quarta-feira, 24 de novembro de 2021

[Aparecido rasga o verbo - Extra] O Tenor das arenas

Aparecido Raimundo e Souza

MAIS UMA VOZ SE CALOU. Perda irreparável, diga-se de passagem. Desta vez, a do locutor de rodeios das Festas do Peão de Barretos, o grande e inesquecível “Barra Mansa”. Estamos falando não só do locutor, mas do também radialista e cantor José Rodrigues Pereira, nascido aos 3 de fevereiro de 1953, em Turiúba, localidade próxima dos arredores de Araçatuba, interior de São Paulo. 

Barra Mansa nos deixou aos 68 anos de idade. Internado na Santa Casa de São José do Rio Preto, desde 16 de novembro, passou por uma cirurgia de emergência por força de um quadro de hérnia encarcerada, segundo informações de dona Maísa, responsável pela sua assessoria de imprensa. O locutor era casado com Claudenice Santana de Lima Pereira.

Deixa um casal de filhos, Alice e Alvino. Teve destaque especial como participante nas novelas “Ana Raio e Zé Trovão” e “Pantanal”, ambas da extinta Rede Manchete. Como cantor, lançou mais de dez discos, embora seu forte tenha sido, a vida toda, narrador oficial de rodeios, função que exerceu com excesso de cuidado, zelo e maestria exatos 39 anos, ou seja, desde 1982.

Com esta linda profissão, marcou toda uma geração de novos locutores, inspirando, nomes que até hoje estão na boca do povo, espalhados por este Brasil de norte a sul, podendo ser citados as figuras de Asa Branca, Della Morena, Mara Magalhães, Marcio Alexandre, Zé do Prato (aquele do ‘seguuuuuura peão’), Umberto Junior e Leandro Sato, entre outros. O velório do artista, bem como seu sepultamento, aconteceu ontem, terça-feira, às 18 horas, no Cemitério Municipal situado a Rua Cássia Primiano nº 1284 no centro, aqui de Adolfo, uma cidadezinha interiorana pacata e acolhedora, marcada pela singeleza bucólica e agreste incrustada exatos 189 km do centro de Ribeirão Preto.

Barra Mansa se fez conhecido em seu meio como uma criatura simples, alegre e humilde. Ajudou muitas pessoas a realizarem seus sonhos. Católico ferrenho, sempre que principiava os trabalhos, tirava o chapéu da cabeça, puxava a Ave Maria, e, em seguida, fazia questão de apregoar o bordão de sua autoria, que ficará, entre nós, para sempre, como a sua marca registrada: “SOU MENSAGEIRO DA ALEGRIA, PORTADOR DA ESPERANÇA. ALÔ, MEU POVO AQUI QUEM FALA É O BARRA MANSA!!!”.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, das cidades de Adolfo e Ribeirão Preto, ambas no interior de São Paulo. 24-11-2021

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital. 23-11-2021


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