessoas (as de caráter e vergonha na cara, obviamente), para que não confundam com o Jaburu.

Devemos deixar pontilhado, que a nossa república, ou melhor, a nossa republiqueta se distingue ou se desassemelha das demais, mundo a fora, por ser exatamente uma “forma de governo” disforme, monstruosa e defeituosa. Uma fachada de chefatura de bosta. Ou seja, o Brazzil nasceu na merda. E, como tal, cheira literalmente a excremento. Prevalece nesse quadrante de salafrários e vigaristas, uma espécie de pileque egoísta, onde o narcisismo de ignorar o que é certo dá as cartas e dita às normas a serem seguidas. Ai daquele filho de asno que não defeque (ou cague) um quilo certo.

Ainda nessa ótica, o Brazzil é o único país do mundo que teve um presidente de dezenove dedos e mais que isso, extremamente contumaz na arte da mentira, da patranha, do embuste, usque a diplomação em grau superior de cachaceiro de mão cheia. O termo “cachaceiro” senhoras e senhores, entendemos pegar um tanto quanto destoado para um ex-presidente. Afinal de contas, não é qualquer borra bunda que alcança esse soberbo e faustoso posto. Mudemos, pois, para uma definição mais branda, mais amena, mais cálida. Alcóolatra. Também é a única nação que tem o maior número de ratos de esgotos no Congresso e no Senado. Na Câmara são 513 roedores. No senado, 81.

O Brazzil é mais: se vangloria em ser o único torrão habitado do planeta que possui um Supremo Tribunal Federal (STF conhecido “pela aí” como Supremo Tribunal das Falcatruas) abarrotado de vermes os mais diferentes e perigosos. Para não passarmos em brancas nuvens, lembramos, até o momento, não apareceu nenhum cientista que criasse um antídoto incisivo e mordaz que combatesse com eficácia terminante esses cancros incuráveis.

Quem sabe, se pedíssemos ajuda ao Professor Pardal, ou ao criador dele, Carl Bark, conseguíssemos erradicar essas lombrigas repelentes e crapulosas que servem apenas e tão somente para destruírem os poucos anos de vida que temos para vivermos com honra, cabeça erguida e dignidade.

O Brazzil, quadro sistêmico geral, é um lixo dentro do luxo que vem do que restou da Capital Federal. Aliás, prezados, ratificando: Capital que Fedemal. E como fede! A cidade de Juscelino Kubitschek, desde a sua fundação, em 1960, se transformou e se popularizou como um dos maiores antros de prostitutarializados que se têm notícia. Nela abundam figuras sórdidas e vulgares. Brazzilia virou terra de ninguém, pasto de bois e vacas soltas, num babilônico “salve-se quem puder”.

Aterro de indignos e repelentes que deveriam, a nosso entendimento, estar queimando os ossos num caldeirão nos confins do inferno.  A Capital do Brazzil cheira a perfume de terceira, a essência barata, a bálsamo estagnado produzido por óleos desconhecidos, águas poluídas e não deionizadas, acrescidas de propilenogricol falsificado e outras misturas anônimas e forasteiras.           

Todavia, apesar dos pesares, tem gente que acredita piamente que o gigante esplêndido ainda saia inteiro e sem sequelas do seu mal de Parkinson. São esses Parkinsianos os que tremem como varas de anzóis na ventania, os que negam o idealismo sublime, os tapados, os broncos, os otários, as bestas brutalizadas que se vendem por duas ou três cestas básicas e um dinheirinho merreca para comprar uma pinguinha e uma “malmita” num boteco de periferia. Senhores do conselho, de verdade, numa boa? O Brazzil não tem solução. Sofre horrendamente de outro mal, talvez o mais letal até agora conhecido. O de Alzheimer. Por assim, antes que nos esqueçamos de tudo que precisa ser vomitado, afirmamos de peito aberto: não há saída, não existe caminho sólido, determinado, encorpado, consolidado, resolvido. País sem visão de futuro é como cu aberto a um punhado de cacetes em estado de pronta ejaculação.

Estamos à deriva, sem cicerone orientador, sem norte, sem porto seguro para metermos nossos cornos e fuças. Talvez tenha “geito”. Que isso? “Geito” dessa maneira existe? Sim. Geito com “g” é um modo contrário, oposto e avesso de sair correndo do buraco negro e, claro, entrar logo em seguida numa cratera maior, mais profunda e estúpida. Enquanto tivermos medo de mostrarmos a esses vendilhões de templos, quem somos para que viemos  e, sobretudo, qual a nossa verdadeira função nesta porra de conventilho de mães joanas e pais joaquins viveremos receosos, pés e mãos atados, escravizados por invencioneiros com ideias estapafúrdicas, promessas que nunca serão cumpridas, juramentos que jamais chegarão a ser concretizados, sonhos e quimeras que em nenhum momento serão consumados.

Viva, enquanto isso, o protozoário da malária, o larápio fora de circulação, trancado a sete chaves por mais de dez crimes de corrupção passiva e quarenta e quatro por lavagem de dinheiro. Viva o dono do tríplex em Guarujá e uma salva de palmas para o proprietário do sítio em Atibaia. DEUS SALVE O BRAZZIL. Talvez, assim, possamos gritar (UM DIA) como os abestalhados que aparecem nas telinhas dos jornais da Globo em horários nobres naquela patacoada esbravativa do “QUE BRASIL VOCÊS QUEREM PARA O FUTURO?”.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. Da Bienal do Livro, São Paulo, Capital. 10-8-2018

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