quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Avisos proibidos - 1


Olavo de Carvalho

Prezados amigos,

No tempo da ditadura, nos famosos “anos de chumbo” tão pranteados e tão ricamente indenizados com o dinheiro do povo trabalhador, os censores vetavam notícias (e as liberavam depois de algum tempo). Hoje em dia, na democracia tucanopetista, vetam-se pessoas: se alguma palavrinha feriu a delicada epiderme do “establishment”, seu autor é banido dos jornais, das rádios, das TVs, das cátedras, dos púlpitos e, é claro, da internet. Recolhem-no à mudez compulsória, isto quando não o extirpam logo de vez da sua corporação profissional jornalística ou universitária.

Tantos são os casos, e tão rotineiros, que o dom de tapar a boca alheia já se tornou, entre os chefões do pedaço, uma espécie de direito consuetudinário contra o qual não há, em todo o nosso sistema jurídico, defesa nem apelação possível.

Restam ao censurado os amigos, se os tem, os quais franqueiam o seu espaço para que a voz do infeliz, como um sussurro obsceno, chegue à parte mais ousada e destemida do público por via indireta.

Prevaleço-me, aqui, desse recurso informal, pois amigos, graças a Deus, não me faltam, e informo ao distinto público que, nos últimos dias, foram bloqueados:

1)   Minha página pessoal do Facebook.

2)   Minha fan-page.

3)   Meu acesso à “Central de Ajuda”

4)   A página pessoal da minha esposa Roxane.

5)   Minha conta no Twitter.

6)   Minha conta no Skype.

Restaram-me os amigos e, por enquanto, um canal no Youtube, cujos seguidores, em vista da impossibilidade de ouvir-me por outro meio, subiram de 80 mil para 130 mil em 24 horas, pelo que muito lhes agradeço.

Se alguém acha que todo esse concerto de ataques à minha liberdade de expressão foi apenas um acúmulo de curiosas coincidências, que é paranoia minha enxergar uma unidade de intenções por trás de tão insólita convergência de ações e resultados, com certeza é pessoa atormentada por aquelas dúvidas atrozes quanto à existência do mundo exterior e à veracidade da aritmética elementar, dúvidas que caracterizam a Síndrome do Piu-Piu e que nada neste mundo ou no outro pode acalmar.

Abração do
Olavo de Carvalho, 15-8-2018

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