quarta-feira, 16 de junho de 2021

Quinta da Boa Vista: um marco na infância de muitos cariocas

A Quinta da Boa Vista fez parte de muitas infâncias e ganhou um espaço especial na memória de muitos cariocas

Larissa Ventura

Os gramados da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, os passeios no Zoológico e as visitas ao Museu Nacional foram uma parte marcante da infância e da adolescência de muitos cariocas. Seja em passeios escolares ou com a família, para muitas pessoas o parque está repleto de boas memórias e traz uma sensação de nostalgia.

Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

Aos 45 anos, Luciene Costa afirma que falar sobre a Quinta da Boa Vista é falar de infância: “Era muito divertido, tenho muitas lembranças das brincadeiras, das comidinhas que minha mãe levava… além dos passeios da família, a gente também ia com a igreja e era muito bom”.

Luciene conta ainda que voltar na Quinta da Boa Vista traz uma certa nostalgia: “A gente voltou lá depois, já adultos, e voltam várias memórias, várias lembranças da infância… era muito bom mesmo“.

Ilma Pereira tem atualmente 74 anos e conta que a Quinta da Boa Vista marcou sua adolescência: “eu ia muito com a minha família, a gente colocava toalha no chão, levava sanduíche, ficava ali no gramado, depois ia no Museu, no Zoológico… era sempre um dia muito divertido”.

Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

O passeio passou para as próximas gerações da família. Flávia Pereira é sobrinha de Ilma e também tem memórias marcantes do local. Moradora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ela conta que a diversão já começava dentro do trem, porque era uma coisa que fugia da rotina, algo novo.

A gente morava em Caxias, era longe, então para mim era uma viagem, a diversão já começava dentro do trem…“, disse. Flávia falou ainda sobre o Museu Nacional e o Zoológico, que também foram locais marcantes para ela: “Ir no Museu para mim, quando era criança, era incrível, era um mundo novo, muita coisa que eu não conhecia… e sempre que a gente tinha dinheiro, íamos ao Zoológico e era muito bom também“.

Flávia contou ainda que além de ser um marco em sua infância, a Quinta da Boa Vista também fez parte da sua vida adulta, pois ela levou os filhos e o sobrinho para conhecerem o parque: “eu voltei na Quinta da Boa Vista com as crianças e repetimos o passeio da minha infância. Eles adoraram, foi muito legal“.

Assim como na família de Ilma e Flávia, o passeio vai passando pelas gerações de cariocas. Juliana Alves tem 24 anos e tem lembranças semelhantes em sua infância.

Eu cheguei a ir bastante quando criança. Era um passeio bem legal de fim de semana, porque dava pra passar o dia todo lá. A gente via os animais, tirava foto, fazia as fotos temáticas que eles ofereciam, lanchava… Eu amava que sempre tinham várias pessoas vestidas de personagens espalhados pelo zoológico. Tenho foto com o Piupiu, com o Mickey, com o Pluto… várias delas tiradas ali na Quinta“, contou.

Juliana comentou ainda que, depois do passeio no zoológico, ainda dava pra passear pela Quinta da Boa Vista: “Passeio de charrete, pedalinho… Acabava tendo programação pra família toda”.

Como um passeio simples e acessível, os momentos marcantes pelos gramados do parque, conhecendo o Zoológico, que hoje se tornou o BioParque do Rio, ou ainda visitando o Museu Nacional fizeram com que a Quinta da Boa Vista ganhasse um espaço especial na memória de muitos cariocas.

Título e Texto: Larissa Ventura, Diário do Rio, 15-6-2021

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