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terça-feira, 10 de agosto de 2010

A coluna de Joaquim Barbosa


Débora Santos, do G1, em Brasília, 09/08/2010 19h50


Joaquim Barbosa diz que 'lazer' é aconselhado por médicos.
Ministro do STF foi flagrado em um bar de Brasília, durante licença médica.
Barbosa está afastado do cargo desde abril para tratar dores na coluna.

O ministro do STF, Joaquim Barbosa, que está de
licença médica, em um bar da região central de
Brasília, no sábado (7). (Foto: Ed Ferreira/AE)
Em licença médica desde 27 de abril deste ano para tratar dores na coluna, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa divulgou, nesta segunda-feira (9), nota de repúdio à reportagem de domingo (8) do jornal “O Estado de S. Paulo”, que publicou fotos dele em uma festa na noite de sexta-feira (6) e em um bar da região central de Brasília, no sábado (7).
“Diante das notícias de caráter sensacionalista e fotografias de qualidade duvidosa publicadas nos últimos dias, externo meu repúdio aos aspirantes a paparazzi e fabricantes de escândalos que, sorrateiramente, invadiram minha privacidade em alguns poucos momentos de lazer, permitidos e até aconselhados pelos médicos que me assistem”, afirmou Barbosa.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O ministro Joaquim Barbosa agiu certo?

Abaixo dois textos antagônicos sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa:
Joaquim Barbosa, foto Nelson Jr, SCO, STF
Mensagem para o Ministro Joaquim Barbosa e para meus amigos internautas
Geraldo Almendra
Se o ministro tiver achado que não respondendo a altura as afrontas ao STF feitas pelo deputado Marco Maia com o pedido de prisão imediata da gang do mensalão evitou um golpe no país cometeu um grave erro pois o golpe acaba de acontecer com a desmoralização do STF.

A atitude mais inteligente e racional que o Ministro poderia ter tomando seria declarar que a questão da prisão iria ser julgada em plenário por não querer tomar uma decisão isolada e não, publicamente, se acovardar vergonhosamente perante o deputado Marcos Maia, fazendo um juízo de valor imoral sobre uma situação em que os únicos beneficiados foram os “réus” do julgamento do mensalão.

Em frente ao espelho sinto vergonha de mim mesmo por achar que o Ministro Joaquim Barbosa continuaria fazendo alguma diferença nesse judiciário apodrecido. Com certeza o ministro Celso de Melo, por exemplo, deve estar muito decepcionado.
Será que o ditado popular de quando não suja na entrada suja na saída é verdadeiro?

O Brasil das pessoas honestas e dignas está surpreso e deve estar com o mesmo sentimento de profunda decepção diante da covardia do Ministro frente ao deputado Marco Maia – o homem que humilhou publicamente o STF não permitindo que a gang fosse para a cadeia e, com certeza, não vai permitir que o trio de canalhas perca seus mandatos fora de uma decisão do próprio Parlamento subornado pelo Mensalão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ministro Joaquim Barbosa, olhe por eles!

É impossível ficar indiferente.


55 Amaury Antunes Guedes
Fico triste lamentando por tantas tragédias. Sou telegrafista, uma das primeiras coisas que aprendi, foi fazer um SOS. Mas, no exercício da profissão nunca foi preciso. Como aeronauta, fiz cursos de Navegador, sobrevivência no mar, na selva. Hoje, como aposentado AERUS, me pergunto, como sobreviver se estou sem amparo e sem rumo, à deriva, à mercê da própria sorte? Tudo porque o governo do meu País não se importa com o nosso drama. Estamos num país onde o aposentado não tem valor, o idoso da mesma forma, hoje estou fazendo mais um apelo a V.Exa. para colocar em julgamento os processos referentes à nossa causa. Chega de tanto sofrimento esperando por esse julgamento, seja para o bem, seja para o mal, não me importa mais! Já estou com 78 anos e com pouco tempo de vida para poder desfrutar dos direitos que me surrupiaram. SOS!

177 Isabelle Pinto Martins de Souza
Por favor, Sr. Ministro, dê prioridade ao julgamento do RE 571969. Nós, ex-funcionários da VARIG, aguardamos esse julgamento para dar um fim à esta situação humilhante que o governo vem nos impondo desde a falência da empresa.

255 Marcos Aurélio Fernandes de Castro
Prezado Ministro Joaquim Barbosa, a esperença existe e V.sa Excelencia é a nossa. Obrigado

260 Dueli Ferreira de Moraes
Senhor Ministro, nos devolva a esperança de uma velhice tranquila.

284 Sandra Lia Machado Leal
Minha última esperança.

490 Flavio de Alencar Moreira
Precisamos receber antes de morrer

599 Hozenilda Pereira da Silva Ferreira
Respondo por meu marido, José Martins Ferreira, interditado por doença de Parkinson em estágio avançado, com home care sob liminar da justiça para que seu plano de saúde dê a ele a estrutura que, infelizmente, não podemos arcar por falta de recursos financeiros. Meu marido tem traqueostomia, gastrostomia, não fala, não anda e não tem lucidez, vivendo assim quase vegetativamente. Vendemos todos os nossos bens para pagar plano de saúde e as despesas que infelizmente com recursos da Previdência Social não são suficientes. Peço que sejam pesados todos os anos de contribuição que ele fez a essa entidade, AERUS, para que não chegasse a esta fase de sua vida na penúria. Não posso mais amanhecer todos os dias à espera de notícias que nunca acontecem, com o fantasma da impunidade que nos assombra dia e noite. O muito obrigado de uma esposa desesperada.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Esquecidas as "explicações detalhadas"...

No dia 22 de fevereiro de 2013, este blogue (re)publicou o Boletim do SNA – Sindicato Nacional dos Aeronautas:

“Hoje, à tarde (21/02), o Sindicato Nacional dos Aeronautas teve audiência com o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Joaquim Barbosa. Participaram da audiência a diretora da Fentac/CUT e de assuntos previdenciários do SNA Graziella Baggio, o Senador Paulo Paim, e os advogados do Escritório Castagna Maia, Carolina Maia e Lauro Gomes.

Na reunião foi explicado detalhamente a situação da SL 127, a antecipação da tutela no caso dos aposentados do Aerus e a importância do julgamento da ação de defasagem tarifária.

O Ministro Joaquim Barbosa escutou com bastante interesse as informações prestadas quanto a situação dos aposentados, pensionistas e ativos do Aerus. Comprometeu-se a avaliar com especial atenção a SL 127, e garantiu que a ação da defasagem tarifária deve ser pauta da seção plenária do Tribunal, em breve.”

Os grifos são meus.
Duas fotos ilustram a matéria.
Uma delas é esta:


Lamento dizer, mas, pelo que vi (e senti) ontem o ministro Barbosa esqueceu o que lhe foi “explicado detalhadamente”, well

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

143 acham que o ministro Joaquim Barbosa vai votar a favor

Votar CONTRA
198
44%
Acompanhar o voto da ministra Cármen Lúcia, sem restrições
143
31%
Acompanhar o voto da Relatora, com restrições
87
19%
Nem uma coisa, nem outra
26
6%

Se 198 (44%) acham que o ministro Joaquim Barbosa vai votar “Contra” – quando acabar de avistar o processo RE 571969 – são 143 (31%) que acham que ele vai “Acompanhar o voto da ministra Cármen Lúcia sem restrições” .
E você, o que acha?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Boletim do SNA: Joaquim Barbosa discute caso AERUS

Joaquim Barbosa discute caso AERUS


Hoje, à tarde (21/02), o Sindicato Nacional dos Aeronautas teve audiência com o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ministro Joaquim Barbosa. Participaram da audiência a diretora da Fentac/CUT e de assuntos previdenciários do SNA Graziella Baggio, o Senador Paulo Paim, e os advogados do Escritório Castagna Maia, Carolina Maia e Lauro Gomes.
Na reunião foi explicado detalhamente a situação da SL 127, a antecipação da tutela no caso dos aposentados do Aerus e a importância do julgamento da ação de defasagem tarifária.
O Ministro Joaquim Barbosa escutou com bastante interesse as informações prestadas quanto a situação dos aposentados, pensionistas e ativos do Aerus. Comprometeu-se a avaliar com especial atenção a SL 127, e garantiu que a ação da defasagem tarifária deve ser pauta da seção plenária do Tribunal, em breve.
Os representantes dos trabalhadores saíram muito otimistas da reunião, e acreditam que uma solução para a retomada da antecipação da tutela, para os assistidos (já decidida pelo plenário do STF), pode ocorrer em breve.
A Diretoria

Interessante, muito interessante!
 


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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Gabinete do ministro Joaquim Barbosa toma ciência do Abaixo-assinado


De: Movimento ACORDO JÁ!
Enviada em: segunda-feira, 6 de maio de 2013 11:05
Para: Gabinete Ministro Joaquim Barbosa
Assunto: [Varig/Aerus] Para o conhecimento de Sua Excelência, Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo Tribunal Federal:

Excelência,
Temos uma Petição (online) especialmente dirigida a Vossa Excelência: "Ministro Joaquim Barbosa: ex-trabalhadores da Varig dependem do julgamento do RE 571969" que conta, até o momento, 2 988 assinaturas. Era nossa intenção entregá-la pessoalmente junto ao gabinete de Vossa Excelência.
Para o nosso regozijo, soubemos que o RE 571969 consta da Pauta de Julgamentos da próxima quarta-feira, dia 08 de maio de 2013. Desnecessário mencionar o incontido palpitar que ensurdece os corações de milhares de ex-trabalhadores da Varig e seus familiares.
Não temos meios para ir a Brasília nas próximas horas entregar-vos a referida Petição. Portanto, é através desta mensagem que rogamos que Vossa Excelência tome ciência dessa manifestação virtual de ex-trabalhadores da Varig:
Com os nossos sinceros agradecimentos, subscrevemo-nos,
Respeitosamente, 





Prezado Senhor,
Bom dia.
Acuso recebimento de sua mensagem.
Informo, ainda, que a encaminharemos ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa.
Permaneço à disposição para o que se fizer necessário.
Cordialmente,
Karima Batista
Oficial de Gabinete
Gabinete da Presidência
Supremo Tribunal Federal

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Oração

sábado, 24 de novembro de 2012

Multiculturalismo, uma ova! Joaquim Barbosa representa o valor de uma única cultura: a democracia!

"Operários", quadro de Tarsila do Amaral
Reinaldo Azevedo
Há muitas formas de tentar rebaixar a posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal, e a mais saliente delas, embora menos assumida, é declarar que “um negro”, finalmente, atinge o topo. Errado! Chegou ao STF e estará no comando, por dois anos, um brasileiro que estudou e que tem formação intelectual e acadêmica compatível com o cargo. Sim, ele é também negro, mas o ser negro é uma das suas características e não o define no cargo. Afinal, há milhões de outros que não poderiam estar lá porque não exibem as suas credenciais.

Negros, brancos, amarelos, vermelhos, homens, mulheres, sulistas, nordestinos, gays, héteros, judeus, cristãos, muçulmanos, corintianos, petistas, antipetistas — escolham aí categorias à vontade… Nenhuma delas pode ter uma “vaga” na corte suprema do país porque o tribunal não é uma soma de corporações de ofício, de corporações ideológicas, de corporações de gênero, de corporações de cor, de corporações partidárias… Fosse assim, haveríamos de ter tantos ministros quantas fossem as clivagens naturais da sociedade — ou as criadas por grupos militantes. Por isso reagi mal quando Ophir Cavalcante, presidente da OAB, viu na posse de Barbosa a suposta expressão do multiculturalismo. Errado! Se a questão é essa, trata-se justamente do contrário: a posse de Barbosa é a expressão do “uniculturalismo”: a democracia!

Multiculturalismo? Ora, quais são os valores particulares do ministro — pertencentes, então, à sua “comunidade” — que nos seriam (a muitos de nós ao menos) estranhos? Desconheço. O seu currículo e a sua formação intelectual nos informam tratar-se de um homem formado pela cultura ocidental. Barbosa não fala swahili, mas fala francês. Não fala kinyarwanda, mas fala inglês. Não fala tumbuka, mas fala alemão. Não fala quicongo, mas fala espanhol. Não fala quimbundo, mas fala português.
Não sei se é ou não homem religioso, mas não o vejo praticando cultos animistas. Barbosa é um negro nascido e criado no Brasil e, nota-se pela trajetória, ganhou projeção por seu esforço. É a evidência, aliás — contra as suas próprias convicções, já que favorável a cotas (como os demais ministros do STF, diga-se) —, de que não existe melhor política afirmativa do que a da dedicação e do talento. “Ah, mas quantos poderiam repetir a sua experiência? Precisamos de medidas inclusivas”. Claro que precisamos! A melhor delas é garantir ao conjunto dos brasileiros uma escola pública decente. Mas não quero, agora, entrar nesse atalho porque a coisa iria longe.

Estou, sim, repudiando certo deslumbramento basbaque — que cheira a avesso do avesso do racismo… — que pretende conferir a Joaquim Barbosa características especiais porque negro. Parece até que a cor de sua pele o torna, então, menos livre para pensar, já que tal condição lhe imporia, de saída, um conteúdo.
É claro que reconheço a importância que sua ascensão tem para milhões de negros e mestiços Brasil afora. Aliás, o fato não é menos relevante para muitos brancos. Eis a evidência, concorde-se ou não com o ministro (e eu já discordei dele e de outros muitas vezes), de que o desempenho intelectual não distingue cor de pele. Sim, em certos nichos do país, essa é uma verdade que ainda precisa ser enunciada e anunciada. Que meninas e meninos negros Brasil afora o tenham como exemplo de que o esforço faz diferença. É também o que espero que aconteça com meninas e meninos brancos.

Joaquim Barbosa na presidência do Supremo não significa o triunfo dos “valores negros” ou da “cultura negra” porque essa história de “Mama África” é só conversa mole de ignorantes. Negros matam negros aos milhares — às vezes, milhões — na África subsaariana. A razão é simples: não existe uma “cultura negra”. Existem culturas — e elas podem ser mortalmente inimigas. Cor da pele só forja uma identidade (falsa!) fora do continente africano. Não custa lembrar: muçulmanos matam muçulmanos no Oriente Médio, e brancos matavam brancos até outro dia na Irlanda do Norte.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ou Joaquim Barbosa volta ao trabalho ou tem de se despedir do STF! Simples.


Reinaldo Azevedo
Leiam o que informa Mariângela Gallucci no Estadão. Volto em seguida:
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e advogados cobraram ontem explicações do ministro do STF Joaquim Barbosa, de licença médica desde abril por causa de um problema crônico na coluna, mas foi visto em uma festa e num bar em Brasília no final de semana. De acordo com eles, Barbosa tem de resolver a sua situação: se fica no tribunal, trabalhando, ou se pede afastamento definitivo da Corte.“Que se defina a situação”, disse o ministro do STF Marco Aurélio Mello. “Seria o mínimo de consideração com a sociedade, com o erário, com os seus pares, com o Supremo, que o ministro Barbosa viesse a público dar uma explicação”, disse o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior. “Não há coerência entre a postura de não trabalhar por um problema de saúde, que é natural, qualquer pessoa pode ter, e de ter uma vida social onde isso não é demonstrado.”O presidente da OAB manifestou na semana passada uma preocupação dos advogados com a paralisação dos processos no gabinete de Barbosa. Integrantes do STF também estão aflitos e sobrecarregados. “O Supremo tem 11 ministros, mas hoje está com 9 apenas “, observou Ophir. Barbosa está de licença e Eros Grau se aposentou na semana passada. “O STF tem de dar vazão a todos os processos que lá tramitam. Há processos parados há mais de cinco anos com o relator. É preciso fazer frente a esse déficit de julgamentos”, disse o presidente da OAB.
Aposentadoria
Assim como Marco Aurélio Mello, outros colegas de Barbosa no STF consideram que ele tem de resolver logo sua situação para que o tribunal encaminhe os mais de 13 mil processos em seu gabinete.
Um dos ministros defendeu que o STF se reúna, comandado pelo presidente Cezar Peluso, para tomar uma decisão institucional sobre o problema. “Não podemos ficar com alguém doente por tanto tempo. Não podemos chamar substituto”, afirmou.
Segundo um integrante do STF, se não for possível o retorno definitivo de Barbosa ao trabalho, o tribunal poderia acionar dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece regras para aposentadoria por afastamento prolongado para tratamento de saúde. O problema tem de ser comprovado em perícia de médicos independentes.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Em nome da Rose

Imagem retirada daqui
Maria Lucia Victor Barbosa
O julgamento do mensalão trouxe para surpresa de muitos algo surpreendente: pela primeira vez mandachuvas foram condenados. Mais impressionante estar entre eles José Dirceu, o “capitão do time” no primeiro mandado de Lula da Silva e que mesmo tendo perdido o cargo e depois o mandato de deputado federal, graças a Roberto Jefferson, continuou a dispor de enorme poder de mando dentro e fora do PT.
Esse acontecimento inédito se deveu ao relator, ministro Joaquim Barbosa, o que lhe granjeou admiração e respeito de parte da sociedade. Ele foi seguido pela maioria de seus pares, com exceção dos ministros Lewandowski e Toffoli que atuaram como advogados de defesa dos companheiros do PT. Não se pode também deixar de mencionar a atuação firme corajosa do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que se tornou alvo da sanha vingativa do PT.
Com relação ao ministro Joaquim Barbosa se pode imaginar a profunda dor que seu prestígio causou a Lula da Silva. Não só porque ele se sentiu traído, visto que havia nomeado o ministro e pensava que o STF era mais uma de suas capitanias hereditárias, mas, principalmente, porque o descomunal ego do ex-presidente deve ter sido tremendamente abalado diante de alguém que lhe fez sombra entre cidadão esclarecidos.
Como no conto infantil Lula deve ter perguntado ao espelho mágico: “Espelho meu, existe no momento homem mais querido do que eu”? E o espelho respondeu: “Sim, majestade, o ministro Joaquim Barbosa”.
Para ser como gosto, politicamente incorreta, traço um paralelo entre Lula da Silva e o ministro Joaquim Barbosa, completamente diferentes em termos de caráter, sendo sua única semelhança a origem humilde:
Lula da Silva fez questão de continuar iletrado e é um velhaco que tudo conseguiu apenas com muita sorte e lábia. Joaquim Barbosa estudou, trabalhou e se tornou o homem honrado e competente que conseguiu salvar o STF das garras da quadrilha enquistada no Executivo pelo PT. Com relação ao primeiro me envergonho de ser brasileira. O segundo me inspira justo orgulho pelo meu país.

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Joaquim Barbosa autoritário, amado pelas esquerdas, volta a dar as caras

Reinaldo Azevedo

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal — que, consta, pode deixar o tribunal ainda neste ano — perdeu, nesta segunda, uma excelente chance de ficar calado, refletir melhor e, depois, então, se fosse o caso, emitir a sua opinião. Mas este sempre foi um defeito seu, não é mesmo?, estivesse certo ou errado: falar primeiro e, eventualmente, pensar depois. Nesta segunda, o ministro participou do seminário “Liberdade de expressão e o Poder Judiciário”, no Tribunal de Justiça do Rio. E eis que surgiu aquele Joaquim que foi indicado por Lula para o Supremo; eis que se mostrou o Joaquim que ainda não havia sido transformado na Geni do petismo por causa de seus votos contra os mensaleiros.

Vamos lá. O leitor poderia dizer: “Você, que sempre elogiou o ministro, vai criticá-lo agora?” Pois é. Basta acessar o arquivo deste blog para saber que, ao longo dos anos, mais critiquei do que elogiei Barbosa. O fato de ele ter feito a coisa certa no mensalão não implica que eu endosse seu estilo e apoie sempre as suas opiniões. Ainda há dias, ele votou contra a possibilidade de empresas privadas doarem dinheiro para campanhas eleitorais, por exemplo. Acho que ele está errado.

Nesta segunda, o ainda ministro resolveu fazer digressões sobre a chamada regulação dos meios de comunicação. Afirmou, segundo informa Ítalo Nogueira na Folha: “Normatização, regulação, seja ela do Estado ou autorregulação, é importante. O que não deve haver é falta de qualquer regulação. Não defendo censura, nada disso. A vida social é feita de constantes choques e embates entre direitos, pessoas e grupos. Sem um balizamento normativo, seja ele do Estado ou mesmo dos próprios integrantes de um determinado sistema produtivo, aquele que tem a incumbência de resolver os conflitos entre esses grupos e essas pessoas tem dificuldade de fazê-lo”. Ufa!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Eis o que a esquerda acha de Joaquim Barbosa

Para quem ainda não sabe ou ainda não se deu conta: o PT - Partido dos Trabalhadores é de esquerda!

E agora Joaquim? A encruzilhada de um juiz
Saul Leblon

Joaquim Barbosa assumiu a presidência de uma Suprema Corte manchada pela nódoa de um julgamento político conduzido contra lideranças importantes da esquerda brasileira. Monocraticamente, como avocou e demonstrou inúmeras vezes, mas sempre com o apoio indutor da mídia conservadora, e de seu jogral togado – à exceção corajosa do ministro Ricardo Lewandowski, Barbosa fez o trabalho como e quando mais desfrutável ele se apresentava aos interesses historicamente retrógrados da sociedade brasileira os mesmos cuja tradição egressa da casa-grande deixaram cicatrizes fundas no meio de origem do primeiro ministro negro do Supremo.
Não será a primeira vez que diferenças históricas se dissolvem no liquidificador da vida. Eficiente no uso do relho, Barbosa posicionou o calendário dos julgamentos para os holofotes da boca de urna no pleito municipal de 2012. duvidoso com a protuberância ideológica indisfarçável do procurador geral, Roberto Gurgel – aquele cuja isenção exortou o eleitorado a punir nas urnas o partido dos réus. Num ambiente de aplauso cego e sôfrego, valia tudo: bastava estalar o chicote contra o PT, cutucar Lula com o cabo e humilhar a esquerda esfregando-lhe o relho irrecorrível no rosto. Pronto. Era correr para o abraço dos jornais do dia seguinte ou antes até, na mesma noite, no telejornal de conhecidas tradições democráticas.
Provas foram elididas; conceitos estuprados ao abrigo tolerante dos doutos rábulas das redações --o famoso 'domínio do fato'; circunstâncias atropeladas; personagens egressos do governo FHC, acobertados em processos paralelos, mantidos sob sigilo inquebrantável, por determinação monocrática de Barbosa (leia:'Policarpo & Gurgel: ruídos na sinfonia dos contentes'); tudo para preservar a coerência formal do enredo, há sete anos preconcebido.
O anabolizante midiático teve que ser usado e abusado na sustentação da audiência de uma superprodução de final sabido, avessa à presunção da inocência e hostil à razão argumentativa – como experimentou na pele, inúmeras vezes, o juiz revisor. Consumada a meta, o conservadorismo e seu monocrático camafeu de toga, ora espetado no supremo cargo da Suprema Corte, deparam-se com a vertiginosa perspectiva de uma encruzilhada histórica. Ela pode esfarelar a pose justiceira dos torquemadas das redações  e macular a toga suprema com a nódoa do cinismo autodepreciativo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aposentado encerra greve de fome, após STF negar recurso aos segurados do Aerus

José Manuel Rocha diz que alcançou seu objetivo, que era ter uma resposta
Nice de Paula 
RIO — O ex-comissário de bordo da Varig José Manuel da Rocha Costa, de 67 anos, encerrou na noite da última sexta-feira a greve de fome iniciada cinco dias antes para pedir que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, julgasse um recurso de ação que prevê que o governo assuma o pagamento das aposentadorias de ex-funcionários da Varig e Transbrasil. O Aerus, fundo de pensão da categoria, sofreu intervenção e deixou mais de 8 mil segurados sem os benefícios prometidos. Joaquim Barbosa negou o pedido de tutela antecipada que garantiria o pagamento aos trabalhadores, enquanto o processo não termina de ser analisado.
— Uma hora depois de o ministro ter dado a decisão eu suspendi a greve de fome, porque não teria sentido continuar. A decisão é absurda, mas meu objetivo foi alcançado, o fundamental era ter uma resposta para ação andar. Ele estava com esse processo parado há seis meses e só deu essa resposta em cinco dias por causa da minha atitude extrema — disse.
Aposentado desde 2002, Costa conta que, após a intervenção no Aerus, em 2006, ele e a mulher, também ex-funcionária do setor aéreo, passaram a receber menos de 10% que ganhavam antes. Ele teria hoje uma aposentadoria de mais de R$ 8 mil, mas recebe cerca de R$ 600. No caso dela, o valor caiu de cerca de R$ 5 mil para R$ 300.
— Mesmo somando com o valor do INSS, nossa renda não cobre as despesas. Só de plano de saúde gastamos quase R$ 2 mil. Já perdemos um apartamento depois disso — lamenta.


Confinamento prossegue
Em outro protesto contra a situação do Aerus, 13 aposentados estão confinados na sede do fundo de pensão, no Centro do Rio, desde o dia 27 de junho e, mesmo após o julgamento do recurso pelo STF, dizem que não há data prevista para deixar local. Reivindicam uma negociação com algum representante do governo que indique uma solução para os aposentados.
Joaquim Barbosa está fora do país. A Secretaria de Comunicação do STF informou que ele está sensibilizado com a situação da Aerus, mas já estava concluindo sua decisão e não votou pressionado pela greve de fome de José Manuel Rocha.
Título e Texto: Nice de Paula, O Globo online, 07-07-2013, 22h32 (Hora de Brasília)

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

A delinquência política disfarçada de militância. Ou: ele é a cara dos blogs sujos

Ex-assessor de deputada petista é preso no Senado por insultar Aloysio Nunes no Senado. Foto: André Coelho/O Globo
Reinaldo Azevedo
Leiam o que informa O Globo:
Está preso na Policia do Senado o militante petista e ex-assessor da deputada Erica Kokay (PT-DF), Rodrigo Grassi, depois de quase se atracar com o líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), na saída do plenário. Conhecido como Pilha, o militante é o mesmo que agrediu o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na saída de um restaurante no mês passado. Ele se identificou para Aloysio como dono do blog Botando Pilha.Com. Quando o tucano parou para conversar, ele o questionou sobre porque o PSDB não deixava instalar em São Paulo uma CPI para investigar o caso Alstom. Aloysio respondeu até então, calmo. Mas quando ele perguntou o que tinha a dizer sobre seu “envolvimento” no escândalo do cartel do metrô em São Paulo, Aloysio partiu para cima do militante para lhe bater. Rodrigo saiu correndo de costas e filmando a investida do senador, avisando que o vídeo estaria em seu blog logo em seguida. Foi alcançado pelos seguranças do Senado antes que conseguisse entrar em um carro na saída.

“Eu não tinha outra atitude que não partir para cima dele para lhe dar um pescoção. Eu fui agredido! Não tenho envolvimento em caso nenhum de metrô. É assessor da deputada Érica Kokay que agrediu o ministro Joaquim Barbosa? É um bando de vagabundos, cafajestes! Só não dei um pescoção nele porque ele correu mais do que eu!”, disse o senador.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A decisão de Joaquim Barbosa: Só 50 votos separam os “pessimistas” dos “otimistas”

À questão: 
Qual será o voto de Joaquim Barbosa no RE 571969?

"O ministro Joaquim Barbosa, atualmente presidindo o Supremo Tribunal Federal, no dia 8 de maio de 2013, logo após a declaração de voto (favorável) da ministra Cármen Lúcia, pediu "vista" ao Processo RE 571 969 (Defasagem Tarifária)." 
Eis os últimos resultados:

Votar CONTRA
179
44%
Acompanhar o voto da ministra Cármen Lúcia, sem restrições
129
32%
Acompanhar o voto da Relatora, com restrições
77
19%
Nem uma coisa, nem outra
24
6%

Total Votes: 409

Anteriores:  
123 (45%) acham que Joaquim Barbosa vai votar CONTRA