quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

O ódio que acomete o jornalismo criou o terrorismo

Para Mario Marques nunca antes na história do Brasil houve tanto ódio, revanchismo e vingança contra uma parte do povo

Quem defende vandalismo? Quem defende quebradeira? Quem defende dilapidação de patrimônio? Que eu saiba, ninguém. Talvez um Guilherme Boulos – e obviamente os black blocks. Não agora, claro… agora eles são da paz. Mas daí a classificar de “terroristas” os manifestantes do último dia 8/1 não dá. Mesmo. E é só voltar um pouco no tempo. Entre 2013 e 2014, black blocks destruíram patrimônio público e privado, mataram um cinegrafista (da Band), invadiram a Câmara Municipal do Rio, entre dezenas de outros atentados. Sabe que veículo jornalístico os tachou de “terroristas”? Nenhum. Não é o que eu acho. Eu fui checar. Nenhum. Nenhum.

Se há terrorismo no vandalismo do dia 8/1, como podemos classificar os atentados de 11 de setembro? Se Caetano Veloso é gênio, como chamar Mozart? Se Neymar é craque, o que foi Pelé? Saber classificar fatos, atos, pessoas é uma responsabilidade do jornalismo com a história.

O jornalismo brasileiro, aquele que décadas atrás ditava os rumos de uma eleição, está agora em fúria em velocidade máxima, botando todo seu ódio contra o presidente Bolsonaro e seus eleitores para fora. A comemoração efusiva e asquerosa de jornalistas da TV Globo diante do anúncio da vitória de Lula na eleição presidencial foi o primeiro sinal da ignição da vingança contra o desprezo e o tratamento dado pelo ex-presidente aos jornalistas. “Escroto!”, gritou a jornalista da Globo no vídeo vazado. A gestão Bolsonaro ignorou jantares com fontes da Globo e genéricos, baixou o orçamento da Vênus Platinada e tratou, é preciso registrar, como cachorros os jornalistas da emissora, em coletivas, na porta do Palácio ou em agendas.

Jornalista vira jornalista não só pelo suposto dom: jornalistas são vaidosos, deslumbrados. Quando são humilhados usam a profissão para se vingar, nas entrelinhas ou nas manchetes. É impossível, portanto, assistir à GloboNews e esperar isenção. Foi lá que a comentarista Natuza Nery [foto], ao ver a manifestação, disse ao vivo, em tom fascista, espumando ódio: “Tem que prender, tem que fichar essas pessoas”. Ódio endereçado a velhinhos e crianças que nem entraram nos prédios. Natuza e colegas são ninguém sem fontes. É aquele jornalismo de WhatsApp. Sua jornada de 2019 até o fim de 2022 foi dar opinião sobre qualquer coisa, sempre rebaixando as pessoas a “extremistas”, “extrema direita”, “radicais”, apenas por essas pessoas exigirem que o STF e o TSE mostrassem transparência no pleito eleitoral.

Jornalismo raso.

Não é fácil trabalhar nas Organizações Globo – e eu estive lá por quase 8 anos. O carreirismo, a busca pelo poder, pela luz mais brilhante, por agradar ao chefe, beira à loucura. Então ninguém ousa sair da cartilha de esquerda. Sob pena de ser perseguido ou demitido. Ser jornalista na GloboNews e na Globo é, diferentemente do que muitos pensam, difícil. É uma vida triste, um dia a dia de competição e tensão.

O jornalismo, em tese, deveria ser a voz da audiência, ouvir as pessoas, dar espaço para vozes dissonantes. Mas você jamais verá isso na Vênus. Lá você testemunhará a xaropada do André Trigueiro, a militância da Míriam Leitão e o fascismo pelo poder da Natuza Nery. Você jamais encontrará alguém disposto a debater ideias diferentes. Visões distintas.

Por isso milhares de pessoas ficaram confinadas num ginásio sem comida e sem mínimas condições de higiene, uma cena digna das piores ditaduras globais. E você não viu uma só voz da GloboNews denunciar isso ou no mínimo questionar. Óbvio: se esse tipo de coisa tivesse acontecido no governo Bolsonaro, as manchetes seriam algo como: “Está instalada oficialmente a ditadura no Brasil”. Mas não é: agora os jornamilitantes estão todos de amor e paixão com a volta do Lula, um ladrão condenado em várias instâncias, com dezenas de delações, solto pelo STF numa canetada e posto na presidência pelo TSE numa eleição que até hoje não sabemos o que está certo e o que está errado.

Nem vou entrar em outra celeuma. Aquela que chama as pessoas de golpistas sem haver nenhum golpe. O único golpe dado até agora, de novo, foi tirar Lula de dentro da cadeia e transformá-lo em candidato. O resto é só birrinha.

O papo agora é namorar o Lula. As Organizações Globo precisam de dinheiro, os jornamilitantes precisam de afagos.

E aí sobra para você, que saiu de casa revoltado com a impunidade, com a falta de respostas e, quando foi ligar a TV, descobriu que estava sendo chamado de terrorista.

Quando o terror, na verdade, estava piscando na sua TV.

Há tempo para dosar esse ódio? Sim.

Porque jornalismo com uma narrativa só não é jornalismo.

É ditadura.

Título e Texto: Mario Marques, Diário do Rio, 11-1-2023

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Um comentário:

  1. O consórcio da extrema-imprensa é uma máquina criminosa de desinformação e manipulação, em Portugal, na França, na Itália, no Brasil, etc. Quem comanda nos bastidores essa máquina internacional?

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