sexta-feira, 26 de novembro de 2021

[Aparecido rasga o verbo] Nosso recado de hoje. Aquele que entra por um olho e sai pelo rabo do sujeito que está ao lado

Aparecido Raimundo de Souza 

"A demagogia é terrível: ela manipula e engana todos aqueles que acreditam em sua mascara de honestidade’. 
Carlos Pires

EM NOSSO DIA A DIA, numa conversa e outra, sempre aparece alguém que deixa escapar a expressão “demagogia”, tipo “ele é extremamente demagogo”, ou fulano, além de metido à besta se perde em meio a uma demagogia nojenta e barata”. Afinal, senhoras e senhores, o que venha ser, ou o que podemos entender como demagogia? Segundo a Wikipédia “Demagogia é um termo de origem grega que significa a arte ou poder de conduzir o povo”. E mais adiante, esclarece: “é uma sistemática de atuação política na qual existe um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas à conquista do poder político e ou outras vantagens correlacionadas”.

De cara, os nossos ilustres parlamentares mamando às nossas custas no enorme penico Brazzzilia estão fora desta definição, levando em conta que todos, sem exceção, são de caráter ilibado, perdão de caráter “cagado” e o melhor de tudo, profundamente “onestos”. Vocês, leitores, que nos acompanham por aqui, às terças e as sextas-feiras, por favor, nos apontem um político, um só, que esteja, hoje, no poder, que não seja “onesto”. Todos são castos e decentes. Em seu livro A Política, Aristóteles, já em seu tempo, apontava a demagogia como “a corrupção da democracia assim como a tirania correspondia à corrupção da monarquia”. Lembrem, amados, que Aristóteles é longevo. Vem do tempo em que as asas voavam sem os aviões e os cavalos se moviam atrelados à força bruta de vistosos e possantes carroções, veículos estes nascidos dos berços de Cuba, de Fidel Castro, e, logicamente, das consanguinidades dos antepassados de Lula.

Aliás, por falarmos nele, não só do Cachaceiro de São Bernardo, de Temer, de Dilma... e outros vermes existentes “pela ai”. O nome Lula, que aliás, ultimamente, anda muito em voga, merece maiores referências e destaques, em vista de sua biografia ser de uma excelente e incontestável qualidade, notadamente quando voltada para a sua trajetória política, onde temos um currículo ímpar e sem manchas, abrilhantado por um infindável calhamaço de “bostas pregadas a um engrossado de cagalhões fedorentos para privadas nenhuma ter o que reclamar na hora de puxar a cordinha”.

Quem disse esta frase foi o ilustre doutor Sergio Moro, na época juiz, quando estava com a bunda sentada em cima dos processos que corriam mais veloz que o carro de Ayrton Senna em face do larápio de dezenove dedos e a pitoresca Lava Jatos e outros aviõezinhos de portes menores. Tompsom de Panasco, pensador de rua, atualmente morando na linda e hospitaleira Cracolândia, do João Dória, aqui em São Paulo, faz questão de deixar sintetizado que “as privadas dos sanitários existentes no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados, bem ainda em outros Water Closets incrustados nos prédios públicos de Brazzzília, somos nós”.

O pensador vai mais adiante e segue observando que “os integrantes fiéis, os bichas-buchas de canhão, somos nós, os partícipes do degradante proletariado. De forma mais direta, Tompsom assevera que “somos nós todos os respectivos cagadouros”. De outro modo —, continua o pensador, direto e sem papas na língua —, “somos também a famosa e falida raia miúda. Quando os políticos que por aquelas paragens militam querem expelir as suas fezes, sentam as suas nádegas em nossos rostos e defecam cagando. Nos transformamos, pois, nas latrinas perfeitas para os miseráveis afundarem as suas berdamerdas, as suas mijadas e as suas gozadas não completadas nos orifícios devidos”.

Entendemos que alguém poderia dar um empurrãozinho neste cara. “Que cara, mano?”. No Tompsom de Panasco, quem mais? Tompsom de Panasco é um pensador de rua com uma visão muito profunda e séria do nosso brazzzil autêntico e genuíno, cuja realidade está cada vez mais expansiva e perto de nos conduzir ao caos total, ou a bancarrota. Levando em conta que o país, a cada alvorecer de um novo dia encalha num novo retrocesso maior que o anterior, as nossas (as “nossas’, aqui devem ser entendidas no sentido de “as deles”) instituições de respeito (de respeito?!) estão aos “peidos”, sendo desmontadas e desconstituídas, achacadas e desmoralizadas em decorrência dos pilotos do enorme avião brazzzilia não saberem para onde conduzir a aeronave sem que ela entorte o nariz em alguma montanha inesperada.

Só nos resta, a bem da verdade, ficarmos de prontidão, para termos o mesmo fim daquele Boeing da Gol, que fazia o voo 1907 de Manaus para o Rio de Janeiro e se chocou com o jato Legacy ocasionando a morte de 154 inocentes. O desastre geral desta nação maravilhosa está próximo. Pode acontecer, acreditem, no minuto seguinte. A demagogia, esta eterna enfermidade incurável, grosso modo, a nova variante da Covid-19, em paralelo, dá um show de teatralidade com nossos deuses engravatados se mimoseando como veados mal paridos pelos corredores das chamadas “Casas de prostituição”.

Fazemos referência e aqui voltamos a citar Tompsom de Panasco, “aos prostíbulos disfarçados de Suprema Corte, de Congresso Nacional, de Senado, de trocentos Ministérios e Procuradorias, entre outros prédios intocáveis ao longo das avenidas que desembocam na praça dos Três Poderes”. Percebam, senhoras e senhores que os nossos representantes não representam porra nenhuma, a não ser cuidarem de seus umbigos. Nossos heróis morreram todos de overdose. Porém, ficaram os nossos “erois” fajutos, os borra-botas, os demagogos de sempre. Aqueles coronéis da ditadura, os párias de Aristóteles dos que usam máscaras distintas, como o Homem Aranha, o Batman, o Hannibal, o Halloween, o Donnie Darko e Jason Voorheesm, o Zorro, usque nossos outorgados (sem tirar nem destirar), são todos portadores de focinhos enganadores, todavia expressivos.

Não importa os disfarces que estas desgraças usem. Sabemos quem são e o que fazem. De roldão, nesta desconstituição federal mergulhada num lamaçal de titicas e cocos, os pilares sustentadores do tal Estado Democrático de Direito, seguem impudicos e dúbios na pele do Fantasma da Ópera, dos Direitos Humanos, no corpo saradão do Homem de Ferro, entre outras babaquices de nomes rebuscados, não importa. Sabemos, de antemão, que os controles do nosso lindo rincão se acham desequilibrados e defeituosos, prestes a uma pane catastrófica e irreversível, e, via de balbúrdia, virem à baixo, como as Torres do Word Trade Center. No excelente livro A Democracia e a demagogia dos impostores, do juiz aposentado José Rodrigues Pinheiro, ele nos fala, numa linguagem direta o seguinte: “aprendemos por osmose. Osmose, entendam, como a cuidadosa linguagem da hostilização política. Brasília é um espelho lindo e encantador desta linguagem pululante, não muito diferente da pele reluzente e cheirosa de uma mulher nua e gostosa”.

Além de linda e gostosa, segue o autor —, “exposta com todos os seus tributos e atributos, numa cama redonda à visitação dos tarados e embusteiros de falas bonitas e português impecável para estrangeiros nenhum acharem erros de concordâncias. Mas percebam, amigos. Em decorrência da nossa cegueira secular, da nossa asnidade vinda desde os primórdios das fraldas —, vemos tudo ao contrário, vislumbramos os erros ao oposto, embora tenhamos o prazer quase sexual de apreciarmos tudo em tempo real. Apesar de vermos tudo em tempo real, infelizmente, o que é real e palpável, nós não cuidamos, não percebemos ou não atinamos. Somos vaquinhas de presépio. Paus mandados. Neste trilho, os grandalhões e os poderosos do Epicentro, com seus pés diretos em chutes aplicados certeiros, em nossos colhões, o pior dos problemas aflora dorido e indomável: NÓS NÃO NOS ENXERGAMOS”.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Adolfo e Ribeirão Preto, ambas as cidades, do interior de São Paulo. 26-11-2021

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