Recentes acontecimentos que
mostram a violência cada vez mais exacerbada, ameaçadora, aterrorizante merecem
algumas reflexões e no meu entender podem ser detectadas quatro fontes da
violência: 1º - A criminalidade. 2º - As ações dos chamados movimentos
sociais. 3º - Os ataques de membros
do PT às autoridades dos Poderes constituídos. 4º - Os comportamentos sociais grupais.
Em todos esses aspectos a
marcante falência do Estado que, nunca antes nesse país, fracassou tanto em sua
função básica de prover a segurança dos cidadãos. Pode-se até dizer que o poder
público petista estimula a violência através dos péssimos exemplos de corrupção
dos seus membros, do desdém acentuado pela moralidade, da destruição de
valores, do incitamento ao ódio entre negros e brancos, pobres e ricos numa
sutil paródia da luta de classes.
1º - A criminalidade, velha conhecida nossa, vem aumentando de
forma descontrolada e tem suas causas no tráfico de drogas e de armas; na
sempre presente impunidade que repousa na morosidade da Justiça e na
incapacidade da apuração dos crimes; nas leis pouco rigorosas e ultrapassadas
que não permitem, por exemplo, a prisão de bandidos menores de 18 anos ou
permitem a soltura de criminosos de alta periculosidade depois de um breve
tempo presos; no sistema prisional que demanda nova sistemática como a dos países
desenvolvidos; na falta de presídios, inclusive, os de segurança máxima; no
sistemático ataque da mídia chapa branca aos policiais que cumprem seu dever ao
controlar a violência; nos atos de delegados que soltam bandidos quando a
polícia os prende.
2º - Os chamados movimentos sociais criados pelo PT costumam
infernizar a vida da maioria. É o caso dos chamados sem-terra, que arrebanhados
nas periferias sem a menor tradição agrícola são cooptados com a promessa de se
tornarem proprietários de terras que depois muitos vendem. O MST age invadindo
propriedades rurais, matando gado, destruindo sedes de fazendas, impedindo
funcionários de ir e vir. Abusos também ocorrem através de grupos indígenas ou
quilombolas sob o estímulo e proteção do governo petista.
O MST enfraqueceu na medida em
que a farta distribuição de bolsas esmola substituiu o penoso esforço de
trabalhar ou acampar em lonas pretas, entretanto, os sem-terra estão sendo
substituídos por sua versão urbana, os sem-teto. Aos poucos estes estão mostrando
a que vieram e certamente pretendem aumentar invasões a imóveis particulares
sob as bênçãos do PT.
3º - Os ataques de militantes petistas às autoridades e pessoas que
não rezam por sua cartilha sempre existiram. Na internet, sob o anonimato de
perfis falsos, “talibãs” do PT se destacam pela ausência de raciocínio lógico
substituído pela boçalidade, a intimidação, a difamação, a desqualificação dos
oponentes tratados com inimigos, a violência moral. Agora se fala num exército
eletrônico devidamente treinado para defender a perpetuação do partido no poder
através da reeleição de Dilma Rousseff que protagonizou o governo mais
incompetente que o país já teve. Como as pesquisas de opinião já não mostram
Rousseff como aclamada “gerentona”, Lula, seu criador, deu ordem à militância
submissa para fazer o que sempre fizeram: “partir para cima”.
O líder foi prontamente
atendido por fundamentalistas com traços de psicopata como o petista Sérvolo de
Oliveira, que na Internet e sob o codinome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de
Oliveira propõe que o ministro Joaquim Barbosa deva “morrer de câncer ou com um
tiro na cabeça”. Antonio Granado, fiel seguidor de Lula, vai pelo mesmo caminho
e pede a morte de Joaquim Barbosa, pois este “não seria um ser humano, mas uma
aberração pavorosa, um monstro”. Rodrigo Grassi, outro petista, prefere atacar
ministro Joaquim Barbosa na rua com insultos ou dentro do Congresso como fez
com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). Indiferente ou satisfeito o PT não
se pronuncia e outros “talibãs” devem estar prontos para “partir para cima”.
4º - Os comportamentos sociais grupais que funcionam como multidões
atestam de modo mais do que evidente a falência do Estado. Perigosas e
descontroladas as multidões mostram sua face mais terrível no furor pirotécnico,
quando ônibus são queimados ou nas chacinas e linchamentos como o da inocente
Fabiane Maria de Jesus, confundida com uma bruxa inventada na Internet. Cansada
de confiar no poder público, atestando a falência das instituições, revoltada
com a impunidade dos criminosos das quais é frequente vítima, a população parte
para fazer justiça com as próprias mãos. Estamos ingressando no “estado de
natureza” de que falava Hobbes onde “a vida é breve, solitária e grosseira” e o
“homem é lobo do homem”. Sem dúvida, é de dar medo essa herança maldita do PT.
Título e Texto: Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga,
18-05-2014
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