sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Duas frases, e algumas conclusões: "Política é a arte do possível!" e "Política é arte de administrar os contrários!"

Luiz Carlos Nemetz


Houve uma manifestação popular gigantesca em 7 de setembro de 2021 que reuniu milhões de brasileiros, de forma pacífica e ordeira. Muito longe de serem atos antidemocráticos como a Globo tentou plantar na cabeça das pessoas.

As principais lideranças institucionais reconheceram a legitimidade, a grandeza e a beleza do movimento, deixando o Bonner falando sozinho. O Presidente do Supremo e o Presidente da Câmara Federal entre eles.

O mundo viu o que os brasileiros querem, jogando por terra a narrativa de que temos um Presidente golpista e somos uma sociedade de idiotas radicais. Muitos esperavam uma atitude de força do Governo, fora dos limites da Constituição. E isso não ocorreu.

Quem realmente detém o poder legitimado pelo voto, sentiu a necessidade de abertura de um canal de diálogo para pacificar os ânimos e, dentro do possível, encontrar caminhos para preservar a República. Ou alguém em sã consciência prefere uma ruptura institucional? Ou um desabastecimento?

O Presidente mostrou sua força e seu patrimônio eleitoral, com uma base social sólida, atenta e participativa. E isso é um poder imenso, quando se fala de jogo político.

Quem mais no mundo atual consegue mobilizar esse mar de gente, de forma ordeira e pacificamente nas ruas num dia de feriado? Quando foi no mundo que isso aconteceu para sustentar um governo.

Lembrem-se de um fato importante: para derrubar a Dilma a Globo fez uma campanha de diuturna de dois meses para mobilizar a população. A classe política veio literalmente a reboque, quando percebeu o que a massa queria. Agora o cenário foi outro: a Globo bateu dois meses tentando impedir a Nação de ir às ruas. Mesmo assim, o povo foi.

Quem perdeu e quem ganhou se considerarmos os fatos sem emoções ou paixões?

O capital do político é o voto. E quem precisa de voto, viu o que viu. E sabe o valor que tem. Não o que a Globo golpista tentou plantar na opinião pública.

Você que me lê deve estar ciente que os chefes dos outros poderes sabem, que se Bolsonaro quisesse ele poderia criar um belo de um cenário para exercitar atitudes de força que muitos esperavam. Mas sabiamente, não o fez!

Vai ter um desgaste momentâneo? Sim, pode ser! Mas tirou o discurso de quem o chamava de golpista, pois podendo dar o golpe, não o fez!

Agora é hora de decantar os fatos. Com paciência de Jó e fôlego de gato. Dando tempo ao tempo.

Podem ter certeza de que agentes políticos vão intervir para pôr limites em quem precisa de limites. Eles viram com quem estão lidando. E que antes da força do fuzil, precisam lidar com a força do voto. Do mesmo voto que vão precisar logo ali na frente. E doze meses passam voando.

E eles virão de forma a encontrar uma saída honrosa para aqueles que estão abusando do poder que têm. Inclusive para pôr fim às prisões, confiscos e inquéritos do fim do mundo. E ela, a saída, virá!

Agora é hora de dar tempo ao tempo. Pois as coisas têm muita força quando elas precisam acontecer. Talvez não da forma como cada um sonha, ou deseja. Mas o Brasil sai maior neste momento.

Há tempo para tudo debaixo do sol. E agora, o líder - que é o líder - sem deixar de mostrar suas forças, optou por colocar água na fervura. Se lhe cobravam parcimônia, entendimento, paciência, atitudes constitucionais e democráticas, tomem-nas!

O discurso da esquerda ficou vazio e seus líderes estão sentados no meio fio, no frio e na chuva.

Ao contrário do que muitos pensam de forma precipitada, Bolsonaro não recuou. E se mostra um habilidoso jogador num campo onde não existem tolos.

Ele fincou o pé no limite dos avanços e conquistas de território que teve, que não foram poucos.

Está acompanhado de milhões. E quem gosta e precisa de voto, sabe perfeitamente disso.

E aguardem a marcha dos acontecimentos. Sempre sem perder o foco, a fé e a esperança!

Democraticamente!

Título, Imagem e Texto: Luiz Carlos Nemetz, Jornal da Cidade, 9-9-2021, 22h02

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