quarta-feira, 3 de abril de 2013

A senha inviolável

Uma equipe de cientistas da Universidade de Stanford, EUA, está a trabalhar na criação da palavra-passe mais segura de todas: aquela que ninguém poderá adivinhar e ainda menos extorquir, pois não é criada pelo próprio detentor. Melhor: este nem a conhece, explica com entusiasmo a revista americana POPULAR SCIENCE. O projeto consiste em inscrever uma palavra-passe no subconsciente do utilizador. Como? A equipe de Stanford fez um teste com várias pessoas, em que estas faziam um jogo de computador que consistia em escrever mais de 100 vezes uma mesma sequência aleatória de 30 letras durante 45 minutos. No final da experiência, os jogadores não eram capazes de escrever corretamente a sequência, mas o seu cérebro tinha registrado os movimentos necessários para a reproduzir no teclado. Gerada desta maneira e imediatamente registrada no subconsciente, a palavra-passe não correrá o risco de ser esquecida. Nem haverá necessidade de a escrever num post-it ou na agenda do seu celular! Vamos todos passar a jogar computador para proteger as nossas contas online?
Fonte: Courrier Internacional, abril 2013

Na França socialista, salários anuais acima de um milhão serão extorquidos em 75%. E ministro socialista mentiu.

Grandes jogadores de futebol que ganham mais de um milhão anualmente, você acha que eles quererão continuar jogando na França?
Aqui, em Portugal, o Governo atual decidiu taxar as grandes reformas com uma tributação especial, de solidariedade, haja vista a atual penúria da Nação e… foi de “ladrão” para cima! Os socialistas daqui (não menciono os alucinados e cafajestes esquerdeiros) criticam. Não, não só criticam, como aproveitam, em cima da onda que cavalgam, para utilizar a varinha mágica na espuma das críticas para espalhar a merda da inveja social e do ódio.
Agora, você não os verá (nem lerá) criticar o furto que François Hollande institucionaliza lá…
Miquinhos amestrados não passam disso: de miquinhos amestrados.

Outra coisa: estão sabendo do mais recente escândalo? Do ministro socialista, Jerôme Cahuzac, do Budget (Orçamento) que sempre negou ter conta bancária na Suíça? Um barato!

Jerôme Cahuzac, foto: Miguel Medina/AFP

terça-feira, 2 de abril de 2013

Rio de Janeiro: Estupro de turista dentro de van gera impacto negativo na imagem da cidade

Agências de notícias internacionais replicaram durante toda a segunda-feira os desdobramentos das investigações sobre o caso

 
A pouco mais de três meses de um dos maiores eventos religiosos do planeta, a Jornada Mundial da Juventude, que atrairá centenas de milhares de jovens cristãos para a cidade, a terrível viagem de um casal de turistas americanos a bordo de uma van, que começou na Praia de Copacabana e acabou numa delegacia, expõe a face mais cruel do Rio. Durante as seis horas em que os bandidos estupraram a jovem e espancaram o rapaz, a Índia, onde houve um caso semelhante no ano passado, foi aqui. Além da violência em si, o impacto do crime na imagem do Rio — agências de notícias internacionais replicaram durante toda a segunda-feira os desdobramentos das investigações sobre o caso — é um revés no bom momento vivido pela cidade, impulsionado pelos resultados da atual política de segurança do estado. As reações foram imediatas.

Sons da França

Ontem externei o meu estranhamento pela música oficial escolhida pela cidade de Marselha que é uma das capitais europeias da Cultura durante este ano de 2013.  E aludi aos sons franceses da minha memória. Alguns deles:

Por onde anda Mário Crespo?


Mário Crespo ainda apresenta o Jornal das 9 na SIC Notícias?
Outra vítima de expurgo do Comitê Central Balsemaniano?
Hum…

Beyond the Post-Cold War World

George Friedman
An era ended when the Soviet Union collapsed on Dec. 31, 1991. The confrontation between the United States and the Soviet Union defined the Cold War period. The collapse of Europe framed that confrontation. After World War II, the Soviet and American armies occupied Europe. Both towered over the remnants of Europe's forces. The collapse of the European imperial system, the emergence of new states and a struggle between the Soviets and Americans for domination and influence also defined the confrontation. There were, of course, many other aspects and phases of the confrontation, but in the end, the Cold War was a struggle built on Europe's decline.
Many shifts in the international system accompanied the end of the Cold War. In fact, 1991 was an extraordinary and defining year. The Japanese economic miracle ended. China after Tiananmen Square inherited Japan's place as a rapidly growing, export-based economy, one defined by the continued pre-eminence of the Chinese Communist Party. The Maastricht Treaty was formulated, creating the structure of the subsequent European Union. A vast coalition dominated by the United States reversed the Iraqi invasion of Kuwait.

Three things defined the post-Cold War world. The first was U.S. power. The second was the rise of China as the center of global industrial growth based on low wages. The third was the re-emergence of Europe as a massive, integrated economic power. Meanwhile, Russia, the main remnant of the Soviet Union, reeled while Japan shifted to a dramatically different economic mode.

The post-Cold War world had two phases. The first lasted from Dec. 31, 1991, until Sept. 11, 2001. The second lasted from 9/11 until now.

The initial phase of the post-Cold War world was built on two assumptions. The first assumption was that the United States was the dominant political and military power but that such power was less significant than before, since economics was the new focus. The second phase still revolved around the three Great Powers -- the United States, China and Europe -- but involved a major shift in the worldview of the United States, which then assumed that pre-eminence included the power to reshape the Islamic world through military action while China and Europe single-mindedly focused on economic matters.

The Three Pillars of the International System
In this new era, Europe is reeling economically and is divided politically. The idea of Europe codified in Maastricht no longer defines Europe. Like the Japanese economic miracle before it, the Chinese economic miracle is drawing to a close and Beijing is beginning to examine its military options. The United States is withdrawing from Afghanistan and reconsidering the relationship between global pre-eminence and global omnipotence. Nothing is as it was in 1991.

Europe primarily defined itself as an economic power, with sovereignty largely retained by its members but shaped by the rule of the European Union. Europe tried to have it all: economic integration and individual states. But now this untenable idea has reached its end and Europe is fragmenting. One region, including Germany, Austria, the Netherlands and Luxembourg, has low unemployment. The other region on the periphery has high or extraordinarily high unemployment.

Lula grava um vídeo em apoio ao ditador Maduro. E a chegada de Chávez ao céu

Reinaldo Azevedo
Luiz Inácio Apedeuta da Silva, a exemplo do que fez em favor de Hugo Chávez, gravou um vídeo em apoio à candidatura de Nicolás Maduro à Presidência da Venezuela. Cumpre lembrar que João Santana, marqueteiro do PT e agora ministro plenipotenciário e sem pasta de Dilma, também cuida da campanha do político venezuelano. O texto é de lascar! Volto em seguida.


Nem vou me ater às barbaridades políticas, de todos conhecidas. O espantoso nesse vídeo de Lula é a afirmação de que Chávez procurou escapar à chamada “maldição do petróleo”  — e Maduro seguiria o mesmo caminho. É mentira! É uma mentira escandalosa! A Venezuela se tornou uma economia de uma só riqueza. Lula afirma que o chavismo sempre deu importância à indústria e à agricultura. Que coisa! A primeira vive em estado terminal; a segunda acabou.
Maduro, como sabemos, exerce a Presidência ilegalmente. No país, só o governo tem acesso aos meios de comunicação. Mas ali está Lula dando apoio ao que é, em muitos aspectos, uma ditadura. Essa é a nova “Operação Condor” da América do Sul, só que, agora, é a dos “companheiros”.

Faz falta um Salazar ou outro 25 de Abril

Helena Matos
Deve ser sina: ao menor sinal de crise lá vem a verbalização do desejo de um Salazar a que agora se juntou o de um golpe e, como não podia deixar de ser neste reino velho que tantas dificuldades tem em emendar-se, o de um governo de não políticos.
Entende-se por esta última solução uma espécie de junta de salvação nacional constituída por gente boa que o PCP e afins transfiguram em governo patriótico para escamotear que só os comunistas e seus clones caberiam em tal conceito de patriotismo. Ou então é aquilo que o centrão apresenta como uma plêiade de tecnocratas que mais não seriam que políticos maioritariamente maçónicos e não sujeitos a escrutínio. O que os apologistas destas soluções nunca explicam é como de um momento para o outro as medidas difíceis desapareceriam ou, tendo de ser implementadas, como não mais seriam contestadas. E sobretudo ilude-se a principal questão: donde viria a legitimidade deste tipo de governo?
Esta apologia de medidas autoritárias é justificada com a excepcionalidade dos tempos, como se a democracia fosse um regime para os dias felizes e não o regime que nos permite fazer escolhas precisamente quando essas são difíceis. Mas o pior de tudo é quando os apologistas destas soluções, tentam explicar o carácter autoritário das suas propostas, invocando o horror dos tempos que nos coube viver como se nunca se tivesse passado por nada semelhante. De repente tornámo-nos num desses quadros ‘naïfs' em que à falta de perspectiva as pessoas são maiores do que os prédios.
Contudo convirá lembrar que um desempregado vive hoje melhor em Portugal do que muitos trabalhadores dos anos 50 ou 60. E como é óbvio um desempregado em qualquer país da UE usufrui de condições de vida muito superiores à de outros países, nomeadamente de grande parte daqueles que agora apresentam grande crescimento económico e que até nos emprestam dinheiro. Por fim mas não por último, boa parte dos portugueses arrepender-se-ia de ter posto o pé fora deste rectângulo se um azar do destino os levasse aos hospitais onde são tratados os cidadãos comuns de Angola, Rússia, Brasil, para já não falar da China. E politicamente falando basta recuarmos 35 anos para percebermos como falharam algumas das soluções que agora nos propõem como moralmente superiores - Em 1978, tivemos três governos, tendo durado um deles, o de Nobre da Costa, um executivo tecnocrata de notória competência, três escassos meses. Internacionalmente, se se tiver em conta que no mesmo ano a Itália tinha o seu primeiro-ministro sequestrado, percebe-se que o enredo político que aquele país actualmente vive está longe de ser o pior que já lhe aconteceu.

Do latim 'pressio'


Vítor Cunha
As virgens andam muito incomodadas com as supostas "pressões" de governantes sobre o TC.
As virgens pressionam tudo e todos por todos os meios e até acham bem.
Mas quando as virgens observam outros a pressionar, amofinam-se, que isto de pressão é exclusivo de alguns seres e minhocas.
Sá Carneiro pressionou o Conselho da Revolução. Todos os arguidos pressionam os tribunais. Todos os políticos pressionam os jornalistas. Todos os sindicatos pressionam os patrões. Pressionar é parte da democracia, porque pressionar também significa advertir para o erro e defender interesses moralmente atendíveis.
Faz bem Passos Coelho e faz bem todo o governo quando alertam para as consequências de uma decisão política, ditada por critérios políticos, escrita por juízes eleitos por políticos do Tribunal Político - o TC é o tribunal político. Pena terem acordado tarde para a evidência. A dita "pressão" é a prova de que o Governo tem um Plano B e aposto que faz parte das consequências que vai ter que aplicar.
Título e Texto: Vítor Cunha, 31 da Armada, 02-04-2013

Um insignificante

Leio na revista mensal “Courrier Internacional” uma transcrição da matéria de Eduardo Febbro, articulista do jornal argentino “Página 12” (o mesmo de Horacio Verbitsky, o difamador do novo Papa):
“Hugo Chávez, o líder diabolizado pelo Ocidente
Chávez acabava por ser um adversário cômodo, mais que não fosse por permitir a políticos e intelectuais ocidentais mostrar boa consciência, ao criticá-lo. Com ele desaparecido, pergunta este jornal argentino, quem passará a ser o querido inimigo do Ocidente?”
O Sr. Eduardo Febbro escreve de Paris. Só se fosse em Paris que os “intelectuais ocidentais” diabolizassem o falecido dirigente venezuelano, pois não me consta que o fizessem em outras cidades… Muito provavelmente, prezado Francisco, você pode nos ajudar: você conhece algum “intelectual ocidental“ que comentasse em páginas de jornais e revistas, dia sim dia não, sobre o santo Chávez? Você conhece algum “intelectual ocidental” que perorasse, dia sim dia não, em canais de TV contra esse santo?


Hugo Chávez Frías foi um personagem importante para o povo venezuelano, pois conseguiu, em menos de duas décadas, empobrecer de forma severa seus concidadãos, desendustrializar seu país, entregá-lo aos cubanos que estão infiltrados em todos os setores do governo e da vida venezuelana, afugentar todos os capitais que eram empregados no país para vizinhos mais confiáveis, como a Colômbia, o Chile, e até o Brasil. Essa diáspora financeira levou no seu bojo os melhores cérebros e a mão de obra especializada que era abundante na Venezuela antes de Chávez. A coisa por lá está tão ruim que a própria PDVSA está com suas instalações em péssimas condições pela falta de mão de obra necessária para a sua diuturna e exigente manutenção.

Multiculturalismo: A música oficial da capital europeia da cultura em 2013 (!?)

Marselha e Košice são as capitais europeias da cultura em 2013. Košice é uma cidade da Eslováquia. Marselha, que não conheço, é uma cidade francesa, quer dizer, eu pensava que fosse uma cidade francesa. Tinha na imaginação e na nostalgia, pelo tempo que residi num país de expressão francesa, por afinidades pessoais e por gosto cultural, outros ritmos… diferentes, bien différents, deste que os franceses de Marselha escolheram como música oficial da cidade francesa:


A menina que canta, Flavia Coelho, brasileira, escreveu no seu youtube:

“cherie !! keske tu veux que je fasse? mon Papa viens d'un village profond du Ceara, ma mère du Maranhao.. je suis fille de nordestino, nascida no rio, criada no Brasil, citoyenne du monde!!!! Bisous” (SIC)

Notas:
1ª) Nada tenho contra o ritmo, pelo contrário! Os meus próximos, e os  nem tanto assim, sabem quanto  gosto de ritmos e sons africanos, afro-cubanos…;

2ª) Vocês, leitores brasileiros, gostariam de ouvir como música oficial de um evento internacional ou da Copa de 2014, dos quais vocês têm tanto orgulho (e que tanto custou ao ex-presidente ‘conquistar’ para o Brasil), uma música com um som “multicultural” parecido com este?


3ª) Quanto aos portugueses, tenho severas e tristes dúvidas… Penso que aceitariam qualquer som, como os franceses aceitaram, bastava uma primeira capa no Público e uma chamada na SIC, de Pinto Balsemão (gosto de frisar o nome do proprietário, fundador do PSD – acho que foi – e proprietário de um império midiático e feroz oponente à privatização da Estação Pública)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Hein?

Imagem: Porco Capitalista

64º capítulo (daquela Série): Estou em falta, né?

Primeiro capítulo: Páginas de vida: que me ensinaram a não gostar de nacionalismos 



Eu sei, eu sei.
Vim aqui para vos dizer que terminei de atualizar todos os links dos capítulos desta Série. Quer dizer, pelo menos nesta série, não existem mais páginas não encontradas.
Agora, vou providenciar o 65º capítulo.
Abraços e beijos de amizade e carinho./-
JP




Relacionados:

Já chega, não?


Gabriel Silva
Não é só serem uns eternos e insaciáveis pedinchas. Querem é continuar a esmifrar o contribuinte.
UGT e patrões querem que o Estado financie subida do salário mínimo
Agricultores açorianos pedem apoio de um milhão de euros devidoao mau tempo
Farto deles. Cada pedido/pedincha que apresentam é um insulto, querem sempre sacar-nos mais e mais.
Título e Texto: Gabriel Silva, Blasfémias, 01-03-2013

Quero andar a pé! Posso?

http://www.passeiolivre.org/

Televisor 5D! Incrível!

No dia 1º de abril, um passeio por um Rio que nunca saiu do papel

Anunciados oficialmente pelo poder público nos últimos 50 anos, projetos acabaram barrados por obstáculos econômicos e políticos.
Isabela Bastos
 
Projeto do trem japonês na Lagoa. Imagem: Marizilda Cruppe/Agência o Globo
O carioca já poderia estar cortando a cidade, da Barra ao Centro, passando pela Zona Sul, num moderno trem magnético levitando sobre trilhos. Se morasse na Baixada de Jacarepaguá ou no subúrbio, e quisesse ir aos aeroportos, embarcaria no metrô. Saindo de carro pela orla, poderia passar por uma Avenida Niemeyer ou uma Autoestrada Lagoa-Barra duplicadas. Um bom programa seria visitar o Museu Guggenheim, na Zona Portuária. Cansado do Pão de Açúcar? O passeio no bondinho poderia ser à estação do Morro da Babilônia. Atravessar a Baía de Guanabara seria por um túnel metroviário submerso. Projetos urbanísticos, culturais, turísticos e de transporte de massa como o trem japonês, as linhas 3 e 6 do metrô, o Transpan, a expansão do bondinho do Pão de Açúcar e a construção de um equipamento cultural de nível internacional no Píer Mauá, entre outros, bem poderiam ter saído de uma crônica de primeiro de abril. Mas, anunciados oficialmente pelo poder público nos últimos 50 anos, esses e outros projetos acabaram barrados por obstáculos econômicos, políticos, urbanísticos, sociais e judiciais. Hoje habitam as pranchetas dos engenheiros e arquitetos, um campo de ideias de um Rio de mentirinha, nunca implantado.
(…)
Título e Texto: Isabela Bastos, O Globo, 01-04-2013

A Encruzilhada


Fernando Moreira de Sá
Nos últimos dias muito se escreveu sobre o putativo cenário de eleições antecipadas (ou um governo de iniciativa presidencial). Pensando com a máxima frieza e o distanciamento possível, aqui ficam as minhas dúvidas.

Temos cinco partidos (PSD, PS, CDS, PCP e BE) com votos e "máquinas partidárias" suficientes para elegerem deputados. Cinco. Desses, três defendem o caminho imposto pelos credores, a troika. São eles o PSD, o PS e o CDS. Os outros dois, PCP e BE dizem defender o caminho oposto. Os primeiros, independentemente de uma ou outra nuance (mais estratégica que outra coisa qualquer), entendem que Portugal deve permanecer no Euro, na União Europeia e cumprir os seus compromissos com os credores. Os segundos, defendem a imediata saída do Euro, em matéria de UE são suficientemente vagos para não se ter certezas e quanto aos compromissos com os credores...bem, entre renegociar, um perdão e o mais radical "não pagar" vai um pulinho. Isto, da forma mais reduzida e simplista possível. Bloco e PCP representam, a acreditar nas sondagens, menos de 20% dos eleitores. Pelo menos, por agora.

A receita que a troika nos prescreveu, como se está a ver, não resultou. Na minha opinião, a solução apresentada pelo Bloco e pelo PCP seria um desastre. Assim sendo, seria natural, perante o actual estado da nossa economia, que existisse uma alternativa. E que qualquer um dos três restantes partidos, a solo ou em conjunto, fossem os primeiros a apresentar um caminho alternativo. Mas não. As suas agendas estão desfocadas da realidade. As deles e as nossas. Aqui nossas significa: comentadores, bloggers, jornalistas e outros que tais (pedindo desde já desculpa pela generalização, algo sempre injusto). Por estes dias, com os números da economia profundamente negros, com a tragédia do crescimento constante do desemprego e as notícias aterradoras vindas do Chipre, o "planeta mediático nacional" discute o renascimento do comentador Sócrates, as palavras do CDS sobre a remodelação e as inacreditáveis fugas de informação do Tribunal Constitucional. Ou seja, estamos a falar uns para os outros, em circuito fechado. No Portugal "profundo" a discussão é outra: os que ainda guardam algumas poupanças nos bancos, perguntam a quem sabe (ou a quem julgam que sabe) o que fazer ao dinheiro (tirar do banco e meter em casa? Abrir conta no estrangeiro?).

Boa parte dos jovens discute com os pais se partem já para Angola, Brasil, Moçambique ou qualquer outro país. Os mais velhos procuram sobreviver e os empresários evitam fechar perante semelhante esbulho fiscal. A esperança, essa, fugiu para parte incerta e o Portugal mediático transformou-se numa caricatura. 
Uma verdadeira encruzilhada...
Título e Texto: Fernando Moreira de Sá, Forte Apache, 01-04-2013 

Nota: Aqui ao lado, em Espanha, fruto de mais uma bronca com dinheiros públicos, os ERE - Expediente de Regulación de Empleo, envolvendo políticos, empresários e sindicalistas (UGT e CCOO) colocou na agenda a questão da transparência dos dinheiros dos sindicatos. A UGT e a CCOO (a CGTP espanhola) receberam mais de 30 milhões de euros de dinheiros públicos sem terem realizado nenhum trabalho. Os números são incríveis: o governo da Andaluzia entregou aos sindicatos (a troco de garantir a paz social) mais de mil milhões de euros entre 2001 e 2010. As duas centrais sindicais receberam, só em 2011 e 2012, mais de 220 milhões de euros de dinheiros públicos sem qualquer controlo. A prisão de um sindicalista nos últimos dias, fez acordar a sociedade  civil espanhola para esta realidade. É caso para perguntar: e em Portugal, tudo normal???

A entrevista

Alberto Gonçalves
A única justificação plausível para a longa entrevista do eng. Sócrates à RTP passaria pela apresentação formal de um pedido de desculpas pelos erros cometidos em seis anos de desmiolada governação. Passou-se exactamente o contrário: o homem continua impermeável à realidade, não admitiu um só erro e distribuiu culpas por tudo o que se movia e move em seu redor. Portugal está como está graças à crise internacional, à Lehmann Brothers, a Cavaco Silva, ao actual Governo, ao "Correio da Manhã" e aos biltres sortidos que teimam em difundir "narrativas" (sic) mentirosas sobre a excelsa competência e personalidade do ex-primeiro-ministro. Ele acerta sempre, logo, por definição, os que dele discordam falham sempre.
Convém reconhecer que, apesar de intrinsecamente tontas, na prática estas alucinações funcionam. Não obstante a brutal inépcia de que já deu provas, o eng. Sócrates continua a dispor de um número considerável de seguidores fervorosos. Pior: mesmo entre os adversários há quem lhe atribua o tipo de características que constituem o chamado "carisma", virtude exaltada em sociedades primitivas e que quando não suscita veneração suscita uma espécie de asco respeitoso. Ou medo. Donde as expectativas de índole diversa fomentadas pelo regresso da criatura e o sucesso de audiências do regresso propriamente dito.


Perante isto, impõe-se uma questão: as pessoas andarão maluquinhas? Bem espremido, o eng. Sócrates merece tanta consideração quanto o título que precede o nome. Em matéria de ridículo, demonizá-lo equivale a beatificá-lo, no sentido de se lhe dar a importância que ele evidentemente não possui. O mito do "animal feroz", que o próprio mitómano inventou a ver se colava, colou de facto e tornou-se um dado adquirido a fiéis e a inimigos, os quais deveriam parar para pensar no exagero em que incorrem.
Descontado o folclore alusivo, a que se resume afinal o eng. Sócrates? A pouquito, uma mediocridade arrogante e uma calamidade política que subiu na carreira à custa de manha, sorte e atraso de vida. Foi justamente o atraso de vida que proporcionou o típico encanto de alguns face à prestação televisiva da passada quarta-feira (27-03).

Amílcar Cabral foi um homem prepotente e mandou executar muita gente, diz líder histórico cabo-verdiano

Selo comemorativo da ex-República Democrática da Alemanha
O líder histórico da União do Povo das Ilhas de Cabo Verde (UPICV), partido hoje inativo, considerou que Amílcar Cabral era um homem "prepotente", pois "não respeitava" a personalidade coletiva do povo, e mandou executar muita gente.
Afastado da vida político-partidária há mais de duas décadas, José Leitão da Graça, hoje com 81 anos, lembrou que a ideia da unidade entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, que sempre recusou, "trouxe males" para os dois Estados e isso não entrava na cabeça do "pai" das independências cabo-verdiana e guineense.
"Amílcar Cabral estava a conduzir uma luta armada fecunda na Guiné-Bissau, o que o levou a tornar-se num «senhor todo-poderoso», mandando, inclusive, fuzilar muita gente por dá cá toma aquela palha", disse, numa entrevista à agência Inforpress.
Título e Texto: Sapo Notícias, 31-03-2013

Mais uma da imprensa portuguesa (Alberto Gonçalves)

Em 26 de março postei “Mais uma da imprensa portuguesa” sobre mais uma desonesta (e habitual) manchete dessa imprensa, sempre muito atenta a conspurcar o atual governo. E, como não é raro, eis que encontro um artigo de Alberto Gonçalves que escreve muito melhor sobre “o esforço de certo jornalismo (que)concentra-se nos títulos susceptíveis de conspurcar a imagem pública do Governo”:


Espiões e populistas

Alberto Gonçalves

O país, ou o pedacinho dele que ainda liga a estas coisas, estremeceu com a notícia de que o Governo criou um posto de trabalho na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros para o ex-espião Jorge Silva Carvalho. Dito assim, fica a ideia de que o primeiro-ministro decidiu pessoalmente recrutar um arguido num processo de abuso de poder e violação de segredo de Estado e colocá-lo num cargo de responsabilidade e confiança. Para cúmulo, os media partiram de imediato a ouvir as abalizadas opiniões do PCP e do BE acerca do assunto. As opiniões não foram simpáticas. Pelos comunistas, António Filipe considerou o sucedido "insólito". E a menina que alegadamente manda no Bloco jurou que iria pedir explicações ao dr. Passos Coelho sobre um "caso muito grave para a democracia".

Sem dúvida, não fora a circunstância de uma lei de 2007 determinar a integração no cargo em questão de todos os antigos agentes das "secretas" que tenham cumprido seis anos de serviço ininterrupto. Conforme aconteceu com o mencionado Jorge Silva Carvalho, que aliás processara o Estado a propósito. Todos os alvoroçados perante a notícia se esqueceram de referir que a culpa (se a palavra se aplica) da nomeação é de uma lei esquisita publicada há dois executivos atrás, pormenor que daria à história outro rigor embora lhe retirasse o conveniente impacto.

Hoje, o esforço de certo jornalismo concentra-se nos títulos susceptíveis de conspurcar a imagem pública do Governo. É uma actividade cheia de potencial. Sempre que o carro oficial do dr. Passos Coelho passar veloz ao lado de um cemitério, é possível uma manchete rezar: "Primeiro-ministro indiferente a portugueses que morrem."

Ainda sobre "Ouvindo mudos"

Nada mais a acrescentar às palavras do Otacílio que fez uma análise perfeita dos cúmplices estelionatários Lula/Dilma. Não há mais adjetivos para qualificar esta dupla de escroques.
Quanto à nação, espero que seja uma Fenix para ressurgir das cinzas, porque não pode contar nem com o povinho, danado de ruim.
Até à próxima.
Aileda de Mattos Oliveira

Tal opinião partindo da Profa. Aileda muito me honra. 
Acrescento apenas, por oportuno, o seguinte: já fui acusado por muitos de fujão porque ao invés de pegar um trabuco e matar alguns filhos de putas que vivem de saquear o país – o PT à frente, no comando do saque – preferi cair fora e vir viver minha vida em meio a pessoas civilizadas. 
Entretanto, nunca deixei e jamais deixarei de combater os canalhas que traíram o meu país – meu, porque eu continuo, mesmo naturalizado australiano, brasileiro pois nasci ai e não renunciei à minha cidadania brasileira – como também os seus apoiadores. Os que me chamam de fujão são justamente aqueles que nada fazem, meteram o rabo entre as pernas e aceita as coisas como eles querem que sejam. Se eu não tivesse “fugido” do Brasil, já estaria morto ou preso porque com certeza eu já teria detonado um filho da puta desses. Como não tenho índole assassina e acho que no presente caso as instituições republicanas é que deveriam tomar uma atitude – e não tomam porque estão cooptadas e muito bem pagas para nada fazer – eu agi de acordo com a minha consciência. Até porque concordo com a frase de Samuel Johnson, “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Isto diz tudo. 
O PT & Asseclas está aninhado no poder porque a maioria dos brasileiros é exatamente como eles: canalhas. Canalhas por extrema ignorância ou por índole mesmo, tanto faz. 
Quando o pote secar – e já está secando – todos os canalhas da camada superior usarão seus passaportes para se refugiar em algum país longínquo. A canalhada das camadas inferiores não terá esta chance porque nem passaporte tem.  
Continuarei na minha trincheira esculhambando com uns e outros e admirando pessoas corajosas e inteligentes como a Profa. Aileda que não têm medo de chamar pelo nome vermes como Lula da Silva & Cia. Ltda. 
Grande abraço,
Título e Texto: Otacílio Guimarães, 31-03-2013

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