terça-feira, 21 de setembro de 2021

Manifestações fortaleceram Bolsonaro e esvaziaram impeachment, diz Van Hattem

'Politicamente, me parece que essa discussão perdeu muita força', afirmou o deputado em entrevista ao Opinião no Ar, da RedeTV!

Fábio Matos

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, da RedeTV!, nesta terça-feira, 21, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que as manifestações de 7 de Setembro em apoio ao governo de Jair Bolsonaro fortaleceram o presidente da República e minaram, consideravelmente, as chances de avançar um processo de impeachment no Congresso Nacional.

Seguindo a linha da deputada Carla Zambelli (PSL-SP) em entrevista a Oeste, Van Hattem elogiou a Declaração à Nação feita por Bolsonaro no dia 9 de setembro, dois dias depois dos atos que levaram centenas de milhares de brasileiros às ruas em todo o país.

“Me parece que o presidente saiu fortalecido com as manifestações. Pelo menos aqui na Câmara, essa ideia do impedimento perdeu força sob o aspecto político”, analisa Van Hattem. “Politicamente, me parece que essa discussão perdeu muita força. Além disso, tivemos a nota do presidente da República, que eu achei muito positiva, dando uma recuada naquilo que ele falou.”

Ainda segundo o deputado do Novo, o comportamento mais comedido de Bolsonaro “não pode fazer com o que o STF deixe de reconhecer seus próprios excessos e abusos”. “Esperamos que esses abusos dos outros Poderes sejam história e daqui para frente tenhamos uma outra relação institucional de harmonia e independência”, afirmou. 

Discurso na ONU

Na entrevista à RedeTV!, Van Hattem também elogiou o pronunciamento de Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mais cedo, em Nova Iorque.

“Achei um discurso bastante bom. Ele está focando muito nas conquistas do governo assim como ele as interpreta para poder fazer frente à disputa eleitoral”, avalia o deputado. “Além disso, ele tratou, ainda que de forma rápida, dos temas que importam no cenário internacional neste momento, como a pandemia, a vacinação e o combate ao terrorismo.”

De acordo com o parlamentar, Bolsonaro, “ainda que com palavras mais amenas, reforçou uma série de tópicos que têm sido constantes” em seus pronunciamentos — como a defesa do tratamento precoce contra a covid-19 e as críticas ao lockdown, por exemplo.

“Eu não vejo problema de defender, em tese, a relação entre médico e paciente como sendo uma relação em que deve haver confiança mútua”, disse Van Hattem. “Acho que é totalmente admissível. Aliás, é o que se espera que haja entre médico e paciente.”

Racha no Partido Novo

Marcel van Hattem também falou sobre a crise interna no Partido Novo, que tem levado a um verdadeiro “racha” na legenda. “O Novo foi um instrumento criado para mudar a política brasileira para melhor. Por outro lado, existem questões de governança que precisam ser tratadas”, reconhece o parlamentar. “Ele [João Amoêdo, ex-presidente do Novo e candidato ao partido ao Planalto em 2018] tem pessoas muito próximas dele no diretório nacional, mas entendo que essas pessoas poderiam, eventualmente, dar espaço para outras pessoas que representem a pluralidade de um partido que não é mais pequeno”, opinou Van Hattem.  

O João Amoêdo de 2018 foi um candidato que eu me orgulhei de apoiar, que defendeu os valores da livre-iniciativa, mas nos últimos tempos tem se revelado uma pessoa que parece muito amargurada: só anti-Bolsonaro, impeachment e com uma postura pouco propositiva”, finalizou o deputado.  

Título e Texto: Fábio Matos, revista OESTE, 21-9-2021, 13h05

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